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Penafiel-Belenenses, 1-3: Promessas não chegam para ganhar

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O Penafiel regressou da pior forma à 1.ª Liga e o resultado até pode nem espelhar bem as fragilidades apresentadas pela equipa de Ricardo Chéu. O jovem treinador prometeu revolucionar o futebol dos durienses, mas, pelo menos por enquanto, não o conseguiu. Aproveitou bem o Belenenses, que rumou ao Norte com um coletivo já organizado, com ideias definidas e uma frente de ataque que promete dar muitas alegrias. Principalmente fora de casa.
Confira o direto do encontro.

Logo ao minuto 6, Abel Camará aproveitou o espaço no lado direito para arriscar um cruzamento e Fábio Sturgeon, com um movimento em ziguezague que deixou Bura completamente à nora, encostou a bola para o fundo das redes. O0-1 foi um tremendo golpe para o Penafiel:o nervosismo apoderou-se dos jogadores, a bola queimava na ponta da chuteira e as ações precipitadas sucediam-se a uma velocidade que chegou a meter dó. O fosso entre a linha defensiva, onde estavam os trincos Ferreira e Rafa, e os homens da frente era gigantesca e apenas João Martins tentava vir atrás pegar no jogo.

Esses largos metros de terreno foram aproveitados pelo Belenenses, uma equipa inteligente a ocupar os espaços, com bons desdobramentos e com vários elementos de técnica bem apurada. Em desespero de causa, João Martins tentou a sorte de fora da área e só uma mão de João Afonso travou aquela que podia ser a primeira situação de perigo para a baliza de Matt Jones. A grande penalidade foi prontamente assinalada e seria o próprio médio a bater o guarda-redes inglês.
Se o primeiro golo da partida transformou o desenrolar da mesma, não se pode dizer que o segundo tenha tido efeito semelhante, já que os azuis do Restelo continuaram a dominar. Coelho, com uma grande defesa, travou mesmo o 1-2 antes do intervalo. No descanso, Ricardo Chéu foi obrigado a adaptar Capela a central e bastaram 6 minutos para que o jogador imitasse o que o lesionado Bura tinha feito:desnorte na marcação e o promissor Deyverson fez mesmo o que mais gosta.

Face à nova desvantagem no marcador, o Penafiel passou a atuar com três defesas, mas Lito Vidigal respondeu de imediato com a entrada de mais um médio. Os da casa passaram a ter bola, mas nunca foram incómodos, ao ponto de até ser o Belenenses a voltar a marcar.

ÁRBITRO

Perentório a assinalar grande penalidade por mão na bola de João Afonso em plena área. Pautou a sua atuação por uma enorme confiança e serenidade, nunca permitindo exageros por partes dos jogadores.

MELHOR EM CAMPO

Abel Camará. Mal amado pelos adeptos do Belenenses, ontem mostrou que está de volta ao clube para provar todo o seu potencial. Carrilou grande parte do jogo da equipa e foi letal no último passe: fez duas assistências.

MOMENTO

Depois do erro da 1.ªparte, o Penafiel voltou a meter água no reatamento da partida. Capela permitiu o 0-2 a Deyverson (50’).

NÚMERO

14 – Os portugueses utilizados por Ricardo Chéu. A ideia até é engraçada, mas os resultados são mais importantes!

 

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Lito Vidigal: «Jogámos sempre para ganhar»

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