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Wonder Woman 1984 (Mulher-Maravilha 1984) | Crítica Cinema

Wonder Woman 1984, Wonder Woman 1984 (Mulher-Maravilha 1984) | Crítica Cinema

Diana Prince regressa ao grande ecrã com Wonder Woman 1984. Será esta sequela o filme que vai levar os portugueses de volta às salas de cinema? Conheçam a nossa opinião de Mulher-Maravilha 1984.

2020 foi (e ainda é) um ano de rutura com os costumes, e um dos costumes que mais sofreu com este Mundo Novo foi a ida ao cinema. Não só cá, mas por todo o mundo existem relatos de despedimentos e de salas a fecharem devido ao facto de não terem nem filmes nem espectadores. Neste ano vimos muitos filmes a serem adiados ou a verem a sua estreia acontecer nas plataformas de streaming, e já sabemos que no próximo ano os planos de distribuição já terão isso em mente. Com o relaxamento das restrições no Verão, a Warner Bros. Pictures tentou a sua sorte com o lançamento de Tenet, o primeiro blockbuster a ser exibido em grandes salas desde o início da pandemia. Infelizmente o filme não conseguiu sequer a atingir a marca do break even, apesar de por cá ter conseguido levar cerca de 150 mil pessoas ao cinema. A Warner volta novamente a apostar no cinema, mas desta vez com uma distribuição em simultâneo também no HBO Max nos Estados Unidos. No resto do mundo, o filme continua a ser distribuído apenas no cinema, sendo que esta vai ser a forma da Warner encarar o mercado em 2021.


Em 2021 os filmes da Warner estreiam-se em simultâneo nas salas e em streaming

E de que filme falamos? Ora pois, de Wonder Woman 1984. A heroína, interpretada por Gal Gadot, que conquistou todos os fãs e menos crentes em 2017 com o seu filme homónimo, regressa agora ao palco principal depois de ter participado em Justice League também de 2017. Com personagens tão icónicas na cultura pop como Batman ou Superman, impressiona como Patty Jenkins e Gal Gadot conseguiram transformar Wonder Woman (que andava afastada da ribalta há demasiado tempo) na personagem mais adorada da DC na actualiade.

Depois de um bom filme, bem recebido tanto pela crítica como pelos fãs, chega-nos agora uma nova iteração da personagem em Wonder Woman 1984. A tarefa em mãos não era fácil, realizar uma sequela dum filme bem-sucedido acarreta mais responsabilidades e dificuldades. No entanto, o facto desta sequela manter a equipa de sonho (Jenkins, Gadot e Chris Pine) acalmou as possíveis expectativas negativas que são habitualmente associadas a uma sequela.

Wonder Woman 1984, Wonder Woman 1984 (Mulher-Maravilha 1984) | Crítica Cinema

Em Wonder Woman 1984, encontramos Diana de novo, 66 anos depois do primeiro filme e do final da 1ª Guerra Mundial. Rapidamente percebemos que Gal Gadot está ainda mais à vontade na pele da Mulher-Maravilha, conseguindo atribuir-lhe uma caracterização da personagem cada vez mais sua. O filme começa por nos ambientar na atmosfera daquele ano (após uma breve passagem por Themyscira, o reino das Amazonas), recriando-o de forma humorística e um tanto quanto exagerada, fazendo lembrar a forma como Back to The Future abordava estas mudanças de época.

Neste filme, Diana vê-se incumbida no contínuo papel de salvadora, mas compreende-se que não se encontra a viver a vida que queria, devido aos acontecimentos finais do primeiro filme. Enquanto isso, mantém uma vida paralela como antropologista no Smithsonian, lugar onde acaba por encontrar Barbara Minerva (interpretada por Kristen Wiig). Após alguns momentos de confraternização, a tímida e inpopular Barbara tem o desejo de ser igual a Diana. Por via de um artefacto mágico isso acaba por acontecer, de certa forma. E é essa mesma magia que acabará por trazer um novo desafio ao Mundo, que Diana terá de travar, especialmente devido ao interesse e desconhecimento que Maxwell Lord (interpretado pelo Mandalorian, Pedro Pascal) tem por essa magia e quais as suas consequências.

Wonder Woman 1984, Wonder Woman 1984 (Mulher-Maravilha 1984) | Crítica Cinema

O enredo e a premissa de Wonder Woman 1984 não irão “abanar” a indústria, mas são simples e eficazes para realçar aquilo que Patty Jenkins conseguiu fazer tão bem no primeiro, e que consegue novamente repetir a façanha: o relacionamento entre as personagens e a humanização de um super-herói. Wonder Woman pode ser uma personagem maior do que a vida, mas a sua caracterização nestes filmes, fazem com que o público se consiga relacionar com os diálogos, desafios e sacríficios da personagem.

A presença de Chris Pine, de volta como Steve Trevor, o interesse romântico de Diana, faz com que tenhamos neste filme alguns dos momentos mais emotivos no universo dos super-heróis no grande ecrã. A relação que as duas personagem têm emana química, fazendo com que nos esqueçamos por momentos que estamos a visualizar um filme de super-heróis que terá sempre no final um desafio megalómano para enfrentar e não um bom romance.

Wonder Woman 1984, Wonder Woman 1984 (Mulher-Maravilha 1984) | Crítica Cinema

Algo que Wonder Woman 1984 tem de particular bom, é o facto de aparentar corrigir os problemas do primeiro. Uma das críticas mais apontadas a esse filme (e foram poucas efectivamente) deveu-se à batalha final e à utilização exagerada de CGI. Nesta sequela, a estratégia para derrotar as adversidades é a mensagem positiva. Poderá soar a cliché, mas a forma como Diana foi apresentada neste filme faz com que aquele final tenha todo o sentido e significado. Wonder Woman 1984 não revoluciona o género, mas confirma todas as boas indicações anteriormente. Precisamos de mais Wonder Woman no cinema, com as suas mensagens positivas e naturais, sem soar a forçado ou insignificante.

Wonder Woman 1984, Wonder Woman 1984 (Mulher-Maravilha 1984) | Crítica Cinema

Wonder Woman 1984 pode não ser o melhor filme do ano, nem sequer ser a película mais adorada pelos fãs da DC, mas é o filme que precisávamos para terminar este ano estranho e tão complicado. Um filme que nos remete para o que de bom o cinema feito a pensar no grande público tem para oferecer. Acção a rodos, simplicidade no seu enredo mas eficaz na sua premissa, humor quanto baste e a capacidade de transmitir mensagens positivas. Um dos maiores problemas que habitualmente assombra os grandes blockbusters é a falta de sinceridade. Em Wonder Woman 1984 temos uma heroína e uma história com a qual todos nos podemos relacionar, e Diana poderá, depois de já ter sido a salvadora em diversas histórias, ser a salvadora do cinema em 2020.

 

Wonder Woman 1984 (Mulher-Maravilha 1984) | Crítica Cinema
Wonder Woman 1984, Wonder Woman 1984 (Mulher-Maravilha 1984) | Crítica Cinema

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Avaliação do editor:
4
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