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Monster Hunter: World – Análise

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Produzido pela Capcom, chega-nos o novo título da série Monster Hunter, uma das maiores séries de sucesso da empresa, com 40 milhões de cópias vendidas.

Disponível para: PlayStation 4, Xbox One, Microsoft Windows (Outono 2018)

Iniciada em 2004 e com um reportório de 36 títulos lançados entre PlayStation 2, PSP, 3DS e Wii, a série conta com uma legião de fãs, principalmente no Japão. Com o objectivo de expandir o sucesso da franquia, a Capcom quis com Monster Hunter: World trazer a mesma de volta às plataformas caseiras e apostar num jogo que pudesse ser mais acessível, de forma a atrair os jogadores ocidentais, mas sem que ele perdesse a sua identidade.

Essa acessibilidade é-nos apresentada através de um sistema de controlos refinado, que vai de encontro aos Action RPG actuais, ou um novo sistema de rastreio de monstros, que torna os encontros com os mesmos menos aleatórios, mas principalmente por uma abordagem que é imediatamente centrada na acção, ao contrário de títulos anteriores da série, cujo ritmo lento durante as primeiras horas de jogo, acabava por afastar alguns jogadores.
Mesmo assim, para alguém que se estreia na série, como foi o meu caso, Monster Hunter: World continua a ser uma experiência desafiante; com sistemas que continuam a ser complexos e com imensa informação para absorver, não consegui deixar de me sentir sobrecarregado durante as primeiras horas de jogo.

A história do jogo coloca a nossa personagem, criada num menu de costumização bastante aprofundado, no encalço de um monstro “migratório” que, tal como nós, acaba de chegar ao “Novo Mundo”, sendo este o ponto mais negativo de todo o jogo, que apenas serve de base ao seu propósito principal. O título do jogo é explícito relativamente ao seu propósito principal e também onde proporciona a maior diversão: a caça aos monstros.

 

Este “Novo Mundo” está repleto desses monstros, desde os mais pequenos até aos de maior dimensão, sendo a maioria deles hostis e territoriais em relação à nossa personagem. Além de visualmente bem conseguidos, cada monstro apresenta um comportamento distinto na forma como interage com a nossa personagem e com outras espécies em seu redor, fruto de uma inteligência artificial bastante competente, exigindo do jogador diferentes abordagens no que toca ao combate. Estes pontos fazem com que o primeiro encontro com um novo monstro, principalmente dos gigantes, seja um momento inesquecível, seja pelo impacto visual ou por a estratégia de combate passar por um processo de tentativa e erro, com base na intuição, visto que só após recolher mais informações sobre o mesmo, através de pegadas ou rastos, é que se fica a conhecer as suas fraquezas, permitindo uma estratégia mais eficiente no próximo embate.
Outro elemento que contribui para uma maior imersão é a quantidade de dano causado num inimigo, em vez da tradicional barra de vida, ser apenas visível nos danos físicos infligidos sobre o mesmo, como cicatrizes e membros partidos ou cortados.
Cada combate é único, recheado de momentos imprevisíveis, onde não só o jogador pode passar rapidamente de predador a presa, bem como o monstro que estão a caçar passar a ser presa de um monstro ainda maior.
Para combater os monstros, existem 14 tipos de armas à escolha, desde machados a espadas longas e até armas de fogo, com diferentes propriedades, podendo ser testadas até encontrar aquela que melhor se adapta ao vosso estilo de jogo e também a cada monstro que vão enfrentar.
Para melhorar as armas, o jogo conta com um sistema de crafting profundo e é nele onde vão passar a maior parte do tempo entre missões, já que é também onde podem forjar e melhorar as vossas armaduras. Cada novo monstro derrotado disponibiliza um novo set de armadura e uma vez que se recorre aos despojos do mesmo para forjar cada parte, é necessário mais do que uma morte de cada monstro para o completar.

É nesse loop que assenta grande parte da experiência de Monster Hunter: World, correndo o risco de se tornar aborrecido, mas que acaba por se tornar satisfatório e o seu objectivo central: partir numa missão, rastrear o monstro em questão, ter um combate memorável com o mesmo, recolher os despojos da luta, criar e melhorar os equipamentos, partir novamente para a caça de um monstro ainda maior.

Para além de ser uma experiência que pode ser jogada a solo, quase todas as missões podem ser jogadas com outros três jogadores, via co-op online, o que facilita as missões mais difíceis e proporciona uma maior diversão e imersão, já que cada jogador pode assumir uma função a desempenhar. E mesmo que se opte por fazer uma missão a solo, em caso de dificuldade pode ser lançado um sinal de SOS, ao qual os outros jogadores podem responder e claro, é também possível responder aos dos outros jogadores.

Com sucesso, Monster Hunter: World mantém a entidade que caracteriza a série, sem desapontar os seus fãs mais acérrimos, ao mesmo tempo que lima algumas arestas que o permitem chegar a um maior leque de jogadores. Mesmo assim, não irá agradar de imediato a todos os que se estreiam na série, devido à complexidade/profundidade dos sistemas e informação bombardeada nas primeiras horas de jogo, mas àqueles que conseguirem olhar para além disso e permitirem ser imersos nas suas mecânicas principais, como foi o meu caso, irá proporcionar muitas horas de diversão, sendo uma excelente experiência para começar bem o ano e um título altamente recomendado.
 
Produtora: Capcom
Editora: Capcom
Género: Action RPG
Data de lançamento: 26 de Janeiro de 2018
Disponível para: PlayStation 4, Xbox One, Microsoft Windows (Outono 2018)
Versão testada: PlayStation 4
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