Está-nos no sangue, correr atrás de ti, estejas bem ou estejas mal, em primeiro ou último lugar, na primeira ou na segunda divisão, pouco importa, o que importa é ver-te jogar.
É um orgulho, que não sabemos explicar, parece que o ver-te jogar é por si só, para nós, uma vitória; Aquelas romarias ao Restelo, ver de 15 em 15 dias as mesmas caras, sentadas nos mesmos lugares, sem terem cativo; reconhecer essas pessoas só de voz; as deslocações fora, onde a adrenalina é maior, onde queremos ir mandar a casa do nosso adversário; as paixões que nos despertas.
O futebol é capaz de ser a coisa mais importante das coisas menos importantes da vida, mas a vida seria tão mais triste sem ele, mas a vida seria tão mais triste sem ti, nosso Belenenses.
Deves-nos muitas lágrimas, Belenenses, mas quase todas as nossas alegrias devemos-te nós a ti. É recíproco.
Andas-te mal, tu afundaste e nós afundamos contigo, tu foste jogar à Póvoa do Varzim, para não descermos para a segunda B, e nós estávamos lá contigo, como sempre tivemos. Nunca estiveste, nem estarás só. Haverá sempre alguém para te apoiar, sempre uma bandeira, uma faixa, um cachecol presente.
Este amor começou connosco e connosco morrerá.
Nós somos diferentes, somos feitos daquela raça dos que nunca desistem, mesmo quando o precipício está a um passo. Somos feitos do sangue daqueles que partiram para o mundo nas caravelas. Somos feitos de uma boa dose de suor e lágrimas e de outra dose, muito grande, de não resignação. Assim nascemos, de num rasgo de inconformismo, assim morreremos.
Sábado, 19:15, Setúbal, lá estaremos, nunca nos resignaremos, lutaremos sempre, por nós, por ti, pela Bandeira.