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Rescaldo: Com Maurides a música é outra

Arouca desta vez não foi terra madrasta com golos do meio-campo a escassos minutos do fim.  Arouca foi palco da estreia a titular de um homem que se espera que tenha vindo revolucionar o ataque do Belenenses, falamos de: Maurides. Os homens de Belém deram a volta ao jogo (2-1) depois de uma 2.ª parte de grande nível com Miguel Rosa e o avançado brasileiro ex-Arouca em grande. Com esta vitória o Belenenses ultrapassa o adversário desta noite e cola-se ao Rio Ave e Boavista com 29 pontos.

Tudo está bem quando acaba bem, mas nem por isso as coisas começaram de uma forma favorável. O Belenenses entrou muito desorientado e os primeiros 20 minutos foram de muito pouca bola no chão, pouca construção a partir de trás e muito – mesmo muito – pontapé para a frente. Camará estava a ter dificuldade em ultrapassar Nelsinho e o meio-campo do Belenenses não construía com rigor. Tudo mudou depois da lesão de Nuno Coelho. Aí os emblema do Restelo demonstrou outra atitude, com Maurides a ter um papel-chave em muitas das bolas ganhas no último terço. Faltava mais ligação entre linhas e um desdobramento mais eficiente do lado direito do ataque. Juanto também não estava nos seus melhores dias e a equipa ressentiu-se com isso. Aos 38′ Tomané viria a colocar o Arouca em vantagem. Na sequência de um canto o ex-V. Guimarães aproveitou uma bola que  lhe bateu para colocar a sua equipa em vantagem. Balde de água gelada. A turma de Manuel Machado estava melhor no jogo, mas não o suficiente para se colocar em vantagem. Falta acutilância e agressividade sobre a bola numa 1.ª parte que se jogou muito pelo ar. O 1-0 manteve-se até ao fim dos primeiros 45 minutos.

No regresso dos balneários, Quim Machado mexeu – finalmente! – de forma categórica no jogo. André Sousa era a peça que faltava para a máquina estar bem oleada. O sistema manteve-se, mas Sousa oferece à equipa um poder de choque, uma cultura táctica e uma visão de jogo que faltaram na 1.ª parte. Aos 53′ Miguel Rosa descobriu o ingrediente segredo que faltava para a receita da vitória. Canto batido e, à ponta-de-lança, Maurides empatou o encontro. Volvidos 4′, os adeptos gostaram tanto de meter o dedo na massa que o prato principal da vitória saiu da mesma forma. Novo canto de Rosa e novo golo de Maurides, desta feita com o pé. O brasileiro mostrou que pode ser a opção válida que faltava ao ataque do Belenenses, pelo menos em termos de golos. Bom posicionamento, combativo, rematador e com uma compostura acima da média. Bom cartão de visita para os próximos encontros. O jogo desenrolou-se num ritmo mais baixo até final sem que os da casa conseguissem quebrar a muralha defensiva do Belém, que se aventurava lá na frente pelos melhores em campo: Florent e Miguel Rosa. Não fosse mais uma noite desinspirada de Yebda e o resultado podia ter-se avolumado perto do fim. Persson entrou bem e deu consistência ao miolo. Um nome também a ter em conta. Um apontamento a algo que deve ser revisto nos próximos encontros: a forma de defender depois de se encontrar a ganhar. Não se defende com 11 homens atrás da linha da bola e com aposta na velocidade dos alas. Defende-se com bola e com temporização, pautando o ritmo de jogo e procurando mais jogo exterior, para evitar erros crassos que levem a jogadas de perigo do adversário. De resto, nada a apontar numa 2.ª parte totalmente diferente de uma 1.ª paupérrima.

Esta vitória ainda não permite sonhar com nada, mas permite respirar de alívio e celebrar uma manutenção quase assegurada. Se a atitude dos segundos 45 minutos tivesse sido replicada frente ao Tondela e ao Nacional, provavelmente a luta seria outra.

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