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Tiago Caeiro: “É com muito orgulho que represento este símbolo”

Tiago Caeiro, atacante do Belenenses, fala à equipa de comunicação da SAD, sobre a sua relação com os golos e do orgulho que sente em representar o azuis, confessando que quando chegar o dia de terminar a carreira quer no seja no Restelo, deixando claro que o dia ainda não chegou, nem pensa nisso.

Leia as declarações na íntegra:

Na vitória frente ao Estoril Praia, apenas dois minutos depois de teres entrado em campo, estreia a marcar esta época e logo num momento importante para a equipa. És um jogador talhado para as grandes decisões?

Acho que sim. Tenho a noção que os golos que tenho feito, não só este ano, têm sido importantes. Tento sempre aproveitar ao máximo as oportunidades, porque dá-me um gozo enorme jogar, fazer golos e festejar com os adeptos e com os meus colegas. É fantástico!

Golos decisivos é algo comum à tua carreira. Inclusivamente, os teus últimos 5 golos foram sempre a sair do banco. Qual é o segredo?

Não há segredo nenhum. É muito psicológico e acreditar que é possível. Na minha posição é sempre mais fácil, porque estou mais perto da baliza, mas procuro estar no sítio certo e finalizar. Sobretudo, acredito muito em mim, no meu valor e isso é fundamental.

Consideras-te um suplente de luxo?

O importante é ser útil à equipa e serei sempre mais um para ajudar, seja como titular ou a sair do banco. Sei que não sou nenhum velocista mas, além de jogar e finalizar, gosto de segurar a bola, ganhar faltas para a equipa respirar, dar apoios e acredito que sou importante na frente pelo trabalho que faço.

Como classificas a tua relação com o golo?

Temos dias!… É uma boa relação. Normalmente, quando estou bem, finalizo bem as jogadas. Fui adquirindo esta capacidade ao longo dos anos, porque não era assim. Quando era mais novo, estava em todo o lado menos na área. Era mais móvel do que sou hoje, mas fui mudando a minha forma de jogar, algo que é normal com a idade. Fui aperfeiçoando as minhas capacidades e acho que hoje sou um bom finalizador.

A alcunha ‘Ibra do Restelo’ assenta-te bem?

O Ibrahimovic é um ídolo que tenho desde muito novo. Quando subi a sénior, ele estava a despontar no Ajax e os meus colegas comparavam-me muito a ele, porque era bom tecnicamente. Obviamente que temos características diferentes, mas gosto de ser apelidado dessa forma, apesar de saber que só somos parecidos na altura e no nariz!

És o terceiro jogador do plantel com mais jogos realizados pelo Belenenses (129). Consideras-te um símbolo?

Considero-me um jogador orgulhoso por jogar no Belenenses e por ter entrado na história do clube. Estou aqui já há alguns anos e é com muito orgulho que represento este símbolo.

E esta empatia com os adeptos? O que sentes quando cantam o teu nome?

É fantástico! Dão-me uma força enorme, ajudam-me muito e agradeço-lhes muito por isso. Quando estou para entrar, fico ainda com mais vontade de fazer golos e entrar com tudo lá para dentro.

Aos 33 anos, vais para a sexta época de cruz ao peito. Pensas terminar a carreira no Belenenses?

Não penso nesse dia, porque me sinto muito bem mas, quando chegar essa altura, quero que seja no Belenenses. Ficaria com uma imagem bonita e sei que vou ficar ligado a este clube para sempre. Não nasci do Belenenses mas, desde que cheguei ao Restelo, criei um amor enorme ao clube e esse sentimento foi crescendo ao longo dos anos.

O que te falta ainda fazer?

Gostava de estar presente numa final da Taça de Portugal. Sei que é muito complicado, mas era um feito que gostava de alcançar.

No último domingo, o Belenenses regressou às vitórias, num triunfo que a equipa já merecia, sobretudo porque os últimos resultados não tinham sido condizentes com as exibições…

É verdade. Foi uma vitória muito importante, tal como os próximos jogos também o vão ser. Apesar de estar tudo muito próximo na classificação, demos um salto muito grande e serviu também para nos dar mais confiança. Além disso, temos um balneário muito unido, damo-nos todos muito bem e está-se a criar bom grupo, que vai trazer dividendos no futuro.

Duas vitórias e um empate nos três jogos realizados no Restelo para o campeonato…

É importante fazer da nossa casa uma fortaleza. Temos de continuar a vencer os jogos em casa e também trazer pontos nos jogos fora para fazermos uma boa temporada.

O próximo jogo fora é já este domingo, contra o Feirense, numa partida onde o Belenenses vai querer repetir a vitória da época passada…

Vai ser um jogo complicado. O ano passado ganhámos 1-0, mas foi muito difícil e sabemos que no domingo não será diferente. O Feirense tem uma boa equipa, mas vamos com a ambição de vencer. Acredito que será um jogo equilibrado e onde os pormenores vão fazer a diferença. Estamos confiantes e motivados para conquistar os três pontos, sabendo que, em caso de vitória, subimos pelo menos mais um lugar, algo que nos pode transportar para outro patamar na classificação.

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