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Crítica Cinema – “O Mistério da Casa do Relógio” (The House with a Clock in its Walls)

, Crítica Cinema – “O Mistério da Casa do Relógio” (The House with a Clock in its Walls)

“O Mistério da Casa do Relógio” (“The House With a Clock in its Walls” no nome original) é um filme realizado por Eli Roth que acompanha Lewis (interpretado por Owen Vaccaro), um jovem órfão que vai viver com o seu tio Jonathan (Jack Black) depois da morte dos seus pais. Rapidamente, percebe que o tio e a sua vizinha e amiga Florence Zimmerman (Cate Blanchett) são feiticeiros e descobre também que a casa pertenceu a um grande bruxo chamado Isaac Izard (Kyle McLachlan), que deixou um relógio escondido algures, que caso não seja parado pode causar grandes males. Juntos tentam, então, encontrar o relógio, seguindo o som do seu tique-taque.

De acordo com o realizador, este é um filme para toda a família. No entanto, quando o estamos a ver, sentimos que tem cenas demasiado assustadoras para as crianças – algumas causam até melhores jumpscares que muitos filmes do género de Terror – e cenas demasiado infantis para os adultos – como as infinitas piadas sobre flatulência.

Ainda assim, tal como existem uma clara dificuldade em estabelecer um público alvo, também o público vai ter dificuldade em saber o que achar deste filme. Na verdade, é impossível detestá-lo, mas também é pouco provável adorá-lo.

O filme não é bom, tem diálogos péssimos e muitas cenas em que os efeitos CGI estão muito maus – especialmente quando começa realmente a haver magia. Mas ao mesmo tempo traz-nos personagens interessantes, um bom desempenho por parte dos atores (com um grande destaque para Jack Black e Cate Blanchett, mas também para o pequeno Owen Vaccaro que está muito bem) e, no geral, cenários incríveis. Por sua vez, a história também tem a sua certa piada e é capaz de nos deixar curiosos para, apesar dos muitos problemas, continuar a ver o filme até ao fim.

No final, porém, o resultado fica bastante aquém do que este filme poderia ter sido, caso talvez tivesse um argumento e uma realização melhor. Ainda assim, é bom para passar umas “boas” duas horas no cinema, nem que seja com a curiosidade de descobrir o verdadeiro mistério da casa do relógio.

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