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Crítica: “O Boneco de Neve” (The Snowman)

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“O Boneco de Neve” é um thriller baseado no livro com o mesmo nome de Jo Nesbø, que foi publicado em 2007 e rapidamente se tornou num bestseller. Realizado por Tomas Alfredson (o realizador de “A Toupeira”), prometia ter muitos mistérios, suspense e também alguns traços de terror.

O filme mostra-nos a incessante busca por um misterioso assassino que faz sempre um boneco de neve nos locais onde ataca. Apresenta-nos Harry Hole (interpretado por Michael Fassbender), o detetive responsável por estes casos, e também Katrine Bratt (interpretada por Rebecca Ferguson), uma jovem pouco experiente neste meio, que o ajuda.

“O Boneco de Neve” tinha tudo para ser bom: uma base (o livro de Jo Nesbø) que se tornou num êxito, um elenco excelente e uma cinematografia também bastante agradável. Porém, não consegue ser um bom filme porque entra numa grande espiral que nunca mais acaba e no fim temos a sensação de que deixou várias pontas soltas.

Um dos grandes problemas é que tudo parece uma introdução. Em cada caso de desaparecimento ou morte, é feita uma introdução breve às mulheres. Percebemos um pouco da vida delas, mas num curto espaço de tempo que não nos leva a sentir empatia com estas personagens. Depois são mortas e passa-se à seguinte. Gira o disco e toca o mesmo: mais uma mulher, mais uma morte, sempre com pouco desenvolvimento.

Ao longo do filme, aparecem várias personagens novas que mereciam uma melhor exploração. Aquilo que sabemos é pouco, mesmo no que toca ao protagonista. Por exemplo, no início, Harry acorda num banco de jardim onde certamente passou a noite depois de ficar bêbedo. Não sabemos nada sobre o que aconteceu antes – porque é que ele acordou ali? Porque é que bebe tanto? O que aconteceu na vida de Harry? Muitas coisas neste filme precisam de explicações e uma melhor introdução à personagem principal (pelo menos) era essencial.

No que toca a Katrine, apenas temos acesso a alguns flashbacks que se tornam fundamentais. Na verdade, é ela que ajuda Harry a resolver o caso e é o seu passado que a influencia a seguir esta carreira. Mas, no final do filme, não achamos que ela foi assim tão importante. Até porque um dos grandes planos dela não corre bem e não percebemos muitas coisas relacionadas com ela.

A personagem de J. K. Simmons, Arve Stop, também é um grande mistério e é uma grande ponta solta que precisa necessariamente de ser explicada (poderá haver uma sequela?). Qualquer pessoa que vá ver este filme sem ter lido o livro vai chegar ao final sem perceber o que se passa na casa e na vida de Arve.

No final, tudo gira à volta de uma pergunta: quem é o verdadeiro assassino? Quando este é divulgado, apenas pensamos que era muito previsível. Até porque se estivermos bastante atentos, vão sendo dadas várias pistas ao longo do filme.

Relativamente ao elenco, percebemos que cada ator presente está a dar o seu melhor e, definitivamente, o problema não está nas interpretações. Tanto Michael Fassbender como Rebecca Ferguson, J. K. Simmons, Val Kilmer, Charlotte Gainsbourg, Jonas Karlsson, Toby Jones, e todos os outros, estão excelentes. Mas boas representações não são o suficiente.

Portanto, “O Boneco de Neve” teria sido um filme agradável se tivesse sido mais bem explorado, mas ainda assim traz-nos apenas uma história idêntica a muitas outras e sem nada de novo – para além de que desta vez o assassino é criativo e gosta de fazer bonecos de neve.

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