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Snowrunner (Playstation 4) | Análise Gaming

Disponível para: PS4, XBOX One e PC

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Snowrunner estacionou na PS4, XBOX One e PC há umas semanas e tivemos oportunidade de ver como o jogo se comporta. Fique a conhecer a nossa análise a este jogo.

Análise feita por: Pedro Loureiro (It’s a Pixel Thing)

Em primeiro lugar, este jogo não faz bem jus ao seu título, porque de neve tem muito pouco. E “runner” também pode indicar que é um jogo de corridas. Algo que também não o é.

Não quero que me interpretem mal. Este jogo consegue ser divertido, gratificante, mas doloroso ao mesmo tempo. Perfeito para os “condutores” mais sérios… Estou certo que repararam que eu disse “condutores” e não pilotos, correto? Porque, como mencionei acima, este não é um jogo de corridas. É uma experiência de condução como nenhuma outra, ou, melhor dizendo, uma extensão do que a Focus Home Interactive nos tem oferecido nos últimos anos desde o SpinTires original, passando pelo MudRunner.

Há, realmente, alguma publicidade falsa no SnowRunner. Para além de apenas um dos três locais oferecer neve, é, de facto, lento e talvez o melhor título a atribuir a este novo jogo tivesse sido “SlowRunner”. Essa lentidão vai desde a velocidade a que os veículos se movem até à íngreme e lenta curva de aprendizagem do próprio jogo, começando pelos menus e interface gráfica que, inicialmente, são complicados de digerir. Na minha primeira tentativa, após o tutorial, perdi meia hora só a tentar perceber como tudo isso funcionava. E, mesmo assim, falhei redondamente no cumprimento da minha primeira missão.

Uma vez mais, não me interpretem mal! Este é um jogo incrível, mas foi feito para um nicho específico e particular de jogadores. Tal como o Dakar 18 o foi. E ainda é!

Nem todos os fanáticos de jogos de corrida vão gostar do SnowRunner. Mas se já experimentaste os títulos anteriores desta saga, então, certamente, vais adorar esta nova entrada na série. Mesmo assim, este poderia ter sido disponibilizado como um DLC (ou vários DLCs) para o MudRunner. Não vejo grandes razões para transformar este jogo numa espécie de sequela, visto não haver um salto tecnológico e/ou de gameplay significativos que o justifique. Teria sido também uma boa opção se, por exemplo, o MudRunner tivesse sido incluído como parte de um bundle, ou o vice-versa, por forma a justificar o preço final de lançamento.

De qualquer forma, o SnowRunner é um jogo a ser experienciado devagar, muito lentamente, um objetivo de cada vez, conquistando os mapas por forma a desbloquear as toneladas de diferentes objetivos presentes. Mas, uma vez mais, este é um jogo de paciência, e a falta desta característica particular no nosso ADN, vai arruinar completamente a experiência.

Subir uma montanha e ficar preso a meio caminho vai, automaticamente, ativar o nosso botão de pânico interior. É necessário pensar, sermos espertos e não pisar no acelerador para tentar desesperadamente sair daquela situação embaraçosa. Principalmente quando não há árvores por perto para utilizar o guincho.

Tal como em Overpass, recentemente analisado, usar gentilmente o acelerador e explorar a transmissão é fundamental para evitar com sucesso (ou, pelo menos, tentar evitar) momentos mais embaraçosos que nos farão perder toneladas de tempo precioso. Mas quando finalmente acabamos por conquistar um dos mais exigentes desafios, a euforia é tal que nos fará abraçar outra missão e conduzir para desconhecido desafiando os nossos próprios instintos de sobrevivência… Até acabarmos numa vala!

Tal como foi dito, começamos com um pequeno tutorial que mostra as ações básicas que devemos tomar para enfrentar algumas das diferentes adversidades impostas e, logo depois, deparar-nos-emos no meio de um enorme mapa com toneladas de missões para conquistar. Completar estas missões resultará numa conta bancária recheada. Esse dinheiro pode ser usado para comprar veículos ou melhorar os que já dispomos para que, assim, possamos explorar as zonas mais inóspitas do(s) mapa(s) com confiança. E é aqui onde os “biscates” mais lucrativos se encontram. Trocar de veículo é algo com que os fãs da série estão habituados. Quando o nosso veículo ficar preso, podemos rapidamente mudar para outro disponível na nossa garagem e conduzir até esse local para depois usar o guincho e tirá-lo dessa situação.  Quando em modo online cooperativo, um amigo pode vir resgatar-nos, tal como no Dakar 18.

Como referido acima, três locais nos aguardam compostos por 11 mapas no total, cada um com o seu terreno e atmosfera únicos, podendo Michigan ser o primeiro a conquistar, com aquela já conhecida sensação proporcionada pelo “MudRunner”, com caminhos montanhosos sinuosos, planaltos rochosos e muita água e lama. Fazemos parte de uma equipa de resgate com o objetivo de reparar infraestruturas vitais danificadas e entregar mantimentos àqueles que foram afetados pelas recentes inundações que ocorreram naquela região.

De Michigan poderemos seguir para o Alasca. E é aqui que a frustração realmente começa, com toda a neve e o terrível e escorregadio gelo que irá castigar bastante o jogador. Além de Michigan e do Alasca, um terceiro local também está à nossa disposição, no extremo norte da Rússia, um lugar adorável chamado Taymyr, com florestas, estradas pantanosas e trilhos lamacentos com uma sensação extremamente natural que incompreensivelmente tem um poder enorme de atração…

Se alguma coisa correr mal durante uma determinada missão, temos sempre a opção de recomeçar tudo de novo. Mas depois de perder 50 minutos (ou mais) a “escavar” o terreno na tentativa de conquistar uma grande encosta, ou simplesmente chegar ao outro lado de uma floresta nevada, é a última coisa que queremos fazer, porque todo esse progresso se perderá.

Seremos consumidos pela frustração e ficaremos extremamente desmoralizados, não hajam dúvidas! Mas acreditem que ser capaz de enfrentar e conquistar todos estes desafios é uma sensação incrível!

É só uma questão de: estás à altura do desafio?

Fãs de Forza e Gran Turismo, procurem noutro lugar. Mesmo os entusiastas mais ferrenhos de jogos de off-road poderão não conseguir desfrutar deste jogo. Como foi dito, SnowRunner foi concebido para um nicho de jogadores, para aqueles que gostaram dos títulos anteriores na série. E, quando a mim, estou bastante empolgado por saber que o próximo jogo baseado no Dakar, já em desenvolvimento, contará com o motor de físicas do SnowRunner. É, muito sinceramente, o que realmente importa para mim neste momento e no que toca a futuros lançamentos dentro deste género de jogos de todo-o-terreno. E mal posso esperar que seja oficialmente anunciado.

 

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4
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