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Pérolas do retrogaming – Spyro: Year of the Dragon

, Pérolas do retrogaming – Spyro: Year of the Dragon

Lançado, com toda a ironia, durante o Ano Chinês do Dragão em 2000, “Spyro: Year of the Dragon” foi o último título lançado pela Insomniac Games. Ainda hoje não há consenso sobre se este jogo ou o seu antecessor serão os melhores da franquia.

A história deste jogo passa-se durante o “Ano do Dragão”, no qual novos ovos de dragão chegam ao Reino dos Dragões nascendo novas crias durante esse período. Mas a festa é de pouca dura quando Bianca, juntamente com um exército de estranhas criaturas com ar de rinocerontes, invade o Reino enquanto os dragões dormem e rouba os ovos.

Não, querida, nem a maquilhagem te vai conseguir favorecer

A líder da operação, a Sorceress, espalha os ovos pelos diferentes reinos dos Mundos Esquecidos, uma série de locais anteriormente habitados por dragões. Spyro, Hunter e Sparx são enviados por um buraco que dá acesso aos Mundos Esquecidos de modo a recuperar os ovos e salvar o Ano do Dragão.

“Spyro, vais ter que ir tu! Não teríamos mesmo forma nenhuma de cavar por estes buracos nem nada!”

E, visto que esta citação é recorrente nos três jogos, “The Adventure Begins”!

Gameplay

Uma boa parte das características do jogo anterior, bem como do próprio Spyro regressam neste jogo. A diferença neste jogo está nas personagens jogáveis: Sheila a Kanguru, o Sargento James Byrd, Bentley o Yeti e o macaco Agent 9. Há também níveis para o Sparx, a libélula, assim como determinadas partes do jogo em que jogas como Hunter, a Chita.

Afinal a pior capa não é a Europeia!

De forma muito resumida: com a Sheila podes dar saltos altos e patadas nos inimigos, com o Sargento podes voar e disparar foguetes, com Bentley podes usar um bastão de gelo e com o Angent 9 podes disparar uma arma laser. Os níveis de Sparx limitam-se a ser níveis em que tens que derrotar insetos e as parte com Hunter testam gameplays de voo diferentes.

Em vez das esferas e dos talismãs o objetivo agora passa por coleccionar os 150 ovos de dragão roubados. O jogador terá que ir de nível em nível para ajudar os habitantes de cada mundo com o objetivo de passar para o mundo seguinte, cada qual é seguido de uma boss fight. Após a derrota dos bosses o objetivo principal passa a ser coleccionar ovos e jóias para abrir um novo mundo de nome Super Bonus, onde aí será a conclusão oficial do jogo.

Oh que felicidade: o chulo está de volta! E com um haiku da treta!

O essencial dos níveis em “Spyro 2” manteve-se neste título. Exceto que dentro dos níveis estão sub-missões de diversas mecânicas e dificuldades.

Os “Pros”

Alguém na Insomniac andou inspirado por “Tony Hawk”

Vou-me contradizer um pouco mais tarde nos “cons”, mas, de facto, o gameplay é diverso. Seja pelas personagens com diferentes habilidades, os diferentes desafios dentro de um nível e até mesmo diversos veículos com diferentes propriedades. Os desafios são de dificuldades diferentes (uns mais frustrantes que outros) mas definitivamente conseguem manter um gamer entretido por umas boas horas.

Das personagens jogáveis que mais se destacou, devo dizer que a honra pertence a Sheila, pela fluidez dos controlos dela em comparação com as outras personagens. Os saltos são um bom substituto para as asas por assim dizer.

Uma coelha a ameaçar um dragão? Que valentia (só que não!)

A história aqui é um fator bem mais presente que nos títulos anteriores. Não que “Spyro 2” não tivesse história, mas aqui sem dúvida que se deteta maior caráter nas personagens, bem como uma narrativa muito mais presente. Talvez o desenvolvimento de personagem mais notável seja o de Bianca que começa como assistente da Sorceress, vai amolecendo até descobrir as verdadeiras intenções da sua mestre e redime-se no fim. Além disso ela é uma personagem mais presente que a verdadeira antagonista, para ser sincera.

Um coelho e uma chita a namorarem? Claro que é realista!

