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Jorge Simão: “Não faz sentido o Rui Fonte jogar contra a sua entidade patronal”.

Jorge Simão esteve, pela primeira vez presente na sala de imprensa para antever um jogo. O tema em foco foi a não inclusão de Rui Fonte, pergunta à qual Jorge Simão respondeu de uma forma clara e dando a sua opinião.

“Não acho que tenhamos aumentado o nosso nível de preocupação depois do último jogo do Benfica. Toda a gente sabe a força do Benfica. Isso foi tido em conta na nossa preparação. Além dos três pontos, é uma luta de forças desiguais, preparámo-nos sabendo disso. Obviamente que teremos alguma precaução na estratégia para abordar esse jogo. Os pontos fortes do Benfica estão à vista de todos. Utilização de dois pontas de lança, o que não é muito comum em Portugal; o jogo interior dos extremos e o terceiro aspecto é o facto do Benfica ser muito forte nas bolas paradas, estudámos tudo isso e trabalhámos em relação a anular isso”. Disse.

Quanto ao tema em voga, e um assunto debatido durante toda a semana, saiu a lista de convocados e a única ausência foi o jogador emprestado pelo Benfica: Rui Fonte. “Em relação ao Rui Fonte não há nenhum acordo com o Benfica. Passo a explicar: Rui Fonte é jogador do Benfica, tem mais 3 anos de contrato com o Benfica, o Benfica paga parte substancial do salário. Não faz sentido, aos meus olhos, que um jogador jogue frente à sua entidade patornal. O Rui Fonte sendo do Benfica não faz sentido jogar contra quem lhe paga o ordenado. É uma questão de verdade desportiva. Se ele jogasse, se ele fizesse um golo ao Benfica, como seria a vida dele nos 3 anos a seguir? E se fosse ao contrário? É uma situação para proteger o jogador tendo em conta o vazio legislativo presente. Nos outros países acontece isto, terem legislação contra.

Aludindo à história e à batalha entre forças desiguais, Jorge Simão mostrou-se confiante que o exército mais fraco poderá derrotar o mais forte. “No decurso dos anos, a história tem-nos provado que em batalhas de forças desiguais nem sempre ganha o mais poderoso. Sabemos que restam poucos bilhetes, mas é um cenário de guerra de um confronto entre forças desiguais, a história diz-nos que o exército menos poderoso pode ganhar e é nisso que vamos acreditar”.

“Quando entrámos aqui faltavam 9 jogos. Não fazia sentido entrarmos aqui sem nenhum objectivo, portanto, lançámos o objectivo da Liga Europa. Esse é o objectivo, nós queremos isto. Vamos lutar para isso”. Afirmou falando pela primeira vez abertamente da ambição da equipa.

Por fim ainda falou do sistema usado, que será o habitual e que, tirando o mediatismo ao qual não está habituado, a preparação foi igual.

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