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Crítica: “A Missão” (The Assignment)

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O novo filme de Walter Hill, é uma das estreias desta semana e conta-nos a história de um assassino profissional que é contratado para fazer um trabalho, mas que acaba por ser enganado e agredido e quando acorda, é uma mulher, pois foi submetido a uma cirurgia de mudança de sexo.

Desde logo, A Missão, foi criticada pela comunidade transexual nos EUA, mas ao contrário do que se pode pensar, o filme não tem de todo o intuito de criticar ou julgar ninguém, pelo contrário, é uma história de vingança diferente do habitual.

Temos Michelle Rodriguez num dos principais papéis, como Frank Kitchen, na versão masculina e na feminina e temos Sigourney Weaver como a médica que procedeu à operação, Dra Rachel Jane.

O filme começa a ser contado pela versão da Dra Rachel, que se encontra internada num hospício com um colete de forças. E ficamos logo a pensar, “porquê que a médica terá sido internada?”. É uma excelente forma de começar a contar a história.

No entanto, depois temos também Frank a contar a sua versão da história e acaba por se tornar um pouco confuso e difícil de nos aproximarmos de qualquer uma das duas personagens, pois num momento, Rachel é a personagem principal e no momento seguinte é Frank.

Temos então por um lado uma médica à procura de vingança, que surge sob a forma de tornar Frank numa mulher e por outro lado temos Frank atrás da médica que lhe “tirou a masculinidade” e o tornou numa mulher contra a sua vontade.

Uma das melhores partes do filme é sem dúvida, a tentativa de passar a mensagem aos espectadores, de que o género (masculino e feminino) está na mente de cada um e não no corpo. E o que quer isso dizer? No filme, podemos ver Frank, em que a única mudança que ocorre é a física, isto é, o que muda é o seu corpo, a sua mente fica exactamente igual, continua a ter os mesmos comportamentos, continua a gostar da sua masculinidade (e isso é algo muito visível durante o filme) e continua a gostar imenso de mulheres. Apesar da mudança que ocorreu a nível fisico, ele continua igual a nível mental. Por outro lado temos Rachel, que nos vai mostrando de forma clara e didática que o que torna um homem num homem e uma mulher numa mulher é a mente e não o corpo que cada um tem.

A Missão é um filme com uma boa premissa, que tenta contar uma história de forma diferente do que estamos habituados, com muito potencial para ser original, só que em certos momentos se perde um pouco e acaba por confundir o espectador. Ainda assim, tem uma banda sonora interessante, e o facto de pararem as cenas e colocarem as imagens como se o filme fizesse parte de uma série de comics de banda desenhada tornam-no interessante.

Certamente que não será um dos melhores filmes do ano, será sem dúvida um dos filmes estranhos do ano, mas isso não o torna mau, até pelo contrário. É um filme interessante, que conta com referências a Shakespeare e a Poe e que tenta passar uma mensagem importante quanto ao género.

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