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Returnal (PlayStation 5) | Análise Gaming

Returnal, Returnal (PlayStation 5) | Análise Gaming

Housemarque traz-nos uma das melhores experiências da nova geração de videojogos e consolas. Returnal poderá ser o exclusivo que a PlayStation 5 precisava. Conheça a nossa opinião sobre Returnal.

A PlayStation 5 encontra-se a viver os seus primeiros meses e se há algo que os possuidores da nova consola da Sony pretendem são novas e inovadoras experiências. Returnal vem responder a essa necessidade. Se nos últimos anos conseguimos associar uma imagem quase Hollywoodesca em relação aos últimos “blockbusters” da PlayStation, como são os casos de The Last Of Us Part II ou Ghost of Tsushima, com Returnal será complicado colar essa associação.


Returnal, Returnal (PlayStation 5) | Análise Gaming

Isto porque Returnal, o novo jogo da Housemarque tem uma premissa mais baseada na jogabilidade, colocando a história e a narrativa do jogo para um plano menos importante do que o que estamos habituados dos últimos grandes exclusivos da Sony. Quer isto dizer que Returnal não merece atenção? Nada disso, Returnal é um jogo em primeiro lugar que pretende desafiar o jogador e levá-lo a atingir os seus limites.

Como já referimos na nossa antevisão ao jogo, a Housemarque, estúdio de origem finlandesa, tem feito furor com jogos como Resogun ou Super Stardust na PlayStation, jogos shoot’em-up frenéticos e viciantes, que nos fazem querer sempre jogar mais um pouco. Esta ligação positiva da Housemarque com a PlayStation fez com que a Sony acreditasse que o estúdio finlandês seria capaz de aceitar uma grande tarefa em mãos: produzir um dos títulos exclusivos de maior peso dos primeiros meses de vida da PlayStation 5.

Returnal, Returnal (PlayStation 5) | Análise Gaming

E é com isto em mente que a Housemarque desenvolveu Returnal, um jogo com uma produção claramente superior (e certamente mais cara) do que todos os seus projectos anteriores.

Returnal é um rogue-like na terceira pessoa, bebendo muito do terror psicológico, que acaba por basear o seu design na aleatoriedade na geração de desafios e ambientes e na repetição dos ciclos.

A história de Returnal gira em torno de Selene, uma exploradora grego-americana da ASTRA que, pela primeira vez na sua carreira, desobedece aos seus superiores e viaja pelo planeta alienígena Átropos, seguindo o sinal de transmissão da “Sombra Branca”. Ao chegar ao planeta, Selene depara-se com um bosque alienígena, onde descobre as ruínas de uma civilização cheia de estátuas, portas, xeno-tech e cadáveres alienígenas.

Returnal, Returnal (PlayStation 5) | Análise Gaming

Rapidamente nos apercebemos que estamos presos num Loop temporal, até porque acabamos por encontrar o nosso proprio corpo no meio do planeta e com isso chegamos à conclusão que sempre que o nosso personagem morre, ele volta ao local onde a nave se despenhou e começa tudo de novo. E é aqui que o jogo apresenta a sua característica fundamental, e tradicional nos roguelikes, a perma-death. Sempre que morremos voltamos atrás no nosso progresso (nem sempre totalmente, dependendo de itens que carregamos ou de onde nos encontramos no jogo), e essa característica acaba por definir fundamentalmente a satisfação que se retira de Returnal.

O jogo está desenhado para levar em conta a questão da perma-death muito a sério, e se por vezes o jogo nos deixa no topo com a adrenalina ao rubro, a verdade é que quando morremos e sabemos que temos de começar do início essa adrenalina pode rapidamente se esvair por completo. É uma questão que irá certamente agradar a alguns jogadores, mas não a todos. E não é só morrer. Se desligarem a consola, o ciclo também termina, e voltam atrás com o vosso progresso. Por isso o nosso conselho é pegarem no jogo quando tiverem tempo ou deixarem então a vossa consola em Rest Mode, quando quiserem sair do jogo.

Returnal, Returnal (PlayStation 5) | Análise Gaming

A forma de conseguirmos passar as dificuldades encontra-se intimamente ligada à exploração dos biomas, devido aos itens e armas que podemos descobrir nessa procura que nos poderão facilitar a vida. E há sempre um sentimento de risco/recompensa interessante em Returnal, porque se por um lado poderemos encontrar uma arma poderosa, também podemos encontrar uma ambuscada que nos tirará ainda mais capacidades para chegarmos ao fim, para quebrar o loop em que Selene se encontra.

Apesar da história de Returnal ocupar um lugar secundário, em relação à jogabilidade, a verdade é que existe de facto uma narrativa misteriosa que nos faz querer perceber o que passa, no entanto a sua execução, através de Scout Logs e de repetição de ciclos, não é perfeita.

O que quero dizer é que provavelmente Returnal não irá captar e manter o jogador interessado através do seu método de comunicação da narrativa ou pelas motivações que Selene tem para desvendar o mistério, mas sim pela pura diversão que cada run oferece.

Returnal, Returnal (PlayStation 5) | Análise Gaming

Em termos de jogabilidade, o jogo comporta-se como um típico shooter em terceira pessoa com um estilo mais arcade, conjugado com poderes como o dash e outros que vamos recolhendo pelo caminho. Os controlos respondem muito bem, sendo que é impossível não destacar o comportamento do DualSense neste jogo. O feedback háptico do comando da PlayStation 5 responde de maneira magestral com os efeitos do terreno e da atmosfera, como por exemplo a chuva a serem sentidos no comando similar ao que sentimos em Astro’s PlayRoom.

No nível técnico, Returnal surpreende, com o seu forte jogo de iluminação e com a banda-sonora que replicam bem as atmosferas em que Selene se encontra. Mesmo não sendo o jogo visualmente mais impressionante da PS5, a verdade é que sente-se que Returnal é um jogo desta geração e que enaltece muitas das características da nova consola da Sony. No entanto, é de realçar alguma confusão visual que existe quando há confrontos com muitos inimigos de uma só vez. Isso deve-se principalmente à escolha artística nos diversos biomas.

Returnal (PlayStation 5) | Antevisão do jogo

Referir ainda que Returnal não é um jogo que vive apenas e só da sua campanha principal offline. O jogo implementa algumas características online, como é o caso dos desafios diários que servem como um bom escape ao stress de passar a história e onde é possível comparar os nossos resultados com os dos nossos amigos e assim ver quem sobrevive melhor às condições que cada desafio acarreta.

Returnal é um jogo que irá ocupar várias dezenas de horas aos jogadores, mas o tempo necessário para levar o jogo até ao seu final dependerá muito das escolhas dos jogadores e a forma como abordam os desafios que irão encontrar até lá.

A Housemarque oferece aquela que é, na minha opinião, a primeira grande experiência diferenciadora da nova geração de consolas. Returnal é algo novo e que marca claramente uma posição. Poderá não ser do agrado de todos, mas quem decidir experimentar poderá ficar agarrado ao jogo. Frenético, assustador, viciante, Returnal é uma aposta ganha da Sony, um verdadeiro jogo de nova geração.

 

Returnal (PlayStation 5) | Análise Gaming
Returnal, Returnal (PlayStation 5) | Análise Gaming

Housemarque traz-nos uma das melhores experiências da nova geração de videojogos e consolas. Returnal poderá ser o exclusivo que a PlayStation 5 precisava. Conheça a nossa opinião sobre Returnal. 

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Avaliação do editor:
4
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