in , ,

Penny’s Big Breakaway (PlayStation 5) – Análise Gaming

Penny’s Big Breakaway (PlayStation 5) – Análise Gaming

Penny’s Big Breakaway é o novo jogo de Christian Whitehead, o responsável máximo pelo melhor jogo de Sonic The Hedgehog das últimas décadas, o Sonic Mania. Desta vez a Christian com o seu recém-fundado estúdio Evening Star decidiram criar um novo IP. Será que a magia replicou-se?

Para além do já mencionado (e brilhante) Sonic Mania, Christian Whitehead é associado ao trabalho que fez com os ports do jogos mais icónicos do ouriço azul para as novas plataformas, e portanto é normal que Christian e restante equipa queiram ter um projecto com visão criativa a começar do 0, mas sem descurar o gosto e talento que a equipa tem para jogos de plataformas que vivem do ritmo e da velocidade do movimento.

Assim nasce Penny’s Big Breakaway. Neste jogo juntamo-nos a Penny e a Ioiô numa aventura de plataformas 3D em que podemos encontrar mais de 11 mundos e 40 níveis, e todo o nosso movimento é baseado na mecânica de movimento dum iôiô. Toda esta aventura acontece porque Penny, no início do jogo, quando vai apresentar um espetáculo com Ioiô ao Imperador as coisas acabam por se descontrolar, e o Imperador não irá descansar até que Penny seja apanhada e presa. A premissa de Penny’s Big Breakaway para cada nível é de tentar alcançar a meta o mais rapidamente possível, com o máximo de estilo alcançável e sem ser apanhado pelo exército infindável de pinguins do Imperador.

Penny’s Big Breakaway (PlayStation 5) – Análise Gaming

Tal como acontecia em Sonic Mania (e na verdade em todos os bons Sonic) o mais importante a reter para se obter uma melhor pontuação no final do nível é conseguir ter um flow sem paragens de início até ao fim. Em Penny’s Big Breakaway apesar de não contarmos com a velocidade supersónica do ouriço da SEGA, temos a velocidade assegurada pelo Ioiô, podendo realizar todo o tipo de acrobacias que um típico iôiô faz mas exponenciado.

Este é um jogo de combos, tal como um qualquer hack n’ slash, mas aqui o objectivo não é tanto ir acertando nos inimigos mas sim ir saltando e usando as acrobacias possíveis para manter Penny sempre em movimento para evitarmos os pinguins do Imperador, e pelo meio, realizar algumas tarefas para os NPCs deste mundo como apanhar uma sandes que seria o almoço dum empreiteiro.

Tal como qualquer jogo de plataformas digno do seu nome, em Penny’s Big Breakaway podemos exibir as nossas habilidades de speedrun no modo com limite de tempo.

Penny’s Big Breakaway (PlayStation 5) – Análise Gaming

Em relação aos pontos menos positivos deste título podemos dividir em dois grupos diferentes: a personalidade e carisma de Penny e do mundo envolvente e os problemas técnicos. Abordando primeiro a questão técnica quero destacar que não apanhei problemas na componente gráfica do jogo, seja de resolução ou de framerate, mas sim ao nível do motor de física do jogo. Perdi algumas vidas (ou partes das vidas) em situações em que por algum motivo a física dos objectos não respeitava as regras deste “universo”, sendo o caso mais recorrente os elevadores que ao começarem a subir tornavam-se impossíveis de aceder. No entanto, acredito que isto sejam problemas passíveis de serem resolvidos nos próximos tempos e portanto não é essa parte que me coloca mais entraves neste título.

O aspecto que mais me desapontou em Penny’s Big Breakaway foi mesmo a tal falta de carisma. Resumindo em poucas palavras, tanto me fazia estar a jogar com a Penny ou com qualquer NPC do universo que a Evening Star criou. Vindo de elementos que tanto trabalharam com Sonic e que são fãs incondicionais do veloz ouriço, esperava que tivessem conseguido trazer para esta nova aventura a característica que mantém o ouriço vivo (e bem vivo) na mente de todos os fãs: a personalidade.

Visualmente o jogo é bonito, com um aspecto a relembrar os jogos dos anos 80/90, mas com uma utilização de cores e de definição de imagem que sente-se que é moderno. Musicalmente temos novamente o luso-americano Tee Lopes encarregue de criar mais uma trilha que nos faz viver intensamente os combos incríveis que conseguimos fazer com Penny e Iôiô.

Penny’s Big Breakaway (PlayStation 5) – Análise Gaming

Penny’s Big Breakaway não chega ao pináculo de Sonic Mania, mas não deixa de ser uma boa entrada dum género de jogo que não vive os seus melhores anos, talvez não tanto pela qualidade dos melhores jogos de plataformas que tem saído publicados (com Mario Wonder, Odyssey ou Astro’s Playroom em mente) mas pela escassa quantidade em comparação directa com outros géneros de videojogos.

Penny’s Big Breakaway é um jogo que nos faz recordar do passado pela sua estrutura e design dos níveis mas bem assente na contemporanidade moderna sendo uma proposta recomendada a todos os que gostam de se divertir com um bom jogo de plataformas e passarem horas seguidas a tentarem bater os vossos próprios High Scores em cada nível.

 

Penny's Big Breakaway (PlayStation 5) - Análise Gaming
Penny’s Big Breakaway (PlayStation 5) – Análise Gaming

Penny's Big Breakaway é o novo jogo de Christian Whitehead, o responsável máximo pelo melhor jogo de Sonic The Hedgehog das últimas décadas, o Sonic Mania. Desta vez a Christian com o seu recém-fundado estúdio Evening Star decidiram criar um novo IP. Será que a magia replicou-se?

Product In-Stock: InStock

Avaliação do editor:
4

Penny’s Big Breakaway (PlayStation 5) – Análise GamingGoogle Notícias

Siga o CA Notícias na Google e leia as notícias em primeira mão!
Nelly Furtado, Nininho Vaz Maia e Plaza confirmados no North Music Festival

Nelly Furtado, Nininho Vaz Maia e Plaza confirmados no North Music Festival

Resumo: Estoril 1-0 Portimonense (Liga 23/24 #26)

Resumo: Estoril 1-0 Portimonense (Liga 23/24 #26)