Super Bock em Stock – As nossas sugestões para o segundo dia do festival

Há mais para ver para além de Jungle no segundo dia do Super Bock em Stock 2018. Conheça aqui as nossas sugestões para o último dia (24 Novembro) da edição deste ano do festival.

Já faltam poucas horas para o início da edição deste ano do festival Super Bock em Stock. E está praticamente tudo a postos para se poder começar a traçar itinerários e fazer escolhas, para que nada seja deixado ao acaso. Já são conhecidos os dias e as salas em que atuam todos os artistas e as bandas que dão forma ao cartaz da edição de 2019 do Festival e podem ser consultados aqui:

Conheça os horários do Super Bock em Stock 2018

 

Zé Vito | 19:00 | Cinema São Jorge (Sala 2)

O guitarrista, cantor e compositor Zé Vito tem 3 discos lançados e se prepara para lançar seu novo álbum “Além Mar” no ano de 2018. Seu primeiro disco “Já Carregou” ganhou notoriedade ao ser premiado como o melhor álbum independente de 2014 pela Editora/Livraria Saraiva Brasil. Os discos seguintes, “Pode Ser” e “Espelho”, consolidaram seu estilo de composição de boas melodias, fusão de ritmos e produção exata. Zé Vito é fundador da Abayomy Afrobeat Orquestra, a primeira banda de afrobeat do Brasil.  O artista gravou com Tony Allen e produziu com ele o single “Meus Filhos”, também com participação de BNegão, vocalista do Planet Hemp, uma das mais importantes bandas de rock do Brasil. Como guitarrista, tocou com a cantora Céu, o ícone da Tropicália Jards Macalé, Luiz Melodia, Otto, Marku Ribas, Fafá de Belém, Thaís Gulin, André Abujamra e Oghene Kologbo, guitarrista da primeira banda de Fela Kuti. E o seu concerto no Super Bock em Stock terá participação especial de Marco Oliveira

 

Dino D’ Santiago | 20:00 | Sala da EDP (Casa do Alentejo)

A música sempre esteve presente na vida de Dino D’Santiago. Os seus pais faziam parte do coro da igreja e foi precisamente neste coro que Dino e seus dois outros irmãos começaram a cantar todos os domingos até ele sair de casa para fazer parte de um show de talentos na televisão, o que impulsionou a sua carreira como cantor e compositor. Durante vários anos Dino foi o vocalista ideal de uma geração de bandas de música hip-hop e R&B em Portugal. Em 2010 acompanhou o seu pai numa viagem de volta às suas raízes familiares na ilha de Santiago, experiência que viria a mudar a sua trajetória musical… “Eva”, editado em 2013, foi aclamado pela crítica e mostrou essa relação com a música cabo-verdiana, a música que os pais lhe deram para ouvir quando ainda era criança. Hoje Dino D’Santiago dedica seu talento a unir as tradicionais Morna, Batuku e Funaná ao R&B contemporâneo e à música eletrônica progressiva. “Nôs Funaná” é o primeiro avanço para um disco que sairá em breve e que servirá de base para o concerto no Super Bock Em Stock.

 

Tim Bernardes | 20:30 | Teatro Tivoli BBVA

 

É caso para dizer que a música brasileira está bem e recomenda-se. Pelo menos é isso que se sente sempre que se ouve a música de Tim Bernardes. O jovem músico é compositor, produtor musical e também multi-instrumentista. Até aqui, o talento de Tim tem estado ao serviço banda “O Terno”, o que resultou em três discos e um EP muito aconselháveis. A banda não acabou, continua a fazer parte do futuro, mas Tim decidiu aventurar-se também a solo e editou o seu primeiro disco, “Recomeçar”, no ano de 2017. O resultado é um disco inspirado por um desamor e, ao mesmo tempo, por essa vontade de… recomeçar, precisamente. Influenciado por nomes como Beatles, Fleet Foxes ou Caetano Veloso, Tim Bernardes procurou contar uma história, com um apelo quase cinematográfico. Aqui a melancolia (e há muita melancolia) é indissociável da beleza (há ainda mais), o que resulta em canções como “Recomeçar”, “Tanto Faz” ou “Quis Mudar”… E se o público português já está rendido ao disco, ainda vai ficar mais rendido depois do concerto marcado para novembro, no Super Bock Em Stock.

 

 

Paraguaii | 22:20 | Sala Santa Casa (Garagem Epal)

Paraguaii é o projecto formado por Giliano Boucinha (guitarra e voz) e Zé Pedro Correia (synths e baixo) – ao vivo a banda apresenta-se também com um baterista convidado… Tal como as origens do país em que se inpiraram, também o som dos Praguaii pode ser um mistério para muitos. É pós-punk? É space rock? É uma banda rock que sabe dançar? A verdade é que não chegaremos a nenhuma conclusão definitiva, até porque os Paraguaii são tudo isso e até mais.
Conhecemos-lhes as origens: encontraram-se em cima de um palco, algo fez faísca e gerou uma ideia. Em 2014, o projecto toma forma a partir dessa mesma ideia. O mês de Dezembro marcou o lançamento de “She”/”Tucano Baby’s”, single que haveria de dar lugar a um EP, que haveria depois de dar lugar a um disco, “Scope”, editado em 2016. “Dream About the Things You Never Do” é o nome do segundo álbum, difícil de catalogar nos que diz respeito ao género musical, mas, certamente, um dos discos do ano de 2017. O melhor mesmo é ouvir temas como “Ancient Gurl” e seguir o conselho da própria banda a propósito da audição do disco: “em vez de o pensarmos, poderemos simplesmente dançá-lo.”

 

Jungle | 00:30 | Palco Coliseu dos Recreios (Sala Super Bock)

Josh Lloyd-Watson e Tom McFarland são os amigos de infância que lideram os Jungle, uma banda formada em 2013 e que, desde aí, têm sido uma das referência quando se fala na melhor música soul dos nossos dias, recheada de elementos funk, falsetes irresistíveis e um gosto especial pelo palco. E como estas ideias musicais pediam mais do que dois homens atrás dos seus computadores portáteis, a formação cresceu – hoje são sete músicos em palco, a dar tudo em cada canção e a fazer uma festa capaz de fazer mexer até a plateia mais empedernida… E quando se diz que os Jungle são uma das melhores banda do mundo ao vivo, não se está mesmo a exagerar. Nasceram em 2013 e, no mesmo ano, logo impressionaram o público com singles tão potentes como “Platoon” ou “The Heat”. O disco de estreia só poderia estar para breve e foi mesmo isso que aconteceu com a edição de um registo homónimo, editado em 2014. O público e a crítica ficaram rendidos à atmosfera proposta pelos Jungle neste disco de estreia. Dentro de uma ideia neo-soul e com pitadas de psicadelismo, os Jungle não negam as influências do melhor funk da década de 70, mas também se ouvem os ecos de bandas mais recentes, como os Tv On Radio ou os Gnarls Barkley. E ao som de canções como “Busy Earnin” ou “Time”, passamos a acreditar que o corpo humano foi feito para dançar e pouco mais. “For Ever”, o novo disco, tem data prevista de lançamento para setembro de 2018, o que quer dizer que se espera um concerto cheio de novidades, dia 24 de novembro, no Super Bock Em Stock. “Heavy, California” e “Happy Man” são as melhores provas de que a festa vai continuar, com a mesma alma e uma energia verdadeiramente contagiante.