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Maurício Meirelles:”Quero levar um pouco do Brasil aos brasileiros e mostrar o meu trabalho aos portugueses!”

É fã de stand-up? Então preste atenção a este nome, Maurício Meirelles. O humorista brasileiro regressou a Portugal, passados nove meses do seu último espectáculo em terras lusas, para actuar no Porto, a 21 e 22 de Junho, e em Lisboa, entre 23 e 25 de Junho.

A celebrar 10 anos de carreira e “Bi-Campeão” de Stand-Up, atribuído o ano passado e este ano no prestigiado Festival Risadaria, Maurício Meirelles inaugurou a sua tournée europeia em Portugal. Até dia 25 de Junho o humorista brasileiro estará a actuar nos Cinemas UCI do El Corte Inglés, em Lisboa, depois de ter estado a actuar os últimos dois dias (21 e 22 de Junho) no Porto. Os bilhetes estão à venda nos locais habituais.

Na sua primeira passagem por Portugal, Maurício realizou o WebBullying com Iva Domingues, Katia Aveiro, Carolina Torres, António Raminhos, José Fidalgo e Ângelo Rodrigues.

A CA Notícias aproveitou a ocasião para conversar sobre o regresso a Portugal, as suas influências e, claro, o seu novo espectáculo.

CA Notícias (CA) – O que te cativa mais ao dar espetáculos em Portugal, sentires que estás a trazer um pouco do Brasil para os brasileiros em Portugal ou conseguir conquistar o público português?
Maurício Meirelles (MM) – Estive em Portugal no ano passado e retornei ao Brasil com o desejo de voltar logo. Os shows foram excelentes, com as casas lotadas e uma recepção maravilhosa do povo português. Nessa nova temporada por aqui quero sim poder levar um pouco do Brasil aos brasileiros e mostrar cada vez mais o meu trabalho aos portugueses!

CA – Nos últimos anos temos visto, cada vez mais, humoristas portugueses a actuar no Brasil – exemplo do Ricardo Araújo Pereira no Risadaria – e também os humoristas brasileiros em Portugal. Porque levou tanto tempo e o que falta fazer para promover este intercâmbio?
MM – Concordo que esse intercâmbio deveria ter acontecido com mais antecedência, mas o momento é excelente para fortalecer essa troca cultural. A internet está sendo fundamental p’ra isso ocorrer, pois é uma ferramenta mundial e democrática. O Brasil tem excelentes humoristas que estão realizando shows por aqui e os portugueses também estão agradando o povo lá do Brasil. Isso é um indício que esse intercâmbio pode permanecer. De minha parte, para ajudar a promover isso, volto p’ra cá assim que me contratarem (risos). Gostaria muito de ajudar os colegas portugueses, tanto que sempre os coloco em projetos no meu canal.

CA – O clima no Brasil tem estado muito tenso e chegaste a Portugal numa altura de pesar, devido à tragédia do último fim de semana… Nestas situações sentes alguma diferença nos espetáculos ou as pessoas conseguem abstrair-se completamente?
MM – Realmente os recentes acontecimentos em Portugal e no Brasil deixam as pessoas mais tristes, mas nada melhor do que ir a um show de humor para abstrair os problemas. Durante os espetáculos, as pessoas esquecem os problemas e querem apenas dar boas risadas. Saio feliz do palco quando consigo levar alegria para essas pessoas.

CA – Tens sido multifacetado (espetáculos ao vivo, TV, Digital), é por escolha ou por necessidade? Caso sintas essa necessidade, ela deve-se ao quê?
MM- Acho que a palavra é dívida (risos). Estou no teatro, na TV, na música, recentemente no cinema brasileiro e cada vez mais atuante no digital. Tudo isso é uma escolha, gosto das diferenças de atuar em cada uma dessas plataformas e sou inquieto. Quero sempre realizar coisas novas e essa variedade me possibilita isso. Estamos na melhor época p’ra produzir conteúdo, graças à imensa quantidade de plataformas existentes.

CA – O Web Bullying tem sido um sucesso, como surgiu a ideia do espetáculo?
MM – Surgiu num show em Campinas, cidade no interior de São Paulo, no Brasil. Queria algo novo no meu espetáculo e decidi criar essa brincadeira de analisar as fotos das pessoas no Facebook, que normalmente são engraçadas. Quando estava comentando sobre uma determinada foto, um amigo da “vítima” chamou para uma conversa no “bate papo” e a plateia se empolgou e pediu para eu responder, como se fosse o dono da conta. Foi muito divertido e descobri que a graça estava nessa ferramenta. Deu muito certo e hoje também faço pelo Whatsapp e outras plataformas. A ideia sempre foi, e sempre é, criar quadros distintos de comédia no show. Assim o show fica especial e único sempre.

CA – Qual foi o Web Bullying que te deu mais gozo? E qual foi o que custou mais?
MM – O mais engraçado foi com a minha esposa Emily num show realizado na cidade natal dela, também no interior de São Paulo. Estava mexendo no Facebook dela e eu passei a ser a vitima, sofri de ciúmes…(risos). Nunca nenhum Webbullying teve problema. As pessoas gostam e pedem para participar e levam numa boa. A intenção é mais o nonsense do que o bullying.

CA – Já há ideia para um novo espetáculo? Alguma novidade que possas contar?
MM – No dia 30 de julho faço um grande show em São Paulo para celebrar os meus 10 anos de carreira e já estreio um novo espetáculo, com texto renovado e muitas novidades.

CA – Qual é o humorista que mais admiras? E qual o humorista português?
MM – Gosto muito do humor critico do Louis C.K., Jim Jefferies e Bill Burr.
Já em Portugal sempre fui fã do Gato Fedorento. Também gosto demais do Mourão e Raminhos, com quem tenho bastante contato.

CA – O que é que as pessoas podem esperar do teu espetáculo?
MM – As pessoas podem esperar um show ainda mais divertido do que foi na temporada anterior, com um texto mais ácido e piadas novas. Estou mais adaptado ao povo português e isso facilita ainda mais a apresentação. Além de quadros novos e total interação da plateia. Não estou só no palco pois a plateia me ajuda inteiramente durante toda a apresentação.

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