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Rescaldo: Empate justo em jogo amorfo.

Rescaldo: Empate justo em jogo amorfo.

O Belenenses e o Vitória de Setúbal, encontraram-se este Sábado, em jogo a contar para a 24º jornada da Liga NOS. Um embate histórico, num estádio histórico, com dois emblemas carregados de história e tradição. Essa mesma, a tradição, ditava uma clara superioridade azul no Bonfim, algo que não se veio a confirmar neste jogo. O embate acabou, justamente, empatado a uma bola, num jogo incaracterístico e sem grandes motivos de interesse.


Os azuis até começaram a mandar no jogo, com um entendimento muito bom, um futebol muito bem trabalhado e a levar perigo constante à baliza sadina. Tanto assim foi que, à passagem do minuto 5, Miguel Rosa é derrubado na área, após um bom pormenor, e o árbitro assinala grande penalidade. Pelé, com a frieza que lhe é conhecida nestas situações, a não perdoar e a dar vantagem ao Belenenses logo à passagem do 6º minuto de jogo. Um fantástico inicio. Em seguida, os da casa continuaram em dificuldades e sem saber o que fazer, estavam encostados às cordas. Até aos 25 minutos. A partir dessa altura, os sadinos acordaram para o jogo e criaram inúmeras ocasiões de perigo, além de passarem a ter um pendor ofensivo superior aos de Belém. Tudo isto, aliada a alguma intranquilidade azul, resultou no golo de João Schmidt. Um grande remate do brasileiro, que aos 30 minutos, repunha a igualdade no marcador. Até ao fim da 1ª parte, um maior ascendente dos vitorianos, que visaram sempre a baliza de Ventura com algum perigo. Era necessário que o intervalo chegasse.

Na 2ª parte as coisas até se alteraram um pouco. O Belenenses começou por cima, emendando alguns erros da 1ª parte e pelo lado direito, pouco visado no primeiro tempo, causou alguns calafrios à defesa vitoriana. Dálcio estava a crescer e a fazer-se notar, algo que até então não estava a acontecer. No entanto, a iniciativa dos da cruz de cristo, não foi duradoura. O Vitória equilibrou e o jogo passou a ser jogado sem grande perigo para qualquer uma das balizas. Fábio Nunes, que entrou para o lugar de Dálcio, também tentou agitar um pouco o encontro, contudo, sem grande sucesso. O Belenenses valia-se dos rasgos de Sturgeon, que voltou a ser fulcral, ainda assim, sem o fulgor e a clarividência do inicio. O jogo caminhava para o fim e a igualdade parecia o resultado mais provável. O Vitória criava algum perigo de quando em vez e o Belenenses a mesma coisa. Faltavam mais lances de espetáculo, mais atrevimento, mais qualidade no último terço. Os da casa estavam melhores do que os visitantes, no que ao aproveitamento do último terço diz respeito, todavia, no ataque organizado do Belenenses, as coisas podiam mudar. Ainda houve tempo para Miguel Lourenço ser expulso, após duas entradas bárbaras sobre jogadores do Belém. A expulsão, de pouco ou nada valeu. Os azuis não conseguiram ser concisos e perderam a oportunidade de alterar o rumo do jogo. O Vitória, mesmo com menos um, mostrou-se mais esclarecido nos minutos finais. O empate acaba por se ajustar ao que se passou. Nota final para a estreia de Diogo Ribeiro, que, apesar de pouco ou nada ter tocado na bola, vê assim chegar o seu primeiro jogo no escalão maior do futebol português. Um acontecimento de relevo, mais um jovem lançado por Lito.

O empate não aflige, acaba por ser o mais condizente com o jogo, e empatar fora não pode ser considerado um mau resultado. Falta mais acutilância e esclarecimento no que realmente importa, a finalização. Os golos têm de aparecer, mas para isso têm de surgir mais oportunidades para os mesmos. De resto, é apontar baterias para o jogo com o Estoril que, caso se queira continuar na mó de cima, é obrigatório ganhar.

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Futebol: Vitória de Setúbal empata com Belenenses

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Video: Resumo Vitória 1-1 Belenenses

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