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Crítica: “The Commuter – O Passageiro”

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“The Commuter – O Passageiro” é a nova colaboração entre Liam Neeson e Jaume Collet-Serra, depois de “Run All Night” (2015), “Non-Stop” (2014) e “Unknown” (2011).

Janeiro é um mês parado em termos de estreias cinematográficas nos Estados Unidos, em que muitos dos espectadores aproveitam para ver ou rever as reposições de filmes nomeados para os Oscars e outros prémios. Em Portugal e pela Europa fora, é o exacto oposto, são imensos os filmes que estreiam em cada mês e para todos os gostos. Desde os candidatos aos prémios e filmes de autor, até aos blockbusters de acção ou filmes de animação, os cinemas nos primeiros meses do ano têm tudo para oferecer.

“The Commuter” traz-nos um Liam Neeson novamente em problemas num meio de transporte. Em “Non-Stop”, o actor irlandês interpretava um air marshall que era abordado com uma situação difícil durante uma viagem de avião. Neste novo filme, a personagem de Neeson é abordado com uma situação difícil durante uma viagem de comboio. Apesar das semelhanças, “The Commuter” não é uma sequela ou encontra-se ligado a “Non-Stop”, mas padece de uma premissa semelhante. No entanto, apesar do filme na sua essência não ser o mais original no mercado, consegue oferecer o que se espera de um filme de acção de Liam Neeson.

O actor, já com 65 anos (já na idade para reforma), criou organicamente o seu género de filme, em que o seu carisma e interpretação conseguem ser suficientes para alavancar guiões, quer sejam bons ou apenas razoáveis. “The Commuter” é um desses exemplos. Um filme que se baseia num dia atribulado de um homem de família da classe média americana, que sofreu com as consequências da crise económica que se abateu nos EUA e por grande parte do mundo. E com isso, as suas poupanças para o futuro da sua família sofrem um grande revés. O filme inicia com uma sequência bem editada que transmite a ideia das rotinas diárias de Michael. E num dia como qualquer outro, Michael é despedido, e isso desencadeia uma sequência de eventos que leva a que a sua viagem de comboio de regresso a casa, que faz todos os dias, seja diferente do que está habituado.

Joanna, uma mulher misteriosa interpretada por Vera Farmiga (“Source Code” já mostrava uma apetência sua em filmes com comboios), interpela Michael no comboio com um jogo hipotético, que não o é. E a partir daí, Michael, que foi polícia anos antes, precisa de usar os seus talentos para descobrir um passageiro que não pertence naquele comboio. Se o fizer, recebe uma recompensa monetária, não sabendo o que serão as consequências de o fazer. Michael vai duvidando se o faz ou não, até começar a receber ameaças em relação à sua família.

Até ao final, “The Commuter” vai-nos apresentando cenas de acção e desvios narrativos para manter o espectador longe de adivinhar quem é que Michael tem de encontrar, no entanto, com um pouco de perspicácia e atenção é possível prever quem será e o que acontecerá.

“The Commuter” cumpre o que promete, e se gosta de ver Liam Neeson em acção, e se tiver gostado particularmente de “Non-Stop”, terá aqui motivos para sair satisfeito do cinema.

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