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Análise Gaming – The Persistence

, Análise Gaming – The Persistence

És fã do Prey? Alien Isolation? Ou mesmo um Dead Space? Então o The Persistence é o jogo para ti! Agora imagina um universo Sci-Fi de Terror mas em VR…. Já há muito que queria um experiência boa de Survival Horror em VR e, não sendo uma experiência memorável, aqui encontrei uma experiência bastante sólida para um título VR e ainda deixou grande margem para este tipo de jogos continuar a evoluir.


Com uns bons gráficos, este jogo mantém um bom nível o jogo todo, até porque é um dos elementos mais importantes no VR, principalmente em jogos de terror quando o aspecto das coisas é importante para sentires a imersão do jogo… e o The Persistence não te vai desapontar.

Tinha gostado do Here They Lie, mas neste jogo o terror está muito mais directo, bem ao estilo Dead Space. Sangue a escorrer nas paredes, mortos por todo o lado… estamos numa nave espacial ao estilo do Prey ou do Alien e esta nave sofreu uma avaria quando se fazia movimentar e acabou por parar perto de um buraco negro. O que este jogo transmite é aquela sensação que a qualquer momento vamos desta para melhor.

Este buraco negro está a destruir a nave e, além disso, levou um criador de clones a criar cópias dos habitantes da nave. O problema é que esses clones não são propriamente amigáveis e sofreram algumas alterações, tornando tudo muito hostil.

Este jogo é um mix de vários jogos, mas esses jogos são todos bons! Uma das coisas que me chamou a atenção é que, quando morres, basicamente eles transplantam a tua consciência para outro corpo, bem ao estilo do Nier Automata. Este é um dos exemplos que este jogo é mesmo um blend de vários jogos, em que grande parte deles são bons jogos de terror.

Jogamos como Zimri Eder, um membro da equipa de segurança, mas, tal como os inimigos, és um clone, daí poderes morrer e reviver. Foi um jogada inteligente para tornar tudo um pouco mais “real”. O objectivo do jogo é voltares a meter a nave na rota certa e voltar para casa. Mas a verdade é que os outros habitantes da nave não te vão dar descanso, tudo quer matar-te e, para sobreviver, vais apanhando certos items que te vão fazer um ser melhor, aumentando assim a tua hipótese de sobreviver.

Também podes comprar melhor equipamento numa impressora, fazendo lembrar mais uma vez o Dead Space.

Por outro lado, ao contrário do Dead Space, neste jogo o próprio cenário pode tanto ajudar-te como matar-te e cabe a ti usar o cenário a teu favor. A nave está a cair aos pedaços e a qualquer momento alguma coisa pode saltar fora e tu seres atacado, mas podes também reparar essa parte da nave antes e usar isso para atrair um inimigo. Com o tempo, vais aprender a usar isto de forma mais eficiente. A melhor maneira de ganhar a um adversário é, sem dúvida, conseguir evitar o confronto, ou não seria isto um Survival Horror. Mas não te preocupes que o jogo oferece uma vasta gama de armas, como pistolas, um extrator de DNA… Para atirar, podes usar a mira com o capacete VR, que realmente ajuda bastante e basta girar a cabeça para inimigo e já tens a mira nele facilmente.

Se fores como eu e fores um pouco sensível ao enjoo ao jogar um jogo VR, então este vai deixar-te feliz, porque é das melhores experiências VR que podes ter. Tens várias maneiras de controlar a personagem, o que faz com que consigas jogar mais tempo sem te sentires indisposto… sem dúvida que isto é das coisas mais positivas neste jogo.

Outro elemento surpreendente do jogo é a forma inteligente que adicionaram elementos roguelike, com os mapas aleatórios fazendo com que tudo seja sempre diferente e aumentando drasticamente o conceito de medo. Até porque nunca vais a contar que apareça o inimigo x ou y em determinado sítio… sempre dúvida alguma das melhores coisas do jogo. A meu ver, foi implementado espetacularmente, até porque a história permite isto com lógica, devido ao buraco negro.

Apesar deste jogo ter tanta coisa de outros jogos, também tem algo de original: uma APP para smartphone em que podes usar um amigo teu para te ajudar na tua missão. Ele consegue afastar inimigos assim como abrir portas, ou fazer o oposto. Isto realmente ajuda, mas não torna o jogo demasiado fácil, e ainda bem! É uma excelente adição ao jogo… fez-me lembrar o Battlefield 4, onde podíamos ter um comander a mandar munições usando também uma APP no telefone. Neste caso é um pouco diferente, mas igualmente interessante.

O jogo pode oferecer-te entre umas 10 a 14 horas de gameplay para completar e é pena a história ser um pouco fraca… Por exemplo, o Prey tem muitas mais coisas a acontecer para te deixar entretido durante o gameplay e, neste jogo, isso não acontece, o que para mim acaba por ser o ponto mais fraco do jogo. Porém, a duração do jogo está acima da média dos jogos VR e isso agradou-me bastante.

Resumidamente, pegas em Bioshock, Soma, 3 ou 4 Deadspaces e em Prey e adicionas a isso um VR muito estável. Metes dentro de uma misturadora e tens o The Persistence, um jogo obrigatório para qualquer amante de terror com um PSVR.

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