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Crítica: “A vida de uma mulher” (Une Vie)

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O novo filme de Stéphane Brizé, “Une Vie”, é inspirado na obra do poeta francês Guy Maupassant cruzando maravilhosamente a literatura com o cinema.

Premiado no Festival de Veneza com o prémio FIPRESCI, é uma história dramática que retrata a complexidade da simplicidade da vida, colocando o cotidiano em prespetiva.


A história passa-se em 1819 na Normandia numa casa aristocrática do século XIX, em que Jeanne Le Pethuis des Vauds é uma jovem da nobreza sensível, muito protegida no seio familiar e cheia de sonhos infantis. Apaixonada casa-se com o visconde Julien de Lamare que rapidamente se revela um marido miserável, inconstante e infiel.

As ilusões sobre o amor perfeito e ponteado de paixão dão lugar à desilução e à revolta, como se tudo aquilo em que sempre acreditou não passasse de uma ilusão, mostrado o lado vil, secreto e luxurioso do ser humano.

O filme retrata o cotidiano da vida no século 19, os planos afastados dos persongens colocam-nos na posição de observadores, consegue fazer-nos entrar no cotidiano da vida senhorial mas sem nos metermos nas suas escolhas ou erros, apenas no papel contemplativo.

Retrata a perda das suas crenças inocentes ao longo das várias fases da sua vida, repleto de analepses e prolepses de memorias que veem à mente da personagem para escapar à sua triste realidade. Detalhes que nos fazem sentir o que era a vida e as escolhas no século XIX, colocando em prepetiva o nosso cotidiano.

Tem uma boa fotografia e com paisagens que embelezam a tela, mas é uma filme com pouco ritmo, com muitas paragens que se torna dificil de ver.

Com estreia marcada para dia 10 de agosto, um drama que nos mostra que a vida não é nem tão boa, nem tão má quanto parece.

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