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In Rays of the Light (PlayStation 5) | Análise Gaming

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In Rays of the Light é um remake do jogo original para PC de 2012 – The Light -, criado pela mesma equipa. Logo à partida é estranho, porque é um remake de um jogo pouco conhecido e com menos de 10 anos, mas vamos lá.

O jogo começa por fazer um bom prólogo da passagem do tempo e é contado com um mini cut scene que te mete a par do tema central do jogo.

Aí, acordas num prédio abandonado e que já viu dias melhores. O dia lá fora está claro mas o prédio ligeiramente coberto por vegetação, em estado decadente. Sais da sala em que estás e vês uma lanterna colada à parede com fita cola. E é assim que o jogo começa…

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Em meados da década de 80, a ameaça de guerra nuclear entre a União Soviética e os Aliados ocidentais era uma realidade. O medo desse possível cenário que podeira criar o fim do mundo afetou tudo e todos, a arte, os livros, a televisão e até os nossos tão amados video jogos. Em tempos mais recentes, essa ameaça foi substituída por muitos mais medos, ansiedades e problemas mundiais, como doenças mentais ou guerras por situações pouco importantes. É aqui que o desenvolvedor de In Rays of the Light capturou uma atmosfera, criando um jogo que encapsula esses medos e tensões de uma forma única e surpreendente.

A jogabilidade é na primeira pessoa: podes andar, correr e pegar em objetos para preencher um inventário pequeno… e quando digo pequeno, é mesmo muito pequeno. Não há combates a serem travados ou qualquer coisa que seja perigosa. Aliás, no início, quando pegas numa barra de ferro, pensas que a vais usar para bater em alguém, mas rapidamente entendes que serve apenas e só para abrir portas.

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Uma coisa engraçada nesta versão de PS5 que foi onde testámos o jogo, é que o botão L3, que normalmente, neste tipo de jogos, é pressionado para correr, aqui apenas liga e desliga as legendas, o que foi muito estranho ao início.

Visualmente, In Rays of the Light pode orgulhar-se de ter criado um mundo maravilhosamente realista, apesar de ser muito pequeno.  Porém, a atenção aos detalhes é fantástica e a construção ambiental é excelente e, conforme o jogo começa a torna-se mais escuro e estranho, o estilo de arte começa ainda mais a destacar-se. Tem alguns momentos de tirar o fôlego e cenários deslumbrantes que vão, certamente, ficar na nossa memória por muito tempo. Por exemplo, há momentos em que, a nível visual, passa de um The Last of Us para um Outlast e de forma magistral.

Em In Rays of the Light, tu não és guiado para um caminho fixo. Na verdade, nada te é explicado. Cabe a ti descobrir quem tu és, onde estás e qual é o seu propósito. Não há dicas, nem pontos de verificação para ajudar-te a orientares a tua jornada. Por outro lado, o mundo que precisas explorar também não é assim tão grande, pelo que nunca te vais sentir perdido.

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Para saberes o que fazer, segues uma série de pistas – encontradas em fotos, objetos ou desenhos em quadros – daqueles de giz, usados nas escolas – que permitem que comeces a juntar as peças do que poderá ter acontecido neste mundo sem vida.

O mundo e o seu conteúdo é fascinante, com uns bons gráficos para um jogo Indie desta natureza. In Rays of the Light oferece um uso brilhante de narrativa, onde vai revelando cada vez mais, à medida que avanças na história. Os temas de anti-humanismo, medo e do nosso propósito no universo realmente estão muito bem conseguidos. Faz lembrar jogos como o What Remains of Edith Finch ou o Town of Light, este último mais no aspecto visual e de gameplay.

Existem pequenos quebra-cabeças, que podem exigir a abertura de uma porta trancada, com um instrumento específico que precisas de encontrar. Nada de extremamente complicado e até bastante simples para este tipo de jogo.

A banda sonora é magistral, utilizando principalmente uma peça de piano que atenua e realça cada momento do jogo. Os efeitos também são bons, com o uso de uma voz que é melódica e, ao mesmo tempo, assustadora. Uma dica, liga logo as legendas, a menos que entendas russo, pois poderás perder algo importante.

Acabas In Rays of the Light em menos de um hora e meia, portanto, se encontrares este jogo a um preço barato, vale bem a pena entrar no mundo do jogo. 

Se gostas de walking simulators com histórias fortes e que te deixam uma porta aberta à tua imaginação, tens de testar este jogo. In Rays of the Light vale o tempo investido nele e, sem dúvida, que me deixou a pensar durante um bom bocado.

Este jogo já está disponível para a PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox One e Switch e para PC no Steam.

 

In Rays of the Light (PlayStation 5) | Análise Gaming
In Rays of the Light (PlayStation 5) | Análise Gaming | CA Notícias

In Rays of the Light é um remake do jogo original para PC de 2012 - The Light -, criado pela mesma equipa.

Product In-Stock: InStock

Avaliação do editor:
3.5
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