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Crítica: Power Rangers

Power Rangers, Crítica: Power Rangers

A primeira aparição dos Power Rangers remonta há vinte e três anos atrás e estes peculiares super-heróis foram marcando ao longo dos anos – principalmente os ’90s – a infância de vários jovens.

Agora, em versão de grande ecrã, Power Rangers tenta trazer o sentimento de nostalgia aliado a uma componente visual mais desenvolvida do que a série de televisão. Infelizmente, não consegue chegar ao ponto de fazer-nos sentir submergidos nas cenas de acção.

Ao contrário da série de TV, que despende grande parte do tempo nas cenas de acção que envolvem os golpes de artes marciais e os Zords, o filme prolonga-se maioritariamente na lógica de team building – curiosamente a melhor parte do filme.

A primeira parte do filme surpreende os mais cépticos com momentos interessantes, que tiram o máximo proveito de ângulos de câmara de mão para cativar o público, e com a construção das personagens, tal como as suas relações, a ser feita de forma natural e faseada.

Os cinco Power Rangers são os jovens Dacre Montgomery (Jason), Naomi Scott (Kimberly), RJ Cyler (Billy), Becky G. (Trini) e Ludi Lin (Zack). Todos com problemas por resolver e cada uma com a sua característica particular.

Bryan Cranston (como Zordon) e Elizabeth Banks (como Rita Repulsa, a vilã) são os dois nomes maiores do elenco. Apesar disso, Bryan Cranston não tem grande margem para potenciar o filme, uma vez que a sua personagem é – maioritariamente – uma cara na parede que alerta sobre a importância do trabalho em equipa e de destruir a Rita. Porém, Elizabeth Banks consegue personificar a vilã negra e cruel que o filme precisa, explorando ao máximo este lado mais violento que nunca se viu desta forma na TV.

Quando finalmente se cruzam os Power Rangers, e os seus Zords, com Rita Repulsa, acompanhada do seu exército de Golems de Pedra e Goldar (o guerreiro gigante de ouro), já estamos perto do fim. Esta luta tem um desenrolar rápido, óbvio e sem grande história. Consequentemente, temos pouco tempo de Megazord. A vontade de ser fiel à série de TV também não ajudou, resultando num final que não combina com o tom do resto do filme.

Ao estilo dos filmes de super-heróis mais recentes, não podia faltar uma cena pós-créditos a dar a deixa para o próximo filme, num total de seis filmes planeados para esta saga.

Eventualmente, ao sair do cinema poderá ter uma destas duas vontades: ir matar a Rita, uma vez que “Kill Rita” é repetido tantas vezes que até as personagens satirizam a situação, ou ir a uma “Krispy Kreme” comprar um Donuts, devido ao excessivo e óbvio product placement no filme. Esperemos que ninguém tenha vontade da primeira…

Acaba por haver um equilíbrio entre o espírito que a série de há vinte e três anos transmitia e o estilo de produção mais actual, que irá satisfazer quem via a série e quem nunca a viu. Podia ser melhor mas, claramente, podia ser muito pior (e exemplos piores não faltam).

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