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Rescaldo: Eficácia, cá está ela!

Rescaldo do jogo inaugural da jornada 19 da Liga NOS, entre Boavista e Belenenses. Partida em que os azuis venceram por uma bola a zero, com golo apontado por João Diogo.

O Belenenses deslocou-se ao Bessa para abrir a 19.ª jornada da Liga NOS e sair vitorioso. O resultado cifrou-se no 0-1 e a equipa de belém tem agora mais motivos para sorrir. Num jogo fraco, mal disputado e cujo o único interessem residia nos adeptos de ambas as equipas, o emblema da Cruz de Cristo conseguiu superiorizar-se ao Boavista através de algo que tem faltado esta temporada: eficácia! Uma vitória importante que dará um ‘boost’ moral a uma equipa cada vez com menos opções.

Um onze completamente modificado foi o que Quim Machado decidiu apresentar, ao contrário de Miguel Leal. O treinador dos lisboetas fez João Diogo alinhar a extremo, pôs Edgar Ié a lateral-direito, trocou Fábio Nunes com Miguel Rosa e tirou André Sousa para por Camará. Uma equipa inédita e algo rebuscada face às soluções existentes. A rivalidade fez-se sentir e o início do jogo, ainda que atabalhoado, foi muito faltoso. O árbitro Luís Godinho demonstrou logo o que queria do jogo: amarelos e faltas ao mínimo toque. O Belenenses começou menos bem ao dar muito espaço na zona central ao Boavista, que nunca conseguiu explorar essas fragilidades azuis com critério. A bola no ar imperava e os duelos físicos marcavam o ritmo, assim como os passes falhados e o erros sucessivos. Jogava-se mal no Bessa. Os forasteiros conseguiram começar a ter mais bola e Yebda e Vítor Gomes passaram a ter mais preponderância na manobra ofensiva, o que levou a um maior ascendente do Belenenses que teve em Juanto e João Diogo os principais homens apontados à baliza defendida por Vágner. O principal lance de perigo foi mesmo para os azuis, através de um livre executado por Juanto que levou o guarda-redes boavisteiro a aplicar-se. O jogo ia para o intervalo a zeros e com uma 1.ª parte dividida em termos de ‘domínio’ – que nunca chegou a existir por completo.

Na 2.ª parte o Belenenses entrou mais decidido e procurou mais a baliza dos axadrezados nos primeiros minutos. Aos 57′, após um erro de Philipe Sampaio, Camará ganha bem a frente, remata e, na sobra, João Diogo supersónico atira para golo. Estava feito o resultado final. Daí para a frente os da casa foram à procura do empate e o clube do Restelo só conseguiu equiparar-se até  aos 75 minutos, a partir daí concedeu a iniciativa e a bola aos axadrezados que apostaram todas as fichas num jogo directo. Como foi aliás o grande tónico deste jogo. Ainda deu para Cristiano brilhar e para o Belenenses passar alguns calafrios, mas o resultado estava assegurado. Fábio Nunes também podia ter acabado com o jogo, depois de um belo toque de calcanhar que passou a centímetros do poste.

Futebol mal jogado, arbitragem para lá de caseira e demasiadas paragens, mas o que conta são os três pontos e esses, premeiam a competência, a entrega e a eficácia, aquela que tantas vezes falta. Hoje pode-se dizer que sentiram o peso do jogo. E tão bem que sabe a todos os adeptos vencer no Bessa.

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