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Rival Sons no Lisboa ao Vivo – Uma noite de homenagem ao “velho” rock

O Lisboa ao Vivo, na passada sexta-feira, foi invadido por uma vaga de Hard Rock vinda da Califórnia. Os responsáveis por tal vaga? Rival Sons. Saiba como correu o concerto.

Dizer “O Rock está morto”, “O Rock está a definhar”, “Por favor alguém desligue o Rock das máquinas de suporte de vida” é tão cliché como dizer que a água é molhada. A grande diferença entre as primeiras 3 frases e a última é que a água é de facto molhada. Muito se falou (e ainda se fala) sobre o estado de saúde do género, mas a verdade é que apesar de actualmente não ser o género dominante e mais relevante do panorama musical, isso não quer dizer que o Rock não exista.

E se querem melhor prova disso, não é preciso procurar muito, em duas palavras isso se comprova: Rival Sons. A banda californiana vive e respira do rock que se fazia nos anos 70, e não tem problema nenhum em assumir isso em palco. É difícil ouvir o trabalho dos Rival Sons e não sentir os “toques” de Led Zeppelin no seu som e na aparência dos seus elementos mais “vistosos”, como é o caso do vocalista Jay Buchanan e do guitarrista Scott Holiday.

Num Lisboa ao Vivo bem repleto, a sede por Rock & Roll era grande, e depois de uma boa abertura por parte dos portugueses Zanibar Aliens, a banda vinda da Califórnia poderá até ter entrado com baixas expectativas para este concerto depois da sua estreia no Rock in Rio Lisboa há 3 anos atrás, mas regressará ao seu país com vontade de cá passar mais tempo.

Começando com “Back in the Woods” e “Sugar on the Bone” a relembrar que o novo álbum da banda (“Feral Roots”) saiu no início deste ano, foi com a terceira música que o ambiente realmente aqueceu. “Pressure and Time”. Se até aí a banda estava a jogar pelo seguro, apresentando as músicas de forma quase idêntica à sua versão de estúdio, foi a partir daqui que a banda se foi soltando mais, muito devido ao entusiasmo do público.

Costuma-se dizer que Portugal é um país de Rock, se é verdade ou não é complicado confirmar, mas pela amostra presente no Lisboa ao Vivo na sexta-feira somos obrigados a concordar. Dançando, batendo palmas, cantarolando os riffs das músicas, tudo era feito para que os Rival Sons ficassem satisfeitos e dessem tudo em palco. E assim foi. Começando pelo baterista Michael Miley (vestido com uma tshirt de desporto com o número e nome de Cristiano Ronaldo) que foi o primeiro a ser conquistado pelo público, visível na sua expressão de felicidade desde o início, foi uma questão de tempo até Jay Buchanan “perder” a sua aparência de líder intocável e começar a cantar em uníssono com os fãs presentes.

“Feral Roots”, “Do Your Worst” “Shooting Stars” e “Keep on Swinging” revelaram-se apostas completamente certeiras e proporcionaram alguns dos melhores momentos da noite. Depois desta sexta-feira, difícil será manter os Rival Sons longe de Portugal. Mas também quem é quer isso?

SETLIST RIVAL SONS

Back in the Woods
Sugar on the Bone
Pressure and Time
Electric Man
Too Bad
Jordan
Feral Roots
Torture
Face of Light
Open My Eyes
All Directions
End of Forever
Do Your Worst

Encore:
Shooting Stars
Keep On Swinging

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