Sapatilhas solidárias no combate à violência doméstica

Em Portugal, 14 mulheres são vítimas de violência doméstica todos os dias. A marca de calçado portuguesa Josefinas aliou-se à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) na luta contra a violência doméstica com a coleção ‘You Can Leave’, uma coleção de sapatilhas solidárias.

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Um problema grave, que na grande maioria das vezes ocorre em silêncio, a violência doméstica não escolhe idade, cor, estatuto social ou profissão. Dados das Nações Unidas revelam que 603 milhões de mulheres vivem em países onde a violência doméstica não é considerada crime, e que 7 em cada 10 mulheres são alvo de violência física ou sexual. A organização internacional divulga ainda que mulheres entre os 15 e 44 anos correm maior risco de violência doméstica do que desenvolverem um cancro ou terem um acidente de viação.

A CEO da Josefinas, Maria Cunha, reforça que “qualquer mulher pode ser vítima de violência. É extremamente provável, se não 100% garantido, que conheçamos alguém que é, ou que já foi, alvo de maus-tratos psicológicos, verbais ou sexuais. Na Josefinas, quisemos alertar para este flagelo, na grande maioria das vezes silencioso, e contribuir para a luta contra o mesmo.

Esta segunda-feira, dia 23 de julho, a Josefinas, em parceria com a APAV, apresentou a edição You Can Leave, uma coleção especial composta por três pares de sapatilhas criadas para lutar contra a violência doméstica.

Por cada par de Josefinas You Can Leave vendido, a marca de calçado compromete-se a ajudar cinco mulheres vítimas de violência doméstica. O montante angariado destina-se às Casas de Abrigo da APAV para que mulheres em perigo tenham acesso a necessidades básicas, como abrigo e alimentação, e apoios jurídicos, sociais e psicológicos durante um mês.

A parceria entre a Josefinas e a APAV é apoiada pelas personalidades portuguesas Ana Sofia Martins e Vanessa Martins que, através das redes sociais, fizeram uso das suas vozes para inspirarem a mudança.

A etiqueta You Can Leave da Josefinas dá destaque ao número de mulheres vítimas de violência doméstica, à faixa etária onde é mais suscetível de acontecer e à quantidade de mulheres que vivem em países onde abusos domésticos não são considerados crime. A etiqueta também mostra os ‘cuidados a ter’ por via dos símbolos: não há lugar para a violência, culpa, vergonha, intimidação ou controlo.

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