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Uma grande moldura humana no regresso do Belenenses

Foram mais de quatro mil os adeptos que ontem marcaram presença no Estádio do Restelo para dar as boas-vindas à época 2018/19, num dia de enorme de fervor clubista que por várias vezes tornou intransitável quer a Loja Azul quer a Secretaria do Clube, sucedendo-se a venda de BlueBox, de cartões de época e, sobretudo, o regresso à condição de sócio de muitos adeptos que nos últimos anos se tinham afastado desta nossa casa.

A tarde começou com um embate entre os Veteranos do Belenenses e do Sporting, na disputa do Troféu Vicente Lucas, que irá morar no Museu do Clube em resultado da vitória dos azuis por 3-1, com golos de Gonçalves, Calila e Luís Ramalho.

A apresentação de atletas e de vários escalões das modalidades do Belenenses deram cor ao momento que antecedeu a justa homenagem a Vicente Lucas, aplaudido de pé por uma bancada emocionada por rever aquele que é o nosso maior símbolo.

Ao final da tarde, Belenenses e Atlético disputaram o jogo de apresentação aos sócios, partida com excelente ambiente e em que a formação de Alcântara chegou ao intervalo a vencer por 0-1, numa primeira metade em que o futebol dos azuis não esteve ao nível a que já nos habituou. Tudo mudou no segundo tempo, com o Belenenses a surgir mais próximo daquilo que sabe fazer, a procurar o golo do empate que chegou por intermédio de um cabeceamento de João Santos. Via-se então um futebol agradável e positivo, sendo também de cabeça que o Atlético voltou à vantagem, para logo de seguida os azuis tomarem conta do jogo e assegurarem a “remontada”, tornada realidade com dois golos de João Trabulo – num remate monumental – e de Ricardo Viegas.

Nuno Oliveira: “Teremos que ter um respeito enorme por todas as equipas”

Na sala de imprensa, após o jogo e depois dos presidentes de Belenenses e Atlético alertarem uma vez mais os poderes públicos para a necessidade urgente de revisão da lei das SAD’s e de escrutinar as origens dos pinheiros que chegam ao futebol português, numa sucessão de casos que colocam em causa a vida de alguns dos maiores emblemas do país, o técnico dos azuis, Nuno Oliveira, considerou que “conseguimos trazer para o plantel jogadores com evidente qualidade técnica, mas estamos conscientes de que aquilo que mais caracteriza estas divisões é a entrega, a paixão e uma enorme luta em todos os jogos. E para que a experiência de alguns dos nossos atletas seja uma vantagem, teremos que ter um respeito enorme por todas as equipas e a mesma entrega de todos os outros, se essa paixão for menor é garantido que a qualidade técnica não nos servirá de nada”.

E olhando directamente ao jogo com o Atlético, o treinador do Belenenses observou também essas características: “este jogo de hoje mostrou-nos já um pouco os factores de que falei, da paixão, da luta, algo que até esteve de acordo com o próprio simbolismo do momento que vivem os dois grandes clubes que hoje estiveram em campo no Restelo”.

Já Benny Ribolhos, capitão dos azuis, abordou a importância de ter mais de metade do plantel com passagem pela formação do Belenenses: “quando falamos num clube com a grandeza deste e com uma das melhores escolas de formação de Portugal, conhecemos a exigência e nem pode ser de outra maneira, é importante sentirmos a camisola e é bom termos muitos jogadores formados aqui, porque queremos devolver ao Belenenses o que o Clube nos deu por nos formar enquanto homens e jogadores. Trabalhamos determinadamente dia-a-dia e queremos atingir os nossos objectivos”.

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