in ,

Pérolas do Retrogaming: Crash Bandicoot 3 – Warped

, Pérolas do Retrogaming: Crash Bandicoot 3 – Warped

Tanto no caso de Crash Bandicoot como no de Spyro, muitos sentem que o terceiro jogo da série já seria um sinal de “falta de ideias”. No caso deste jogo prevalece o debate sobre se o segundo jogo ultrapassa “Crash Bandicoot 3 – Warped”. Mas no fim a minha opinião será conhecida.


Crash Bandicoot 3, à semelhança de Crash 2, começa no fim da sequência anterior. A nave do Dr. Neo Cortex ao cair na Terra indiretamente liberta um novo inimigo: o irmão gémeo de Aku-Aku, Uka-Uka.

Dúvida constrangedora: como é que as mascaras de madeira nascem e procriam?

Descobrimos mais tarde que é Uka-Uka quem tem dado ordens a Cortex relativamente aos seus planos malvados. Desta vez o plano de ambos envolve uma série de viagens no tempo de modo a recuperar os cristais de outra forma.

Agora Crash, juntamente com a sua irmã Coco, deverá percorrer diversos períodos temporais e recuperar os cristais antes dos antagonistas. Eis que começa uma aventura de viagem no tempo em que ambos passam pelos cenários passados mais bizarros de sempre.

Curiosidade: a personagem da Coco foi criada como substituto à namorada que o Crash tinha no primeiro jogo.

Gameplay

Yup… Ainda ninguém lhe explicou o quão foleira essa dança é!

O Gameplay neste jogo é basicamente o mesmo que o de Crash Bandicoot 2. O estilo está praticamente intacto de um jogo para o outro. Exceto que neste damos de caras com uma proposta mais dinâmica e diversa.

Além dos níveis clássicos de platforming, existem níveis nos quais as personagens recorrem a animais e veículos. Isto definitivamente estabelece novas possibilidades no jogo, embora umas resultem melhores que outras. As duas personagens jogáveis são Crash e Coco, embora um prevaleça mais que o outro.

Se este jogo fosse feito nos dias de hoje eu imagino que essa bazooka iria sofrer uma censura

A lógica das warp rooms do segundo jogo é mantida, bem como os bosses no fim de cada uma. Mas agora sempre que o jogador derrote um boss ganha um powerup. À medida que o jogo for progredindo, tem-se acesso a estas habilidades: duplo salto, super body slam, super spin attack, uma bazooka e capacidade de correr.

Os “Pros”

“Anda comigo ver os aviões…”

Definitivamente posso dizer que a diversidade de níveis é muito maior além do nível básico de ter de percorrer um nível a pé. Há vários cenários e vários veículos para controlar, o que aumenta muitas das possibilidades dadas pelos jogos anteriores.

Agora há o encorajamento a voltar aos níveis uma segunda vez com o objetivo de coleccionar relíquias ao terminar determinados níveis num tempo-limite. Isto não só revela o quão complicados alguns níveis originalmente são, mas também adiciona à adrenalina e urgência de terminar um nível. Boa sorte a conseguir relíquias de platina: eu joguei durante anos e nunca consegui nenhuma.

“Say hello to my little friend!”

Um outro fator que dá muito mais que fazer ao jogador são os power-ups. Não só permitem explorar certas áreas de outros níveis, mas também dão uma dinâmica muito maior à experiência. Podemos rebentar inimigos e caixas com a bazooka, combinar um duplo salto com um super spin para voar por cima de um precepício e correr uma maratona.

Crash, pára de fazer essas caras sempre que montas um animal!

A nível de história: nunca achei as histórias destes jogos exatamente um ponto forte ou fraco, mas aqui definitivamente está muito mais presente. Há diversas interações com os antagonistas do jogo à medida que se vai progredindo o que acaba por lhes dar um pouco mais de personalidade.

Por falar em antagonistas, as boss fights neste jogo passaram de água a vinho finalmente. Depois do quanto me queixei das lutas nos dois títulos anteriores, neste jogo finalmente habemos lutas a sério! Tudo nestas lutas, desde a música até à ação é muito mais dinâmico! Adoro a música que toca na luta contra Dingodile, adoro a intensidade da luta contra o N. Tropy e o Dr. N.Gin voltou novamente a ser o maior desafio do jogo. Mesmo o Dr. Neo Cortex, que volta a ser para mim o boss mais fraco do jogo ironicamente, é um desafio muito maior desta vez.

