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Crítica: “Pequena Grande Vida” (Downsizing)

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O novo filme de Alexander Payne, “Pequena Grande Vida” é uma divertida comédia que tem uma reviravolta logo no inicio que nos apanha desprevenidos e ansiosos por saber o que nos espera ao longo do filme. Chegou às salas de cinema esta quinta-feira e traz nos Matt Damon como protagonista.

Para todos os que planeiam ver o filme, podem contar com uma comédia divertida, que é uma sátira à classe média americana e que ao mesmo tempo nos passa uma importante mensagem sobre o consumo excessivo de recursos naturais e a sobrepopulação.


Pensamos que vamos ver um novo mundo a ser descoberto pela primeira vez, mas ao invés disso somos presenteados com o mesmo mundo, com as mesmas relações e emoções e até mesmo com os mesmos desejos, o que muda é o facto de as pessoas serem pequenas, mas se pensarmos bem, já somos pequenos em relação ao Universo e parece-me que é essa mesma realidade que Payne nos tenta passar.

A atriz tailandesa Hong Chau (que interpreta Ngoc Lan Tran), traz-nos grandes momentos de riso e é ela que nos traz algumas das cenas mais emocionantes do filme, tornando a história um pouco mais séria ao mesmo tempo que contrasta com a parte cómica. Já o actor Christoph Waltz nunca desilude e tem uma actuação fantástica, tornando a sua personagem, Dusan Mirkovic super divertida.

As personagens estão muito bem conseguidas, trazendo alguns estereótipos ao de cima para conseguir presentear os espectadores com uma visão realista dos factos. A reviravolta que o filme dá no inicio faz-nos ansiar pelo desenrolar da história e depois voltamos a ter mais uma reviravolta a meio que nos faz voltar a pensar no que irá acontecer de seguida, tendo uma pequena surpresa quase no final do filme, mas que na verdade é uma pequena reviravolta.Para os amantes de uma divertida comédia é sem dúvida a escolha ideal, pois as gargalhadas estão prometidas do inicio ao fim do filme e surgem das formas mais inesperadas, com as personagens mais improváveis. É um filme divertido, em parte realista, fazendo o espectador rir mas ao mesmo tempo refletir sobre o impacto que os seus hábitos têm na natureza e no que o futuro nos reserva, com tantas alterações climáticas e com tantos desastres naturais a acontecerem.

No entanto, o final do filme deixa-nos um pouco insatisfeitos pela forma como acaba, deixando-nos na dúvida se haverá ou não uma possível continuação desta história ou se será apenas isto. Mas, em suma é uma boa escolha para quem for ao cinema nos próximos dias, ou para mais tarde ver em casa.

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