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WRC 9 (PS4) | Análise Gaming

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WRC 9 chegou cheio de velocidade às consolas e ao PC no início deste mês. Saiba a nossa opinião deste simulador das corridas de rally.

Análise feita por: Pedro Loureiro (It’s a Pixel Thing)

Recordam-se do WRC 8? WRC 9 é uma espécie de versão remasterizada do WRC 8, mas com um pouco mais de conteúdo extra incluído. E quando esse mesmo jogo vai estar também disponível para as consolas de próxima geração, o aspeto “remasterizado” tem de ser levado realmente a sério.

Posto isto, a primeira sensação que tive assim que joguei a espécie de tutorial opcional que o WRC 9 oferece de início, esse suposto salto geracional não é assim tão óbvio. Aliás, tudo me pareceu mais do mesmo. Provavelmente porque estou a jogar a versão PlayStation 4 na PS4 “normal” e não na Pro. Mesmo assim, notei um ligeiro upgrade na iluminação ambiental, na sensação de profundidade de todo o cenário envolvente e na atenção aos detalhes, com poeira e sombras credíveis, assim como nos reflexos do sol nas superfícies, pequenos pormenores que provam que a Kylotonn demorou o seu tempo a implementar toda a sua extensa experiência nesta nova entrada na série, transportando-a para um nível ligeiramente mais elevado. Ainda assim, não o suficiente para se equiparar aos padrões de qualidade estabelecidos pelo DiRT Rally 2.0 da Codemasters.

Três novos locais estão disponíveis para serem desfrutados: Nova Zelândia, Japão e o mítico Rally Safari, no Quénia. Assim, WRC 9 oferece-nos um total de 13 ralis totalmente distintos que se dividem em mais de 100 etapas, das quais mais de 30 são completamente novas.

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Conteúdo extra também chegará num futuro próximo, gratuito e em forma de DLC pago. E algo que sempre adorei na Kylotonn e nos seus títulos de rali é que temos à disposição, desde logo, todas as provas oficiais do campeonato WRC prontas para serem experienciadas e desfrutadas em pleno.

Algo que me desiludiu foi a condução sob asfalto, transmitindo-me uma sensação de artificialidade principalmente nas zonas mais sinuosas dos traçados, enquanto que em terra solta tudo flui como é suposto. Os trilhos da Nova Zelândia, por exemplo, são um prazer conduzir, tornando toda a ação rápida e, lá está, fluída com constantes mudanças de direção como se de um bailado se tratasse. No asfalto, no entanto, o peso dos veículos e a transferência de massas não estão tão bem conseguidos, o que pode originar acidentes totalmente evitáveis. Mas, para ser honesto, nunca gostei de jogar em asfalto, portanto acho que o problema está em mim e não no jogo!

Dito isto, tudo o resto está conforme era suposto e estamos perante mais uma entrada numa série que sempre foi destinada a um público de nicho e que apela ao espírito de competição que há dentro dos amantes de desportos motorizados. E para se distanciar um pouco mais dos seus antecessores, o WRC 9 traz novos conteúdos, como 15 carros clássicos à espera de serem desbloqueados, um modo copiloto para jogar em formato cooperativo (apenas disponível a partir de novembro) e um modo “Clubs” onde podemos criar o nosso próprio campeonato para competir com amigos. É-nos, inclusive, permitido jogar em três clubes além do nosso em qualquer momento. Um patch de esports chegará também em dezembro, antecipando assim a competição de esports do próximo ano.

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Para quem já está familiarizado com este tipo de jogos, WRC 9 revela-se como uma mistura de simulação e arcade podendo ser totalmente desfrutado com um gamepad. E a equipa por detrás do seu desenvolvimento reforça isso mesmo afirmando que o feedback háptico do novo comando DualSense da PlayStation 5 irá expandir ainda mais a experiência de jogo, sem mencionar a esperada resolução 4K e os anunciados 60 fotogramas por segundo.

Neste novo jogo oficial do Campeonato do Mundo de WRC, só o nosso cérebro é o inimigo. A condução, aliada às físicas e à suspensão, inspira muito mais confiança do que em títulos anteriores da série, permitindo-nos forçar o andamento mais e mais. WRC 9 oferece, assim, características ideais próximas do que se pode sentir num palco real, algo extremamente importante num jogo desta natureza. Pelo menos nas superfícies de terra e gravilha.

O modo de carreira do WRC 8 regressa, o que nos permitirá subir desde a categoria inferior Junior WRC, passando por WRC 3 e WRC 2, culminando na categoria principal do Campeonato do Mundo de WRC. Pelo meio, é-nos oferecida a oportunidade de gerir a equipa em termos de melhorias de veículos e contratação de pessoal especializado nas mais diferentes áreas deste desporto motorizado, para dessa forma conseguirmos atingir os mais diversos objetivos propostos e sermos contemplados com contratos aliciantes. Quando não competimos para o campeonato, podemos relaxar participando em outros eventos com carros clássicos e outro tipo de testes de condução em condições climáticas extremas, uma vez mais, tal como era oferecido no ano passado, no WRC 8. A única diferença centra-se, agora, na existência da categoria extra WRC 3 que simplesmente não existia na anterior entrega.

Por outro lado, a inteligência artificial dos adversários é, no mínimo, um pouco estranha. Numa fase, e depois de uma corrida perfeita, somos completamente destruídos pela concorrência e, na próxima, e após conduzir como um rookie, terminamos em primeiro com dezenas de segundos de vantagem.

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Todas as etapas transitadas do WRC 8 são praticamente idênticas, mas há, deveras, uma mais satisfatória sensação de imersão enquanto os percorremos, o que acrescenta uma pitada extra de realismo. Apesar de tudo, esta versão para a PS4 continua a não transmitir aquela sensação de qualidade de um jogo de geração atual quando fazemos a inevitável comparação com o DiRT Rally 2.0. No entanto, o upgrade geral a nível da ambientação é notório em relação à anterior entrega o que me faz parar o carro em pleno troço para admirar as vistas. Mas o WRC 9 é um jogo para ser jogado rápido, a alta velocidade, e não podemos simplesmente ignorar todo o trabalho que foi feito pela pequena equipa de desenvolvimento da Kylotonn que deu vida a este WRC 9, elevando a série a um novo patamar de imersão, aliado ao incrível clima dinâmico e ao motor sonoro do jogo, características que também desempenham papéis importantíssimos em toda a autenticidade da experiência. Isto sem sequer mencionar os destroços deixados ao longo da pista pelos veículos dos nossos adversários que simplesmente encontraram o seu destino numa árvore ou numa parede!

Apesar de já estar disponível para ser experienciado, este ainda é um jogo em desenvolvimento, uma espécie de acesso antecipado, porque para além de todas as atualizações e upgrades que irão chegar em paralelo com as consolas de próxima geração, a Kylotonn já prometeu que irá também lançar gratuitamente, em outubro e em novembro, 6 novas etapas adicionais Finlandesas e 6 Portuguesas, entre outras borlas, como o “photo mode”, um novo concept car e um piloto extra de WRC. Não é fantástico?

Altamente recomendado, mas, uma vez mais, apenas para fãs deste desporto motorizado em particular.

 

WRC 9 (PS4) | Análise Gaming | CA Notícias

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