Por fim, poderei parecer um pouco sádica ao referir este aspeto, mas este jogo tem algumas das cenas de morte mais hilariantes que já vi.

Os “Cons”

Porque é que a Naughty Dog não podia tentar explorar outras possibilidades com a personagem de Coco? Ela só é jogável nos níveis em que monta em cima de um pequeno tigre, nos níveis com jetski, num nível com avião e num dos bosses finais (e para ser justa ao menos aqui ela lutou contra o melhor boss do jogo!).

Mas porque não dar-lhe a oportunidade de a deixar mover-se mais “à vontade”? Ela não poderia ter um ataque próprio e beneficiar dos mesmos powerups que o irmão? Sabemos que o Crash é o protagonista, claro, mas ainda assim ter uma personagem secundária quase ao mesmo nível que ele teria sido algo interessante.

Teve que vir um remake para esta personagem se poder mexer sem ser através de um veículo ou animal.

Ainda dentro dos níveis desta personagem devo dizer que os níveis de jetski não são tão bons como me lembro. Os controlos por vezes são um pouco confusos e o veículo um pouco difícil de controlar em certas alturas. Oh, mas há um nível que considero pior que esse sem dúvida!

“Maninho salta a bordo e vamos-te levar a um dentista e a um esteticista imediatamente!”

Os níveis da corrida na motorizada são outro exemplo de um nível que não aprecio tanto como dantes. Muitos outros críticos insinuaram que estes níveis serviram como uma base para “Crash Team Racing” (um jogo que infelizmente nunca tive oportunidade de jogar). Se assim for, espero que os controlos desse jogo não sejam tão presos como os deste nível. Sempre que eu precisava de abrandar, ou contornar certas curvas (ou ambos) a motorizada não me facilitava de forma alguma e eu dei por mim a perder várias vezes contra veículos bem mais lentos do que eu.

Como no jetpack do segundo jogo, só na abertura do jogo é que esta ideia parece porreira!

Por fim devo referir um tipo nível em que é difícil (mas não impossível!) conseguir um gamplay jeitoso: os níveis subaquáticos. Tendo em conta a adrenalina que caracteriza uma boa parte do jogo, estes nívies são uma quebra brutal nesse ritmo. Não só os controlos são pesados nesses nívies, mas também o Crash é extremamente lento e toda a atmosfera e música nesses níveis é macambúzia. A mota subaquática que aparece em certas partes melhora o ritmo, mas infelizmente esse veículo não é usado por muito tempo.

Que se lixe o cristal! Vamos procurar a Atlântida!

Consenso

Para mim Crash 3 supera o Crash 2 pela adrenalina que traz em relação ao segundo. Há muito que fazer ao longo deste jogo, seja pela diversidade de níveis, pelas tarefas de apanhar os cristais, jóias e relíquias, ou até mesmo pela flexibilidade que se vai ganhando com as power-ups.

Apesar de alguns defeitos nomeadamente nos níveis com veículos ou no facto de não terem tentado explorar outras ideias (nomeadamente com a Coco), este é um jogo cheio de replay value e também cheio de novas possibilidades a explorar. Definitivamente uma prova de que a Naughty Dog esteve para se despedir desta série em grande, Crash Bandicoot 3 – Warped apresentou a diversidade e a energia de que a franquia precisava.

Apesar do futuro do marsupial ter tido pontos altos e baixos daqui em diante, sem dúvida que são os jogos feitos pela Naughty Dog que foram os mais marcantes. O sucesso de “Crash Bandicoot: N. Sane Trilogy” defintivamente serve como prova do marco deixado pela personagem,

, Samsung Gear S3 recebe nova atualização com vista à melhoria da bateria

Samsung Gear S3 recebe nova atualização com vista à melhoria da bateria

, Tondela 2-2 Portimonense (29ª J): Resumo

Tondela 2-2 Portimonense (29ª J): Resumo