Os mundos continuam com um visual criativo e bastante apelativo, alguns com inspiração histórica, outros vindos de ideias clássicas do género fantasia. É também interessante que as “sub-missões” dentro de um nível tenham o seu espaço próprio. Embora deva dizer que uma pena que tenham retirado as cutscenes que reproduzem antes do Spyro entrar num nível (é uma queixa menor, logo não conta como “con”).

Ai os bosses! Sem dúvida dinâmicos como no jogo anterior. O primeiro (Buzz) e último boss (do qual falarei adiante) não são nada de especial, mas as outras três lutas do jogo têm bastante dinâmica. Devo dizer que o segundo boss (Spike) foi das lutas mais complicadas que tive em miúda. Vou deixar que o vídeo em baixo fale por mim.

Oh mas estas lutas principais não são as únicas que existem no jogo. Alguns bosses poderão aparecer dentro das sub-missões do jogo, outros nos níveis com o Sparx. Não quer dizer que sejam todos fantásticos, mas pelo menos acrescenta mais desafios aos níveis.

Ah e não nos esqueçamos da música… O elemento que nunca decepciona nestes jogos!

Os “cons”

Muitos dizem que foi com este título que a Insomniac começou a perder ideias para a franquia. Estaria a mentir se dissesse que não concordo, em parte. O facto de termos sete personagens jogáveis cheira a uma tentativa (exagerada) de diversificar o gameplay. Os níveis com o Sgt Byrd e com o Agent 9 são divertidos, mas para mim foram pouco memoráveis.

Até o Rocky Balboa despacharia esta luta mais depressa que tu!

Mas a pior personagem jogável é o Bentley, sem sombra de dúvida! Não só ele é lento como o raio, tem os controlos mais pesados e toda a personagem dele é aborrecida. Não ajuda o facto de ele ter estado numa das piores sub-missões do jogo! Nunca o boxe me frustrou tanto como neste jogo.

Outro defeito: o Spyro não muda como personagem. Não falo de desenvolvimento como personagem, mas sim de desenvolvimento de habilidades. No jogo anterior houveram três novas habilidades desbloqueadas ao longo da narrativa. Neste jogo essas habilidades mantêm-se, mais os power ups… e é só! Isto é certamente um sinal de que a Insomniac já teria chegado a um ponto em que não sabiam que mais fazer com a personagem a nível de gameplay.

“Vais-me dar o ovo, ou vai mesmo haver guisado de chita ao jantar?”

Algumas sub-missões chegam a ser frustrantes… demasiado frustrantes até! Além do nível de boxe com o Bentley, existe uma missão de escolta com a Sheila, uma missão para derrotar “cat witches” com o Sargento, vários níveis em que tens que perseguir ladrões de ovos (Oh sim, esses sacanas voltaram!), lutar com um tanque de controlos maus, entre outras.

Sim, porque uma luta entre um dragão e um dinossauro seria feita com naves espaciais!

Mais uma vez o boss final de um jogo decepciona-me (embora não tanto como o de Crash Bandicoot 2). Mais valia a primeira luta com a Sorceress ter sido a luta final, porque terminar uma luta com naves, tendo tido outras lutas cheias de dinâmica é uma verdadeira desilusão! Volta Ripto, estás perdoado!

… E não é que ironicamente ele volta mesmo?!

Consenso

Vou ter que admitir aqui algo: eu gostei mais deste jogo do que de “Spyro 2”, mas encontrei mais defeitos neste do que no outro. Talvez seja pela nostalgia, talvez pelo dinamismo maior que este jogo tem, mas o que é certo é que este jogo é dos meus favoritos de sempre.

É evidente que começaram a faltar ideias mais originais à Insomniac e alguns níveis com as personagens extra não terão sido lá muito bem conseguidos em controlos e em dificuldade. Mas a dinâmica, os desafios e a história que caracterizam “Spyro: Year of the Dragon” tornam este título memorável. Sem dúvida que esta foi uma excelente despedida da parte da Insomniac e, infelizmente, o título que se seguiu não conseguiria fazer justiça aos três primeiros jogos (Nota: nunca joguei o “Enter the Dragonfly”, felizmente!).

Thanks for the memories Insomniac!

“Spyro: Year of the Dragon” é uma experiência memorável e quer se goste mais de“Spyro 2” ou deste, numa coisa haverá certamente senso comum: estes dois jogos foram o pico da fama do pequeno dragão púrpura.

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