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Rescaldo: Quem não arrisca não pode querer petiscar

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Belenenses e V. Guimarães empataram a 1-1 na 22.ª jornada da Liga NOS. Num jogo com duas partes completamente distintas, os dois históricos emblemas anularam-se e acabaram por ficar a dever ao medo de arriscar este ponto ‘conquistado’. Ou estes dois perdidos, melhor dizendo. Com todas as hipóteses para proporcionar um bom espectáculo de futebol ao público presente no Restelo, os vimaranenses e os homens de Belém preferiram conservar um empate que sabe a pouco aos adeptos, mas sabe a mais qualquer coisa aos treinadores. Pelo menos a fazer ver pela forma como se exibiram em campo.


O Vitória começou muito melhor. Mais atrevido, mais mandão, com muito boas diagonais e com os extremos a terem um papel preponderante no jogo. Hernâni teve o momento do jogo. Um golo de antologia colocou os homens do Minho na frente, algo que se justificava plenamente. O Belenenses sentiu o golo e ficou totalmente desamparado. Com um meio-campo muito permeável a pautar o jogo azul, os forasteiros podia ter aproveitado para marcar mais golos nos primeiros 15 minutos. Marega rematou ao poste e ainda dispuseram de mais algumas ocasiões para dilatar a vantagem. Porém, à boa moda do emblema da Cruz de Cristo, quando nada o fazia prever, Miguel Rosa – um dos melhores em campo – aproveitou a desatenção da defesa vitoriana para fazer o empate. Um golo que valeu também pelo festejo emotivo do extremo. Até ao fim da 1.ª parte, um jogo algo partido, com muito espaço entre-linhas e defesas muito pouco cautelosas. No meio-campo do Belenenses faltava dinâmica e mais criatividade. O pivot composto por Yebda e Vítor Gomes não funcionou, com o argelino a ter uma das piores exibições de que há memória. Os erros cometidos por Yebda foram tantos quanto as oportunidades de golo dos jogadores da cidade berço. No entanto, não se pode dizer que a equipa da casa tenha estado mal depois do empate.

No regresso dos balneários voltou também a atitude conservadora. Duas equipas sem chama, a passo, sem acutilância ou vontade. Ninguém arriscou e o jogo vivia de laivos de futebol de longe a longe. Nenhum dos 6 substitutos mudou alguma coisa e o jogo foi um marasmo quase total. Valiam as arrancadas de Florent ou de Rosa do lado azul e de Hernâni ou Raphinha do lado minhoto. Muito estática a equipa do Belenenses, a procurar pouco a referência ofensiva e a não ter criatividade para fazer mais do que passe para o lado e para trás. Quando podia, o Belenenses não arriscou. Isto perante um V. Guimarães sem a destreza necessária para dar a volta ao jogo, que só não foi pior porque Quim Machado não quis procurar a sorte.

Faltam golos. Faltam pontos. Falta vontade. Falta espírito ganhador. Este domingo houve oportunidade de se fazer algum mais, mas quando o medo de perder é superior à vontade de ganhar, nada feito.

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