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Call of Duty: Black Ops Cold War (Playstation 5) | Análise Gaming

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Call of Duty: Black Ops Cold War é a primeira amostra do que a série poderá fazer na nova geração de consolas. Conheça a nossa opinião sobre a versão do jogo para a PlayStation 5.

Call of Duty: Black Ops Cold War é a aposta da Activision deste ano na sua série mais lucrativa e bem-sucedida de sempre. A produção deste novo Call of Duty esteve envolvida em muitas polémicas, retrocessos e nem sempre se notou um grande interesse dos fãs por este novo título, visto que Modern Warfare e Warzone continuavam a ser jogados por milhões de jogadores e eram regularmente actualizados com novidades. Mas a Activision não podia deixar de estar presente na transição para as consolas de nova geração, e como tal, Call of Duty: Black Ops Cold War sempre nos chegou às mãos no meio do lançamento da PS5 e da XBOX Series X|S.

Este jogo, que inicialmente era para ser desenvolvido pela Sledgehammer Games em conjunto com a Raven Software, teve um período de desenvolvimento curto, e ainda mais encurtado com as tensões entre os dois estúdios. A tensão seria tanta que a Activision trocou a Sledgehammer pela Treyarch, dando a pasta da campanha de single-player em exclusivo à Raven. Estas mudanças levaram a que muitos dos fãs que ainda se encontravam ligados ao Modern Warfare e ao Warzone olhassem para este título com alguma desconfiança, porque se estes problemas podem ser problemáticos num ano normal, em 2020 poderiam ser muito mais graves, não só pelo estado actual do mundo, mas também porque a Activision teria de entregar um jogo que funcionasse em mais e novas plataformas.

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Pois bem, contra tudo e contra todos, a Activision consegue entregar uma boa experiência de nova geração com Call of Duty: Black Ops Cold War. Sendo sincero, não esperava que fosse possível, principalmente depois daquela Alpha trágica, em que nada corria como era suposto na PS4. Mas o jogo que temos aqui encontra-se a milhas dessa versão que jogamos em Setembro. Aliás, já a Beta pública que decorreu em Outubro deixou-me com uma muito melhor impressão, que agora ficou confirmada com o lançamento do jogo na PlayStation 5.

Este novo Black Ops funciona como uma sequela directa do Black Ops original, portanto toda a temática e atmosfera do jogo relembra-nos a época que é nostálgica para muitos, os anos 80. E como é óbvio, a Guerra Fria toma as rédeas narrativas deste título. A base de toda a temática do jogo está encapsulada dentro da campanha de Single-Player, e ainda bem que assim o é. Ao contrário do que aconteceu em Black Ops 4, temos aqui uma história para acompanharmos nas primeiras horas que passamos com Call of Duty: Black Ops Cold War e que importante é. A Activision sabe (e todos nós sabemos) que as campanhas narrativas não são o foco dos jogadores (e onde não se pode cobrar mais dinheiro…), e que a maior parte do tempo será assim passada nas componentes online. Mas isso não significa que retirar a campanha do pacote final seja uma boa ideia, e que ficou confirmada em Black Ops 4.

No Cold War temos uma história que nos apresenta acontecimentos passados após o primeiro Black Ops, em que podemos viver um período conturbado da história mundial durante a ameaça de uma nova Guerra efectiva, opondo os USA e a Rússia. Em cerca de cinco horas o jogo leva-nos por alguns dos locais mais icónicos onde a Guerra Fria se foi desenrolando, desde Vietnam, Cuba, Berlim ou até mesmo na Rússia. O nosso objectivo passa por encontrar e deter um agente russo, Perseus, de forma a impedi-lo de poder criar o pânico e destruição no globo. Controlamos Bell, um agente americano que se encontra numa equipa de caras conhecidas da série como Mason e Woods e liderada por Adler.

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Normalmente é na campanha que devemos ir tomando conhecimento de como é que o jogo funciona e ir habituando às nuances deste novo CoD. Mas esta campanha é, provavelmente, a campanha mais inovadora da série. Aqui não teremos tantos confrontos armados como era apanágio da série, mas temos sim uma mistura de ideias que acaba por funcionar bem, oferecendo uma boa experiência diferente do que estávamos habituados. A campanha tem uma componente de “Do it Yourself”, dando-nos muitas oportunidades de influenciarmos o rumo que a história terá, somos “obrigados” a procurar coleccionáveis pelas missões, de forma a ajudar o trabalho de investigação para as missões seguintes, por exemplo. Temos ainda segmentos que mais parecem retirados da série Hitman do que do CoD. Esta amálgama de ideias acaba por fazer com que a campanha não aborreça em momento algum, e o que aconteceu no final foi que queria jogar muito mais este modo. Nota-se que a Activision aceitou explorar aqui alguns terrenos. Esperemos que continuem nesse trajecto.

