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Crónica: Belenenses 0 x 2 Cabo Verde

Os azuis do Restelo não conseguiram conter a eficácia dos Tubarões, também estes azuis. Em Belém assistiu-se a um encontro particular entre Belenenses e Cabo Verde, numa manhã solarenga e de temperatura amena, com cerca de 100 pessoas, provavelmente, ainda a avaliar o novo técnico, Jorge Simão.

O novo “mister” promoveu algumas alterações, fruto das ausências mais denotadas, de entre elas os casos de Miguel Rosa, Gonçalo Brandão, Nelson e de Ventura, este último ao serviço da Selecção AA portuguesa, e ainda pelas circunstâncias do próprio jogo, naturalmente. A equipa da casa iniciou a partida com Matt Jones (Capitão), a defesa composta por Palmeira, João Afonso, João Meira e Filipe Ferreira, o miolo com Pelé, Ricardo Dias e Carlos Martins e, finalmente, Abel Camará, Rui Fonte e Fábio Sturgeon na frente de ataque. A principal novidade, relativamente ao sistema táctico, será a inversão do triângulo do meio-campo onde, ao habitual Pelé se juntou Ricardo Dias, em linha atrás de Carlos Martins.

Relativamente ao “jogo jogado”, a primeira chance foi da equipa forasteira, com um remate aos 5 minutos de jogo, seguido de uma bola ao poste, após grande defesa de Matt Jones. Cabo-Verde revelou algum domínio, fazendo-se valer das suas transições rápidas e jogo vertical do seu organizador e desequilibradores, entre os quais, Héldon Ramos. O primeiro remate da equipa da Cruz de Cristo surgiu apenas aos 10 minutos, sem grande perigo. Estava dado o mote para um jogo que, na primeira metade, teve a velocidade como principal protagonista. A partir dos 25 minutos de jogo, os homens da casa equilibram o jogo, seguindo-se várias oportunidades de golo, de entre as quais um grande remate de Rui Fonte para defesa apertada de Vozinha, uma grande jogada de Sturgeon que esbarra, também, no guardião de Cabo-Verde e, finalmente, uma arrancada pelo lado esquerdo terminaria com um cabeceamento de Camará por cima da baliza. O bom momento dos comandados de Jorge Simão quase se materializava na melhor transição do jogo, jogada essa com a tentativa de finalização de C. Martins e com um grande defesa, uma vez mais, de Vozinha. A primeira parte ficou marcada pela polémica. Primeiro uma falta na área de Cabo-Verde, sobre Fonte, não mereceu da parte de Duarte Gomes, a marcação do castigo máximo, no minuto seguinte, um jogador cai na área dos caseiros e é, então assinalada a grande penalidade que dá origem ao 0-1, por Nuno Rocha, contra a corrente do jogo, com o qual se chega ao intervalo.

No intervalo, Jorge Simão, promove algumas alterações. Mexe na baliza, colocando Pedro Cavadas; na defesa faz saltar do banco Dantas e Tikito para os lugares de Palmeira e Meira, respectivamente; troca todo o meio-campo, com as entradas de Bruno China, Tiago Silva e Diogo Ribeiro e, finalmente, no ataque, saem Sturgeon e Fonte, para as entradas de Fábio Nunes e Tiago Caeiro.

A segunda parte começa como começou a primeira, com um ligeiro domínio de Cabo-Verde,  domínio esse que se manteve por quase toda a segunda metade. De destacar várias oportunidades falhadas pelos africanos, por entre as quais se intromete uma enorme parada de Pedro Cavadas. O segundo golo chega aos 25 minutos, após uma jogada pela direita da defesa do Restelo, onde se dá um cruzamento rasteiro e atrasado para o coração da área, onde Kevin só teve de encostar. A segunda parte foi pobre em espectáculo, bem diferente da primeira. No final notou-se algum cansaço dos jogadores de Belém e alguns erros motivados por adaptações efectuadas por Jorge Simão.

Foi um teste, em semana de selecções, do qual se podem tirar algumas notas para aquilo que resta do campeonato português. Será curioso verificar como Jorge Simão montará a equipa na sua estreia em casa, no Estádio do Restelo, frente ao Moreirense.

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