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Muse no Passeio Marítimo de Algés – Mais uma noite visualmente apotéotica

@tiagocortez_vpmd/Facebook da Everything is New

Os Muse actuaram no Passeio Marítimo de Algés na última quarta-feira para uma apresentação especial do mais recente álbum “Simulation Theory”. Antes do trio britânico, ainda houve tempo e espaço para os concertos de abertura por parte dos Mini Mansions e de Miles Kane. Saiba como correu.

Quando o relógio marcava as 21h30 na passada quarta-feira, as várias dezenas de milhares de espectadores que estavam no Passeio Marítimo de Algés foram brindados com a informação de que estariam presos numa simulação (“Caged in Simulations”). Era pois um trecho da primeira faixa do novo álbum dos Muse “Simulation Theory”. Foi ao som de “Algorithm” que os Muse subiram a palco para logo a seguir entregar aquela que será provavelmente a música mais forte das novas que a banda iria apresentar naquela noite, mas que no entanto não foi suficiente para retirar o maior entusiasmo por parte dos fãs, mesmo com Matt Bellamy rodeado por uma espécie de claque americana a tocar trompete.

Foi com “Psycho”, tema retirado do disco “Drones”, que realmente deu o clique no público para o concerto que iam ver. Seguiu-se “Break it to Me”, mais uma música nova, com várias dançarinas a fazerem rapel no enorme ecrã presente, vestidas com trajes de anti-contaminação enquanto “apagavam” os vírus que preenchiam o ecrã. Se faz ou não sentido a coreografia em relação à música em concreto não sei dizer, mas que proporcionou um momento engraçado numa música esquecível, isso é verdade.

“Uprising” foi a quarta música apresentada e aí sim foi possível notar uma comunhão ao nível do que estamos habituados nas visitas dos Muse a terras portuguesas. Com Matt Bellamy a largar a guitarra das mãos, ele percorreu toda a extensão do palco, como que a pedir uma revolução popular. E o público respondeu obviamente. Nesta amostra foi logo possível deduzir que os últimos discos não parecem ser os mais queridos por parte da sua fanbase, seja daquela franja que acompanha a banda desde o início e que saliva por um regresso da banda às origens como da franja que começou a acompanhar a banda quando ela passou a ser um dos nomes maiores do rock deste século.

Os Muse também percebem isso, e por isso não é de estranhar que o alinhamento dos concertos desta digressão de apresentação mistura, sempre que possível, os novos temas com os clássicos da banda. Isso comprova-se nas sequências seguintes com “Propaganda” e “Plug in Baby”, “The Dark Side” e “Supermassive Black Hole”, “Thought Contagion” e “Hysteria”.

“Dig Down” levou Matt Bellamy, Dominic Howard e Chris Wolstenholme para mais perto do público enquanto entregavam uma versão da música mais intimista e que fez as delícias de muitos, juntamente com as sempre coloridas ao vivo “Madness” e “Mercy”, que mais parecia terminar o concerto devido à explosão gigantesca de confettis em Algés.

Se o público nesta altura já estava rendido à actuação da banda britânica, o que viria a seguir só ajudaria mais a manter esse estado. “Time is Running Out”, “Take a Bow” (com Matt Bellamy a encarnar Hamlet) e “Starlight” seguiam-se para uma grande recepção do público presente das músicas que nasceram daquele que poderá ser considerado o período mais prolífico da banda.

À entrada para o encore ouvir-se-ia novamente “Algorithm” enquanto o público se deliciava com os exosqueletos gigantes que andavam pelo palco. E as surpresas visuais não acabariam por aí. Quando se começou a ouvir as primeiras notas de “Stockholm Syndrome”, apareceu um robot/monstro insuflável gigante no palco que parecia querer apanhar os membros da banda quando se entregavam por completo a um medley  com algumas das faixas mais intensas da sua discografia, tais como “New Born”, “Assassin”, “Reapers” e “The Handler”.

Para terminar ficava o bombom de sempre, uma sequência de harmónica por parte do baixista Chris Wolstenholme e depois a sempre épica “Knights of Cydonia” para o delírio final.

Neste regresso dos Muse a Portugal nem tudo correu bem (o alinhamento foi um pouco desequilibrado), mas a verdade é que foi mais um concerto positivo da banda que não sabe dar maus espectáculos. Apenas esperamos que da próxima vez que voltem que pensem primeiramente na música, e só depois no espectáculo.

MUSE SETLIST

Algorithm
Pressure
Psycho
Break It to Me
Uprising
Propaganda
Plug In Baby
Pray (High Valyrian)
The Dark Side
Supermassive Black Hole
Thought Contagion
Interlude
Hysteria
The 2nd Law: Unsustainable
Dig Down
Madness
Mercy
Time Is Running Out
Houston Jam
Take a Bow
Prelude
Starlight

Encore:

Algorithm
Stockholm Syndrome / Assassin / Reapers / The Handler / New Born
Knights of Cydonia

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