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Rescaldo: 9 bravos guerreiros não deixaram vitória fugir da fortaleza

Hoje o Belenenses deu uso à expressão popular: “acabar em beleza”. Não pela qualidade do jogo em si, não por ter sido uma vitória estrondosa e também não por ter tido importância classificativa, que não teve. A expressão pode-se empregar em virtude do esforço heroico feito por 9 guerreiros que não se deixaram abater pela avalanche amarela. O Belenenses conseguiu hoje algo que já deixou fugir por 5(!) vezes esta época, ou seja, não empatar após dispor de uma vantagem de dois golos. Para trás ficam inúmeras decisões polémicas da equipa de arbitragem, um guarda-redes inspirado e uma defesa coesa, algo raro na temporada de 2015/2016.

A equipa da casa entrou a ganhar logo aos 2 minutos, onde, após uma jogada de insistência, Miguel Rosa dispara para a baliza estorilista e, após um desvio, a mesma acaba por entrar. Estava feito o 1-0 após um início muito auspicioso dos homens da cruz de cristo. Com o avançar dos minutos o Belenenses foi ficando mais acutilante esclarecido. A dinâmica imposta por Abel Aguilar e Marko Bakic no meio-campo foi completamente determinante para o bom momento futebolístico que a equipa apresentava. Existia uma maior fluidez, clarividência no passe e boa progressão defensiva. Desta forma, era expectável que chegasse o segundo golo. Assim foi. À passagem do 28º minuto, Marko Bakic não perdoa e da marca de penalty, atira a contar. Estava feito o 2-0 e os lisboetas estava muito por cima do encontro. Até ao minuto 36. Ricardo Ribeiro – que acabou por ser o herói da partida – falha um passe e deixa Léo Bonatini sozinho à sua frente, que não hesitou para fazer o golo. O 2-1 ditou uma nova atitude estorilista, os homens de Fabiano Soares ganharam uma nova vida e carregaram os 10 minutos finais da 1ª parte. Em cima do apito para o intervalo, por mão na bola de Filipe Ferreira, é assinalado penalty para os visitantes. O defesa-esquerdo do Belenenses foi expulso – erradamente – e o emblema do Restelo passava assim a jogar com 10. O guardião “azul” não deixou que a festa canarinha fosse maior e defendeu o remate de Bonatini.

A 2ª parte não teve grandes motivos de interesse. O Belenenses foi-se defendendo como pode, procurando por vezes a baliza adversária e o Estoril ia atacando sem qualquer discernimento ou qualidade. Ricardo Ribeiro fez umas 5 defesas de golo certo e evitou males maiores. A grande figura da partida – pelas piores razões – acabaria por ser Bruno Esteves, o árbitro do encontro. Até ao fim ainda foi a tempo de expulsar – mais uma vez injustamente – Ricardo Dias e fazer com que o Belenenses jogasse perto de 15 minutos com 9 jogadores. Até ao fim do encontro o Estoril carregou e o Belenenses defendeu-se. E bem, diga-se. Os 9 guerreiros seguraram a fortaleza e acabaram os 97(!) minutos sem sofrer mais nenhum golo.

Assim acaba a época. Um jogo sem grande história em termos de futebol em virtude de ter sido estragado pelo juiz. Uma consistência defensiva enorme por parte do Belenenses que deixa os seus adeptos a pensar “como seria se a época tivesse sido toda assim?”. Uma pergunta para ser respondida para a próxima temporada.

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