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Tennis World Tour 2 (Playstation 4) | Análise Gaming

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Tennis World Tour 2 é a nova incursão da Breakpoint Studios no Ténis virtual que nos permite colocar na pele (virtual) de Roger Federer ou Rafa Nadal. Conheça aqui a nossa opinião sobre Tennis World Tour 2.

Análise escrita por João Fragoso

O desporto está, atualmente, bem representado no mundo dos videojogos. Há duas grandes franquias no futebol, o basquetebol tem vindo a melhorar a sua entrega anual e, para além da panóplia de jogos de automobilismo e racing, temos ainda todos os desportos característicos do outro lado do atlântico como o hóquei no gelo, baseball ou até o golf.

Com tudo isto, é de estranhar a ausência do ténis neste grande leque de desportos com videojogos regulares. Tem tudo para ser uma aposta segura, com muitos fãs por todo o mundo, mas, por alguma razão, isso não acontece.

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O Tennis World Tour 2 surge a tentar colmatar essa lacuna no gaming.
Sendo a sequela direta do Tennis World Tour (2018) tinha, logo à partida, de lidar com a reputação de um jogo cuja receção não foi muito positiva.
Nesse ponto, posso começar por dizer que a mais recente entrada supera largamente o seu antecessor. Os movimentos de cada tenista presente no jogo correm com muito realismo e são incrivelmente fiéis aos seus homólogos no mundo real. Quem vê ténis com regularidade não ficará, com certeza, indiferente aos detalhes presentes na preparação para o serviço, pancadas de esquerda e direita ou até ao grunhido que os tenistas virtuais soltam a cada pancada que efetuam.
Dito isto, e embora mantenha a ideia de que a franquia melhorou bastante, pouco mais há a dizer sobre aspetos verdadeiramente positivos deste jogo. A atenção ao detalhe que foi dada aos movimentos dos tenistas parece ter sido esquecida na fidelidade gráfica dos seus modelos no jogo. À distância, ainda escapa. Mas sempre que o jogo faz um zoom in cinemático sobre as reações de cada jogador, salta à vista o quão outdated estão os gráficos para um jogo desta geração. Este aspeto é, também, notório aquando da criação do nosso jogador virtual. Por um lado, dão-nos imensas opções de customização. Por outro, os minutos que lá passamos fazem-nos esquecer que temos o cabo HDMI ligado à nossa consola. Até no próprio tutorial foi, por vezes, difícil ver a bola de ténis a vir na nossa direção devido ao quanto a otimização gráfica foi deixada para trás.

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Deixando os gráficos e passando ao gameplay, entramos, mais uma vez, num universo de mixed feelings. A jogabilidade é baseada num sistema de timing de pancadas. Podemos escolher o tipo de pancada que queremos efetuar com o círculo (top spin), quadrado (slice), cruz (flat shot), triângulo (lob) ou R1 + quadrado (dropshot), enquanto usamos o analógico para direcionar a mesma. Se efetuarmos a pancada no timing perfeito, a bola percorrerá o caminho exato que nós quisemos. Tudo menos que perfeito, sofrerá um pequeno ou grande desvio consoante o erro de timing e a qualidade do jogador que estamos a controlar. É um sistema legítimo, mas acaba por tirar a imprevisibilidade do jogo. O ténis já é, por si, um desporto repetitivo para ser jogado numa consola. Se basearmos todo o gameplay num sistema de timing que pode ser dominado com poucas horas de jogo, as razões para voltar diminuem. A própria dificuldade nada altera neste sistema, aumentando ou diminuindo apenas o número de erros não forçados que o nosso oponente efetua. Esta crítica ao sistema do jogo ganha mais expressividade quando vemos que a própria produtora parece ter consciência disso. Digo isto, pois em vez de melhorar o core do jogo para o tornar mais fluído, dinâmico e imprevisível, optaram por introduzir um sistema que corre em paralelo durante o jogo. Sistema esse baseado em 5 cartas que cada jogador tem à sua disposição e pode jogar durante a partida para melhorar a sua performance ou piorar a do adversário. É… uma ideia estranha. Por um lado, pode adicionar uma componente estratégica ao jogo e eliminar um pouco daquela repetibilidade que lhe é inerente. Por outro, parece simplesmente uma máscara que está lá para disfarçar uma mecânica que pode, e deve, ser melhorada. E nem funciona assim tão bem quanto isso, pois nem nos apercebemos se as cartas que jogámos tiveram o efeito pretendido ou não. Dei por mim a jogar partidas inteiras sem mexer nesse sistema.

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Para terminar numa nota positiva, o ténis parece ser um desporto perfeito para o modo carreira. A possibilidade de gerirmos o nosso calendário, participando apenas nos torneios que queremos, gerindo o desgaste e treinando aspetos específicos do nosso jogo, tudo com a máxima autonomia, é não só fiel ao que acontece no mundo real, mas também uma experiência que torna o modo carreira muito interessante de jogar. Se não fosse a mecânica do jogo ser abaixo da média, via-me a jogar muitas horas neste modo, melhorando a minha personagem aos poucos em torneios mais pequenos até conseguir trocar bolas com Federer ou Nadal nos vários Grand Slams.

 

Tennis World Tour 2 (Playstation 4) | Análise Gaming | CA Notícias
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Avaliação do editor:
2.5
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