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RIDE 4 (Playstation 4) | Análise Gaming

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RIDE 4 acelerou em direcção à Playstation 4, XBOX One e PC. Conheça aqui a nossa opinião sobre este jogo.

Análise feita por: Pedro Loureiro (It’s a Pixel Thing)

Esta quarta entrada na série Ride não reinventa a roda, não muda a sua estrutura ou descobre uma nova forma inovadora de experienciar um jogo de motos. Em vez disso, tenta refinar e melhorar uma fórmula já bem recalcada. Portanto, motos inspiradas em modelos reais, assim como circuitos, estão presentes e disponíveis para serem desfrutados ao máximo, volta após volta e pista após pista.

Para tornar Ride 4 numa realidade, a Milestone começou do zero e o resultado é semelhante a um bonito catálogo de magníficas e icónicas motos (mais de 250) no qual os amantes da modalidade irão, decerto, deliciar-se e passar horas a “folheá-lo”, percorrendo cada uma delas boquiabertos com a tamanha fidelidade visual.

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A beleza das pistas disponíveis também não fica atrás. Não só há um número bastante razoável de circuitos onde nos divertirmos, como as próprias escolhas são de aplaudir. Ao lado de traçados como Nürburgring, Magny-Cours, Macau e Laguna Seca podemos encontrar Interlagos, Virginia International Raceway, Tsukuba e Snetterton. No total, 12 são totalmente novos na série, o que aumenta a autenticidade.

 

Cada pista pode ser desfrutada num ciclo de dia completo e com clima dinâmico incluído. Mas estas condições, sujeitas a alterações durante o decorrer do evento, só se proporcionarão nas longas provas de resistência ou se configurarmos o nosso próprio evento único e manipular as configurações.

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Ride 4 adiciona um desgaste preciso dos pneus, assim como o uso de combustível, mais notáveis nas referidas longas corridas de “endurance”. Estas podem ir de uma duração de 20 minutos (com uma pitstop pelo meio) até uma desgastante prova de 24 horas em tempo real. Durante estes eventos, podemos alternar entre diversos modos na afinação do motor e distintos sets de pneus para equilibrar a velocidade com a durabilidade, também economizando combustível nesse processo.

 

O sistema neural de aprendizagem automática (ANNA), implementado na inteligência artificial de Ride 4, faz com que os adversários defendam a sua linha de trajetória no caso de tentarmos atacar uma posição, mas, infelizmente, a sua capacidade de evitar colisões é quase nula, o que transforma um ligeiro erro num amontoado de motos com pilotos a serem projetados pelo ar ao bom velho estilo de FlatOut. E isto fica bastante pior durante as provas de resistência, onde, por vezes, os adversários controlados pela IA do jogo ficam sem combustível e, em vez de pararem nas boxes para abastecer, apenas reduzem a velocidade em pista até a corrida terminar. Estes eventos também começam com o nosso piloto preparado para correr em direção à sua moto, como, aliás, podemos observar nas provas reais. Um detalhe deveras interessante, mas que, infelizmente, não pode ser controlado manualmente pelo jogador. A primeira vez que me deparei com uma prova de resistência, estava já preparado para pressionar insistentemente no botão X do comando da PS4 para correr o mais rápido possível e tentar ser o primeiro a chegar à moto e, assim, ganhar vantagem no arranque. Fui barrado pela mensagem “auto pilot”. Que desilusão. O sistema é automatizado até à primeira curva.

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O modo carreira inicia-se num campeonato Americano, Europeu ou Asiático, composto por múltiplos eventos que incluem corridas, desafios de ultrapassagem e “time attack”. Incompreensivelmente, estes últimos eventos constituem uma percentagem absurda durante a própria liga principal do modo carreira, os quais possuem regras estupidamente rigorosas no que diz respeito aos limites das próprias pistas, com penalizações extremamente castrantes onde basta uma pequena falha para nos fazer perder a tentativa de conquista do desafio. Ride 4 obriga-nos a ser disciplinados ao máximo em pista, mesmo que os adversários não o sejam e venham com tudo para cima de nós. E basta apenas um ligeiro toque nos railes laterais para nos fazer largar a moto e deslizar na relva. Felizmente, existe a opção de “rewind” para retroceder atrás no tempo até um momento seguro antes de determinado acidente ou erro cometido. Apesar de tudo isso, há momentos no jogo extremamente compensadores, como aquelas ultrapassagens no limite, derrapagens e “cavalos” controlados ou até mesmo o domínio da moto após aquele ressalto no asfalto com o qual não estávamos a contar. E o upgrade às motos fará com que, lentamente, tudo se torne mais fácil.

 

Dececionante é, também, a sensação de velocidade. Mesmo que as motos sejam extremamente rápidas, estas não conseguem transmitir o realismo da sensação de velocidade que TT Isle of Man 2 oferece.

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Como mencionei ao início, Ride 4 tenta ser mais um catálogo ou um museu de motos do que propriamente um verdadeiro e gratificante simulador, pois era isto a que se propunha inicialmente: ser um simulador; ainda para mais com um modo esports prometido para uma futura atualização. Após cada sessão de jogo, vejo-me a sair deste totalmente desgastado por tentativas infindáveis na conclusão de um determinado “time attack” ou de uma prova mais exigente. São mais os momentos de raiva e desilusão do que propriamente de sensação de dever cumprido.

Infelizmente, Ride 4 não consegue oferecer incentivo suficiente para continuar a jogá-lo. Após um excelente Ride 3, estava à espera de muito melhor.

 

RIDE 4 (Playstation 4) | Análise Gaming | CA Notícias
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Avaliação do editor:
2.5
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