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A Caminhada está de volta… e as Salésias também!

Dia 8 de Dezembro de de 2014. Uma data que certamente irá ficar na história do Clube.

Dias após se ter ficado a conhecer que tinha sido assinado o acordo de utilização das Salésias, por parte do Clube de Futebol “Os Belenenses”, o que na prática significa que este campo irá voltar a ser pisado por atletas de Cruz de Cristo ao Peito, este mítico campo começou a ser limpo, cerca de uma hora antes do início da “Caminhada das Salésias”.

Os sócios, atletas, adeptos e simpatizantes iam chegando, levantavam as suas t-shirts e dorsais e ouviam um ruído estranho. Era o som das ervas a serem cortadas das nossas Salésias.

Então foi-se juntando uma pequena multidão nesse lugar histórico e toda a gente procurava um abraço ou cumprimentos das nossas lendas vivas Vicente Lucas e Georgete Duarte.

Foi um momento cheio de simbologia e que deu um colorido especial, a uma manhã fria mas cheia de sol.

Por volta das 10:30 e já com mais de três centenas de pessoas presentes, nos quais se incluíam o Presidente Patrick Morais de Carvalho e muitos membros da sua direcção, Lito Vidigal e José Luís, representado a SAD do nosso Clube, para além de algumas pessoas proeminentes do Belenenses, foi dado o tiro de partida.

Podiam-se ver muitos sorrisos, muita alegria e o ambiente não podia ser melhor. Era um momento esperado por muitos. A Caminhada tinha começado e quem sabe, uma nova fase para os Belenenses. As Salésias sendo um ponto de partida mas também no futuro muito próximo, poderá ser um ponto de chegada de muitos atletas.

Os participantes cheios de energia partiram em bom ritmo (especialmente para uma caminhada) e notava-se que o número de participantes era elevado e até superior à última Caminhada das Salésias.

Viam-se pessoas de todas as idades, não dos 8 aos 80, mas do 1 aos 100. Famílias inteiras, pessoas de todas as condições. Uma verdadeira festa, própria da história de pluralidade do C.F.B.. Muito azul e esperança.

Chegou-se à Rua da Junqueira e o grupo já se encontrava muito espalhado. Havia quem corresse para chegar ao Restelo, motas filmavam os caminhantes e ouviam-se gritos “Belém, Belém”. Pessoas, vinham às janelas, carros buzinavam.

Rapidamente chegou-se a Belém com a polícia a abrir caminho e nesta altura já era impossível ver a traseira do “pelotão”, que já estava desfeito. Era natural. O convívio, as diferentes idades e a vontade de chegar ao Restelo, eram propicias a que isso acontecesse.

E à medida que se ia aproximando da Rua dos Jerónimos, o carro vassoura ia apanhando aqueles que estavam “condicionados”, mas que queriam não faltar à festa final no Estádio do Restelo.

Numa boa passada e talvez num tempo recorde, enchia-se a Rua, já com a Avenida do Restelo à vista e o Estádio ao alcance de um olhar.

O azul dos muitos participantes brilhava, sobre um sol que aquecia e ajudava a dar vida a uma manhã agradável e muito saudável, tanto para o corpo como para o espírito.

Parecia que a partida tinha sido dada à segundos e já se estava a chegar ao Estádio do Restelo. Muitos tinham a sensação que a Caminhada deveria continuar por mais horas, tal era a vontade de prolongar o momento.

Num ápice, os últimos atletas davam entrada no Estádio e a pista já estava preenchida de pessoas que alargavam o passo, para poderem sentir o prazer de cotar a meta num dos locais mais bonitos do Mundo.

Quase sem se dar por isso, o local de sonhos era alcançado, a pista do Estádio percorrida e a meta, que ao início parecia longe, atingida.

Muitos puderam descansar, mas muitos outros queriam partilhar o que sentiam, procuravam rostos familiares e conhecidos, sentiam o relvado sobre os seus pés. Este era um momento pelo qual muitos tinham esperado e que não queriam que terminasse tão depressa.

Os repórteres, tentavam obter declarações, faziam entrevistas. Os fotógrafos reuniam famílias, lentes procuravam instantes que pudessem ser prolongados pela eternidade.

Já no final, com as gargantas saciadas e corpos a precisarem de descanso, todos os resistentes foram agrupados no relvado para uma foto, de todos aqueles que quiseram sentir um prazer quase indescritível, de sair de um Estádio histórico e berço de muitas vitórias e conquistas, para chegar 58 anos “depois”, a um dos mais bonitos Estádios e actual casa do nosso enorme Belenenses!

Pareciam poucos, mas os números não mentem. A organização foi um sucesso, especialmente tendo em conta todas as dificuldades que as modalidades atravessam, mas graças à dedicação e esforço de alguns (Secção de Atletismo, Anabela Gordo, Prof. Fonseca e Costa, Vitor Correia, José Abreu, Miguel Abreu, todo o staff do Atletismo e Junta de Freguesia da Ajuda ),  conseguiu-se voltar a uma Caminhada emblemática, que promete crescer e ter um futuro grandioso, um augúrio do que espera o nosso Clube!

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