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Antevisão: Vitória de Setúbal vs Belenenses

A 29ª jornada joga-se também este Domingo, no Bonfim, por volta das 16h quando o sol estiver a tentar espreitar pelas nuvens de chuva que se avizinham para Setúbal. Frente a frente duas equipas que lutam pelo mesmo objectivo: um fim de época tranquilo. Um Belenenses já afastado da Europa e um Vitória com pouquíssimas chances de descer, defrontam-se num dos clássicos do futebol português. Os sadinos não vencem há 9 jogos e querem quebrar esse enguiço; por outro lado, os homens do Restelo não sabem o que é perder fora de portas, esta 2ª volta.

O Vitória tem sentido muitas dificuldades nos últimos largos jogos. Na 2ª volta total, diga-se. Depois de terem visto Suk e Rubén Semedo saírem, ganharam apenas um jogo. Os 17 jogos sempre a sofrer golos são também um indicador da instabilidade dos setubalenses, que fizeram uma primeira metade de campeonato a fazer antever outra classificação. O futebol imposto por Quim Machado tem qualidade. Há uma procura pela bola que é muito positiva e os sectores interligam-se com clarividência. Os erros cometidos pelos vitorianos têm sido… fatais. Muita desatenção defensiva e pouca capacidade mental para conseguir reviravoltas no marcador, fazendo de igual forma com que sofram golos quando têm a vantagem no resultado. A fazer lembrar os adversários. Contudo, a série de maus resultados nada tem a ver com a falta de qualidade individual, numa equipa que dispõe de André Horta, André Claro, Ricardo, Fábio Pacheco ou Frederico Venâncio. O 4-4-2 que o timoneiro dos homens do Sado utiliza, tem qualidade e pode-se desmontar a qualquer momento, passando a equipa a atacar noutro sistema. As fragilidades defensivas serão, sem dúvida nenhuma, um ponto a explorar pelos avançados azuis.

Os visitantes vêm de uma pesada derrota ante o Sporting, num jogo em que ineficácia defensiva foi a palavra de ordem. Os pupilos de Velázquez mostraram-se sempre desatentos, duros de rins e muito permeáveis no embate frente aos rivais de Lisboa. O Belenenses conta com 59(!) golos sofridos quando ainda faltam 6 jogos para o fim do campeonato. Um número impensável quando se fala de um histórico português. O clube do Restelo tem batido inúmeros recordes negativos este ano, todavia, o futebol apresentado por Velázquez faz os adeptos vibrar. O processo ofensivo e a preponderância do meio-campo na criação de oportunidades, é de saudar. Muita qualidade de passe e boas combinações entre sectores. Apenas a eficácia fica aquém do desejado. Por outro lado, o Belenenses é, seguramente, a equipa que pior defende nos campeonatos profissionais. Mau posicionamento, muitos passes falhados, muita descoordenação, demasiados jogadores fora de posição, pouca certeza no momento do corte e, sobretudo, demasiada macieza ou, se preferirem, permeabilidade. Os adeptos desesperam quando a bola chega perto da baliza agora defendida por Ricardo Ribeiro. Estes problemas defensivos, são graves. Mais que isso, deviam ter sido corrigidos há mais tempo. Ter um quarteto defensivo – que raramente é o mesmo – a dar tanto espaço ao adversário e a pressionar de uma forma tão “soft”, pode ser problemático no embate de amanhã. Carlos Martins, figura de proa do meio-campo azul, não vai ao Bonfim. Nem Rafael Amorim, nem Tiago Caeiro, nem Ventura. Perante este cenário, o único ponto positivo é o regresso de lesão de Aguilar.

Em termos classificativos, o jogo de amanhã pouco conta. O que se pode esperar, é um espetáculo de golos. Duas equipas vocacionadas para o ataque que defendem pior do que mal. Um Vitória à procura dos 3 pontos que nunca mais pairaram no Bonfim e um Belenenses a querer aparecer de cara lavada após novo desaire caseiro. Para os fãs de futebol total, o jogo de amanhã será, com toda a certeza, um deleite.

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