Já está. Ao décimo jogo da segunda volta, o Belenenses venceu em casa, algo novo nesta nova etapa da Liga NOS. O jogo foi frente a uma equipa que, tal como os de Belém, se dá melhor fora de casa. O jogo acabou por se decidir nos últimos 5 minutos da primeira parte, nos quais os da casa ligaram o turbo e enconstaram os visitantes às cordas.
O encontro começou a um nível baixo, com as equipas ainda a conhecerem-se e a estarem ambas muito distantes da baliza. O Moreirense estava por cima mas sem mandar no jogo, o Belenenses, por sua vez, limitava-se a tentar sair para o ataque – sem grande sucesso – e a investir nas alas, ocupadas por Sturgeon e Miguel Rosa, que tentavam combinar com os laterais, o que os obrigava a ter um papel preponderante no ataque. Passados os primeiros 30 minutos sem ocasiões de golo e com muito pouco futebol jogado, fruto das constantes quedas dos jogadores adversários, o Belenenses acordou para o jogo. Começou a carburar e os resultados foram visíveis. Os azuis acercavam-se cada vez mais da baliza e o golo parecia estar a chegar. Aos 40 minutos, altura em que foram feitas duas substituições por parte do Moreirense, fruto de lesões, chegou o golo do Belenenses. Após uma boa jogada individual, Fábio Sturgeon – o melhor em campo! – , rematou sem hipótese para o fundo das redes de Marafona. Quatro minutos volvidos, chegaria o 2-0 e estava assim estabelecido o resultado final. Através de um livre muito bem cobrado por Carlos Martins, Danielsson acabaria por, de cabeça, fazer um auto-golo e colocar a sua equipa em sarilhos. O intervalo chegava, contudo, não sem antes Alex, o ponta de lança dos forasteiros, acabar por ser expulso após ter agredido Gonçalo Brandão. O resultado acabava por ser justo. Carlos Martins pautava o ritmo de jogo com a sua exemplar visão de jogo, a sua qualidade de passe e a sua experiência; a seu lado, Sturgeon também se destacava.
A segunda parte começou da mesma forma que a primeira, com o domínio da equipa de Miguel Leal, que via o seu nível subir a jogar com menos um homem, algo que com 11 não acontecia. A história da segunda parte é fácil de contar; Sturgeon continuava a brilhar, Pelé estava intransponível no meio-campo e Dálcio entrou com fogo nos pés. O futebol não foi muito bem jogado no resto do encontro e, graças ao árbitro, esteve mais tempo parado do que com a bola a rolar, algo que entediou os adeptos e quase que amoleceu os jogadores que pouco ou nada produziram. O jogo acabaria por chegar ao fim sem grandes lances de relevo a partir dos 70 minutos. Estavam ganhos os 3 pontos, que foram ganhos sem grandes sobressaltos.
Após uma jornada na qual o Rio Ave e Paços de Ferreira perderam pontos, a vitória acabaria por assentar melhor do que nunca, numa equipa que vê o seu objectivo europeu ainda acessível e alcançável. Vêm aí tempos difíceis, é necessário manter a coesão e o nível de jogo alto, como na maioria dos jogos desta época. Qualquer descuido, poderá ser fatal no sonho europeu.