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Project Cars 3 (Playstation 4) | Análise Gaming

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Project Cars 3 acelerou em direcção às nossas consolas e agora já podem ler a nossa opinião a este novo simulador de corridas da Slightly Mad Studios.

Análise feita por: Pedro Loureiro (It’s a Pixel Thing)

Se a Slightly Mad Studios estivesse ainda debaixo da alçada da EA, este jogo chamar-se-ia, sem sombra de dúvida, Need For Speed: Shift 3. Foram tantas as memórias que Project Cars 3 me trouxe da “saga” Shift que fiquei surpreendido com o rumo que a equipa de desenvolvimento deu a uma série que em tempos foi bastante hardcore.

Na reta final de desenvolvimento, a Slightly Mad Studios foi adquirida pela Codemasters que, como todos sabem, é responsável por tantos êxitos dentro do género, nomeadamente nas sagas DiRT e GRID, e, ao contrário do que muitos poderão pensar, esta aquisição de última hora não implicou, de todo, mudanças drásticas no desenvolvimento do jogo. De qualquer forma, o futuro a franquia Project Cars permanecerá em boas mãos. Ou não será bem assim?

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Project Cars sempre foi sinónimo de simulação automobilística pura e dura, mas este terceiro capítulo da série mostra-se como um virar de página nesse aspeto, revelando-se, agora, um “sim-cade”, um misto de simulação e arcade que consegue atrair o mais casual dos jogadores que apenas quer dar uma agradável voltinha de domingo num dos 211 veículos e 51 traçados disponíveis, como circuitos fechados, autódromos e circuitos citadinos ou de estrada. O controlo dos carros não é tão exigente como nos seus irmãos mais velhos e há imensos ajustes possíveis na ajuda à condução, tanto na direção, como na travagem e na estabilidade. No entanto, quantas mais ajudas estiverem desligadas, maior é a compensação por cada objetivo conquistado.

Para quem já está familiarizado com modos carreira em jogos de condução, estará em casa em Project Cars 3. Diferentes categorias e locais são-nos propostos com distintos objetivos para alcançar. Em Project Cars 3, deixar fugir o pódio não significa sermos barrados na progressão na carreira. Atingir a mais elevada velocidade possível no final daquela reta, efetuar o maior número de ultrapassagens num curto espaço de tempo e até conquistar um determinado número de curvas perfeitas são pormenores que conseguem prender-nos ao comando ou ao volante por horas a fio, tornando a vitória final na prova como um objetivo secundário.

Project Cars 3 tem o poder de fazer com que qualquer jogador casual se sinta o melhor condutor do mundo. Os mais experientes nestas andanças terão de optar pelos níveis de dificuldade mais elevados para que tenham um desafio mais exigente, pois, para estes, é bastante fácil atingir todas as metas propostas e ainda o primeiro lugar no pódio. Demasiado fácil, até! O que fará esta “raça” de jogadores simplesmente desistir do jogo por não levar a simulação ao extremo, caraterística que, como mencionei acima, rotulava a série.

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Um dos seus maiores trunfos nesta abrupta e inesperável mudança no rumo da franquia é a personalização dos bólides, não só a nível de performance como também esteticamente. Podemos, inclusive, levar o nosso veículo de eleição até ao final da carreira, fazendo, durante esse percurso, os óbvios upgrades necessários. Há, no entanto, uma desvantagem nisso: após feito o upgrade com novas peças que melhoram todos os aspetos da competitividade, o nosso carro deixa de poder participar nas categorias mais baixas. E depois de abusar em todos esses upgrades, o mais certo é estarmos muito próximos de ficar falidos. Se for esse o trajeto tomado, teremos que ter em conta que o downgrade ao veículo vem com um custo extra. Esta gestão é, também ela, um trunfo para todos os entusiastas da personalização e do tuning, e, com a “eXPeriência” ao longo do percurso na carreira, a obtenção de descontos em peças e upgrades tornarão toda a evolução mais fácil de gerir.

Clima dinâmico está também presente em Project Cars 3 para jogar a sua cartada durante as provas e dar-lhes um rumo totalmente diferente, pois altera bastante o modo de condução o que pode interferir no desfecho da própria corrida. No entanto, e principalmente nas provas do modo carreira, o algoritmo é forçado a uma mudança rápida e drástica devido à curta duração das provas o que causa uma transição visualmente dececionante. E também devido a essa curta duração das provas, a agressividade na condução, com travagens de última hora embatendo nos adversários para aquela ajuda preciosa na altura de curvar, é o prato do dia. Para além do clima dinâmico, a inteligência artificial dos adversários e o sistema de danos são deveras desapontantes. Aliás, este último é no mínimo caricato e incompreensível nos dias que correm.

Para além do já mencionado modo carreira, existem também os tradicionais multiplayer online e quick play. Neste último são-nos colocados de imediato à disposição os mais de 200 carros e a meia centena de pistas para desfrutarmos a nosso bel-prazer, e com regras por nós estabelecidas. Um modo Rivals está também disponível onde o jogador é colocado frente a frente com a comunidade online onde é possível participar em eventos diários, semanais e mensais, em carros e traçados bem distintos, e onde dispomos de 30 tentativas em cada um desses eventos para melhorar a nossa prestação e subir o mais alto possível no ranking mundial.

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Project Cars 3 dececiona mais do que impressiona, mesmo sendo possuidor de um dos melhores sistemas de controlo que vi ser implementado num gamepad nestes últimos anos, apesar de não se sentirem grandes diferenças merecedoras de destaque no comportamento de carro para carro. A resolução gráfica dinâmica dos mais variados elementos durante as provas é, por vezes, um espetáculo de pixéis, principalmente em pista molhada. E foi triste ver desaparecer a vertente Ralycross introduzida no título anterior. Este fato talvez se justifique por ser uma experiência exclusiva do DiRT Rally 2.0 da Codemasters.

No entanto, o leque de carros e locais disponíveis, aliados ao mencionado excelente sistema de controlo com um gamepad, pode atenuar ligeiramente todos esses problemas. Mesmo assim, é mais um título que irá muito rapidamente cair no esquecimento.

Lembram-se quando mencionei ao início que a aquisição da Slightly Mad Studios por parte da Codemasters podia ser uma coisa boa? Após experienciar este Project Cars 3 estou certo que sim, pois a utilização do motor EGO da Codemasters vai, sem dúvida alguma, dar origem a um Project Cars 4 que todos vão querer jogar.

 

Project Cars 3 (Playstation 4) | Análise Gaming
Project Cars 3 (Playstation 4) | Análise Gaming | CA Notícias

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Avaliação do editor:
3
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