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Kevin Morby entre os primeiros nomes do Super Bock em Stock

O Super Bock em Stock regressa nos dias 22 e 23 de novembro. O festival volta a Avenida da Liberdade em Lisboa e artérias adjacentes, com alguma da melhor música do momento.  A ordem é caminhar pelas ruas e, de sala em sala, descobrir Música nova, desfrutando e descobrindo também os recantos da cidade que, no dia a dia, nos passam desapercebidos. A paisagem urbana da capital entrelaça-se, assim, com as melhores propostas da vanguarda da música, num ambiente único. Já há quatro confirmações para a edição deste ano do Festival: Kevin MorbyViagra BoysGhostly Kisses e Nilüfer Yanya.

Se há dúvidas quanto ao futuro da música folk, estas dissipam-se quando se ouve Kevin Morby. Herdeiro de Dylan e de tantos outros trovadores norte-americanos, Kevin faz parte de uma geração de cantores folk que inclui nomes como Angel Olsen ou Kurt Vile. Antes da carreira a solo, o senhor Morby viveu bons momentos em grupo, indispensáveis para o seu crescimento artístico, primeiro nos Woods e depois na dupla The Babies, com Cassie Ramone. Quando trocou Brooklyn por Los Angeles, gravou uma coleção de canções dedicada à cidade de Nova Iorque. Aí percebeu-se que o seu caminho a solo começava a ganhar forma e em 2013 Kevin gravou aquele que seria o seu primeiro disco em nome próprio: “Harlem River”. “Still Life”, o segundo disco, foi editado logo no ano seguinte. Kevin juntou amigos e arriscou um pouco mais, apresentando um registo que vai além da relação íntima entre um homem e a sua guitarra. Por essa altura o público e a crítica já estavam rendidos às canções clássicas e sempre belas de Kevin Morby, mas a aclamação só aumentou com os discos que vieram a seguir: “Singing Saw” e “City Music”. Nestes anos, publicações com a Mojo, a Uncut ou a Pitchfork não o deixaram de fora das listas dos melhores. A sua ética de trabalho descansa os fãs: já sabem que não é preciso esperar muito para ouvir canções novas. E 2019 é ano de mais um disco. “Oh My God” explora as inquietações espirituais de Kevin Morby, cada vez mais maduro, e num constante diálogo com referências como Lou Reed ou Bob Dylan (a fase gospel, neste caso). Kevin Morby é hoje um dos melhores cantautores do mundo e vai estar em Lisboa em novembro, em mais uma edição do Super Bock em Stock.

 

Tudo começou quando seis rapazes começaram a desenvolver a sua própria linguagem, além daquilo a que convencionalmente se chama punk rock, sem nunca negar essa tradição. Formados em 2015, os Viagra Boys são influenciados por nomes como Buthole Surfers, Suicide, Dead Kennedys, entre outros. Nestes últimos quatro anos tornaram-se uma referência do melhor rock escandinavo. Apesar de o nome da banda ter uma conotação sexual, a escolha aproxima-se mais de uma crítica ao papel do homem na sociedade. Quando Henrik “Benke” Höckert e Sebastian “Sebbe” Murphy saíram para uma noite de karaoke, mal sabiam que aquele momento de diversão ia mudar as suas vidas, mas assim que Sebbe começou a cantar, Benke apercebeu-se de que estava diante de algo realmente especial. A primeira gravação da banda tinha o nome de “Consistency of Energy”. A energia inicial manteve-se nos registos que se seguiram. E os primeiros concertos também não deixaram quaisquer dúvidas: os Viagra Boys eram mesmo um caso sério. A reputação no circuito underground rapidamente se transformou na atribuição de um Grammy sueco. Em 2017 começaram a trabalhar no primeiro disco. “Street Worms” foi editado no ano seguinte e confirmou todas as melhores expectativas. A energia dos Viagra Boys é rara, contagiante e promete fazer bons estragos na próxima edição do Super Bock em Stock.

Apesar de já escrever músicas na sua cabeça desde os seis anos, e na guitarra desde os 12, a verdade é que ainda levou algum tempo para que Nilüfer Yanya ganhasse coragem para mostrar todo o seu talento. Felizmente a timidez desapareceu e hoje é uma das maiores promessas da música indie. A sua música sabe namorar o jazz e a soul como poucas, sem nunca perder o apelo pop que a distingue. Filha de artistas, cresceu a ouvir música turca, apresentada pelo pai, e música clássica, apresentada pela mãe, e começou a dar nas vistas graças a uma série de canções que largou na plataforma Soundcloud. Não demorou até que assinasse pela editora nova-iorquina ATO, depois de ter editado três EPs pela londrina Blue Flowers. O seu disco de estreia, “Miss Universe”, editado em março deste ano, é, sem dúvida, o passo mais ambicioso até aqui. Trata-se de um álbum conceptual dedicado à ansiedade, paranoia e outros transtornos psicológicos. A velocidade da vida moderna é escrutinada numa espécie de fluxo de consciência que confirma a apurada sensibilidade artística da jovem britânica. Influenciada por nomes tão diferentes como Amy Winehouse, Nina Simone ou os Pixies, Nilüfer consegue trabalhar todas essas referências ao serviço da arte que quer fazer. Canções como “Heavyweight Champion of the Year” ou “In Your Head” prometem não sair da nossa cabeça até ao concerto da jovem no próximo Super Bock em Stock.

 

Podemos dizer que Ghostly Kisses é o sonho musical da cantautora canadiana Margaux Sauvé. Começou a tocar violino quando tinha apenas cinco anos de idade, seguindo os passos de uma família de músicos. Mas só mais tarde é que chegaram as suas próprias canções. A assinatura Ghostly Kisses vem de um poema do escritor William Faulkner – e essa referência literária é uma boa pista para ouvir melhor a voz etérea de Ghostly Kisses e entrar dentro deste universo. Em 2017 a canção “Such Words” alcançou mais de 50.000 plays no Spotify. Em 2017 editou o primeiro EP, “What You See”. Canções como “Empty Note” e “Roses” estavam lá para provar toda a sua elegância. O segundo EP chegou em 2018. “The City Holds My Heart” foi produzido por Louis-Étienne Santais e é inspirado em algumas texturas sonoras indie dos anos 90. A voz suave de Margaux paira sobre diferentes baterias, sintetizadores, arranjos de cordas e camadas de piano, protagonizando momentos de rara beleza. E em novembro deste ano, o Super Bock em Stock é uma oportunidade privilegiada para tomar contacto com a beleza destas canções. O convite é irrecusável.

 

bilhete único válido para os dois dias do Festival encontra-se já à venda nos locais habituais, pelo preço de 40€ até 31 de agosto, passando para 45€ a partir do dia 1 de setembro e 50€ nos dias do Festival.

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