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Patrick Morais de Carvalho: “O NOSSO COMPROMISSO É UNIR E PACIFICAR”

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O candidato da Lista A às eleições do Belenenses, que se realizam no sábado, quer liderar um clube cumpridor e que não venda nem hipoteque

Mais sócios e nova gestão da formação são medidas que o líder da Lista A promete caso seja eleito, sábado, presidente. Lançar concurso público para requalificação do Restelo é outra das intenções.

Patrick Carvalho desafia o atual presidente do Belenenses, António Soares, apostando na sustentabilidade do clube, na formação e num projeto de requalificação do Restelo sem hipotecas de terrenos.

Tem sido crítico do projeto da Lista B Cidade Belenenses. Porquê?

— O memorando assinado entre a Direção e o Edge Group concede a esse grupo o direito de superfície por 50 anos e que esse promotor imobiliário constitua uma hipoteca sobre esse direito, o que o torna numa expropriação camuflada. Mas esta Cidade Belenenses apenas existe na cabeça do atual presidente, pois o projeto não deu entrada nem na Câmara Municipal de Lisboa nem no IGESPAR.

Que proposta de requalificação tem em alternativa?

— Comprometemo-nos a não entregar a requalificação do complexo do Restelo por ajuste direto a um especulador imobiliário. Em contrapartida, lançaremos em três meses um concurso internacional a arquitetos para que estes encontrem uma solução de acordo com o projeto desportivo que temos para o clube.

Defende que a sustentabilidade do clube passa por medidas como o aumento do número de sócios. O que promete fazer?

— A quotização de sócios será uma prioridade, dado que o clube tem perdido muitos nos últimos anos, estando agora reduzido a 2500 pagantes. Temos uma campanha de kits e o objetivo do mandato é chegarmos aos cinco mil sócios.

Que palavra de apelo deixa aos sócios ainda indecisos?

— Temos uma equipa renovada, determinada, com vontade de sair da zona de conforto. O nosso compromisso é pacificar e unir, normalizar as relações com o futebol profissional, fazendo regressar ao clube os seus principais centros de decisão. Desejamos um Belenenses cumpridor e onde não seja permitido vender ou hipotecar os nossos terrenos.

GESTÃO DA SAD TEM TIDO “QUALIDADE”

Patrick Carvalho sente que, no imediato, a recompra da SAD não é realista e que o investidor Rui Pedro Soares tem cumprido

O candidato da Lista A lamenta lamenta as más relações entre Rui Pedro Soares e António Soares. “Sou uma pessoa de consensos, que dificilmente se incompatibiliza com alguém. Compreendo que queiram recomprar a SAD, até porque lhes pesa a forma como a venderam, mas queremos normalizar as relações com a SAD. Ele [António Soares] tem de pagar aos funcionários o PER e, se não pagou o mês de Setembro, como pode recomprar a SAD?”, acusa Patrick Carvalho, que não se choca com a atual gestão.

Ter o clube a gerir a SAD é o anseio de quase todos os sócios, mas foram as más gestões na SAD que nos conduziram à situação atual. Estas pessoas têm feito um trabalho de melhor qualidade do que muitas das que eram do Belenenses”, disse, prometendo “um novo acordo parassocial onde os direitos do clube fiquem mais defendidos”.
DE VOLTA ÀS SALÉSIAS E FÉ EM TÍTULOS

No dia em que Patrick Carvalho anunciou “o regresso do Belenenses às Salésias”, espaço mítico do clube e onde poderá fazer agora obras para formar mais jovens, revelou também ambições nas modalidades.

As modalidades devem promover a identidade e a sustentabilidade do clube, não podem ser votadas ao abandono. O nosso caminho é propor uma autonomia, com orçamentos realistas mas sob a égide do clube. Todas vão regressar ao clube e arranjaremos patrocínios”, garantiu, esperando celebrar um “título de campeão nacional” em futsal, andebol ou râguebi se for eleito.

Aposta forte na prospeção jovem

Patrick Carvalho tem particular interesse pela formação e promete “alterações profundas”. “Queremos um esquema em pirâmide, onde no topo tenhamos equipas de elite nos vários escalões, às quais daremos condições de excelência. Apostaremos forte no recrutamento e na prospeção para ombrear com os outros três grandes”, assegura, prometendo um “diretor-geral com relacionamento estreito com o futebol profissional”. “No Belenenses, será mais fácil aos miúdos chegarem à primeira equipa do que no Benfica e no Sporting”, realça.
por PEDRO MIGUEL AZEVEDO


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Fonte: Crónicas Azuis

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