A história em si não é brilhante, mas cumpre. Nota-se que os produtores quiseram emular o sucesso do primeiro Black Ops com as diferentes tentativas de dar voltas à história e com o recurso a truques narrativos já vistos anteriormente. O que se destaca na campanha é de facto a forma como ela é contada através da jogabilidade, e não a história que é contada.

Se já falei dos segmentos que brilham e que normalmente não associamos tanto a CoD, a verdade é que os confrontos armados continuam espectaculares, e sinto que nesta sua versão para a PS5, que o jogo responde muito mais rápido e as animações são perceptíveis. Call of Duty: Black Ops Cold War, em contraponto com o seu congénere Modern Warfare, é um jogo mais veloz e mais arcada, e isso sente-se.

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Tecnicamente o jogo impressiona tanto positivamente como negativamente. Começando pelos aspectos positivos, o jogo tem gráficos bons e a iluminação no jogo é muito bem tratada, esbatendo-se cada vez mais a barreira do que é real e o que é virtual. O som das armas, explosões e a performance vocal dos actores está em ponto-rebuçado. Para início de nova geração não esperava mais. Curiosidade, se viram a versão americana de The Office irão certamente reconhecer facilmente um dos actores que dá voz a uma das personagens na campanha.

Falando dos aspectos específicos da versão do jogo para a PlayStation 5, o DualSense é rei. Mais do que o aspecto gráfico ou de velocidade de carregamento, o que mais se destaca no joga na PS5 é a utilização da vibração háptica e os triggers adaptativos. O facto de através do comando e dos triggers ser possível perceber que arma temos em mão é bastante inovador, e acredito que dificilmente voltarei a querer jogar um shooter em que não possa tirar proveito desta funcionalidade. É mais difícil disparar um RPG do que uma Handgun, e isso sente-se na dificuldade em carregar no L2/R2 e também no recoil do comando através da vibração. Na campanha a imersão é imensa, no entanto no online isso pode ser um pouco problemático, e existem relatos de muitos jogadores que desligaram essa funcionalidade propositadamente para não serem afectados nos modos competitivos online.

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Do ponto de vista negativo, tenho a relatar que tive vários erros durante o tempo que passei com o jogo, desde a não conseguir jogar missões da campanha, a não conseguir disparar o lança-granadas (que é essencial na última missão), a ter o céu a ficar completamente preto, a ter quedas de framerate, falhas no áudio e outros. Pelo que entendi, o jogo com o Ray Tracing desligado evitou que voltasse a ter a maior parte desses problemas, mas não é um bom sinal quando uma das características diferenciadoras do jogo na nova geração de consolas acaba por partir o jogo. Parece ser um sintoma da velocidade recorde com que tiveram de trabalhar no jogo.

Call of Duty: Black Ops Cold War é um jogo que tenta oferecer conteúdo para todos os fãs de CoD saborearem durante um ano, pois pela primeira vez temos aqui quatro modos principais de jogo que são muito populares, e que conseguem apelar a públicos diferentes, e são: Campanha Single-Player, Multiplayer Online, Zombies e Warzone. Se da campanha já falei o suficiente, resta abordar os modos online.

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Primeiramente, o Warzone não tem nada de novo. É exactamente o mesmo jogo, e obriga aliás a que o jogador tenha o Warzone já instalado na consola para o poder abrir. Tanto Zombies como o Multiplayer Online são modos criados no motor do jogo do Cold War, e continuam a ser aquilo que todos os jogadores de CoD esperam. Não existem aqui grandes novidades mas continua a manter a boa forma dos últimos anos.

Em relação ao Multiplayer Online a jogabilidade do jogo é suficiente para manter os jogadores muito interessados neste modo, mas a oferta disponibilizada no lançamento é curta. Existem apenas 8 mapas e 9 modos. É esperado que o modo seja “alimentado” ao longo das próximas semanas como Modern Warfare tem sido, porque caso não seja, o futuro do jogo poderá ser mais curto do que o habitual. O modo de Zombies continua a ser o modo mais indicado para a diversão entre amigos. Não é um dos meus favoritos, mas é sempre uma boa opção para juntar amigos online e descarregar as frustrações dum dia em cima das esponjas de balas que são os zombies.

Call of Duty: Black Ops Cold War é um passo certeiro da série na nova geração de consolas e consegue ser um milagre o que a Activision conseguiu entregar as dificuldades que este jogo teve na fase de desenvolvimento. O que é certo é que Cold War irá certamente entreter-me até ao próximo jogo da série e mais não poderia pedir.

 

Call of Duty: Black Ops Cold War (Playstation 5) | Análise Gaming | CA Notícias
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Avaliação do editor:
4
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