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Rescaldo: Inoperância leva a derrota na estreia

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O Belenenses deu continuidade à sua pré-época desastrosa ao perder no jogo de estreia da época 2016/2017, com o Vitória Futebol Clube, no Bonfim. Num jogo sem grandes motivos de interesse, a inoperância azul em conseguir criar perigo e em ser acutilante a nível ofensivo, levaram a quem o cinismo sadino impusesse o ritmo e tomasse as rédeas do encontro. Um golo a abrir a partida e outro a abrir a segunda parte foram o bastante para cifrar o resultado final e deixar os três pontos em Setúbal. Quanto ao Belenenses continua à procura da sua identidade e de um “boost” de energia que lhes permita voltar à forma da época passada.


Os adeptos do Belenenses começaram desde logo a questionarem-se quando viram o “onze” titular. Benny, o ex-junior; Camará, o avançado que esteve emprestado o ano passado; Palhinha, que fez 3 ou 4 treinos e André Sousa na ala foram as principais novidades que saltaram à vista. Claramente não resultaram. A equipa forasteira começou logo aos 10 minutos por sofrer golo na conversão de uma grande penalidade inexistente – o começo de um arbitragem desastrosa. Depois do golo, faltou engenho, acutilância ofensiva, clarividência no último terço e muita criatividade. O que se viu foi uma equipa sem ideias, amorfa, cansada e sem as directrizes necessárias para causar perigo à baliza de Trigueira. O único inconformado foi Miguel Rosa que bem lutou para levar de vencida os sadinos. Do lado dos da casa, pouco ou nada se via além dos rasgos de André Claro e Nuno Santos. Jogo paupérrimo que condizia com a arbitragem. 1-0 era o resultado ao intervalo.

No reatar do jogo, o Belenenses decide conceder mais um bónus defensivo e permitir que Frederico Venâncio, o central vitoriano, suba à área e, após defesa de Ventura, sem marcação, na recarga, faça o 2-0. Depois deste golo que fez quem estava a assistir perceber seria o fim, ainda houve tempo para os “azuis” reagirem e causarem algum perigo, contudo, sem a cadência necessária. Gerso entrou e mexeu com a equipa a nível ofensivo e desequilibrou a equipa da casa com a sua velocidade e técnica. O árbitro aproveitou ainda para amarelar quase toda a equipa do Belenenses e expulsar João Diogo, por uma infantilidade do próprio. Uma segunda parte de um nível pouco ou nada superior à primeira e que teve na frieza e eficácia o grande condão decisor do desafio. Dos homens do Restelo fica uma imagem péssima de pouca garra e muita falta de ritmo.

O que se viu no Bonfim não augura nada de bom para os próximos dias. O Restelo é, neste momento, uma casa a arder que não tem ponto socorro que a acuda.

, José Couceiro: ” A vitória assenta bem”

José Couceiro: ” A vitória assenta bem”

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