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Malapata: Conversa com Diogo Morgado, realizador

diogo morgado, Malapata: Conversa com Diogo Morgado, realizador

A CA Notícias esteve na companhia do elenco de Malapata para saber um pouco mais sobre a primeira longa-metragem de Diogo Morgado Malapata.


Depois de conversarmos com Rui UnasPedro Morgado, Marco Horácio e Ana Malhoa, Luís de Matos e Mário Bomba, só faltava conversar com Diogo Morgado, o realizador do filme Malapata. Aconselhamos vivamente a verem o vídeo.

Numa conversa descontraída e de grande sinceridade, Diogo Morgado explicou-nos o motivo pelo qual decidiu avançar com o projecto.

Para ele, o Malapata quer demonstrar a todos os que têm ideias de argumentos que não devem meter esses argumentos “na gaveta” mas sim, apostar em tentar produzi-los, mesmo que seja com poucos recursos. Admite porém, que existem dificuldades mas que têm de tentar supera-las.

[su_quote cite=”Diogo Morgado” url=”https://www.youtube.com/watch?v=_Rs1Kl4xEqo&list=PLSSVeBFdvR0orhlBej5dbZZLp_Gubat9V&index”]Tanto eu, como o meu irmão (Pedro Morgado) e tu, têm de certeza amigos que têm grandes ideias que nunca saem da gaveta. Primeiro, porque não é fácil, logisticamente é complicado e fazer uma longa metragem é difícil. Mas queríamos que a Malapata fosse um incentivar dessa malta, de que não há desculpas para não se fazer as coisas. É possível, sim, se acreditarmos mesmo muito, a vontade faz milagres… e com muito boa vontade e fita cola, fazem-se coisas muito dignas, muito interessantes e muito válidas que as pessoas querem ver.[/su_quote]

Se não fossem estas pessoas (elenco e produtores), isto nunca tinha acontecido. Se não fosse os apoios logísticos, e não financeiros, de instituições como a Câmara Municipal de Faro, Cinemate, Hotel Faro, Sofia Hipólito… são marcas e empresas locais privadas que nunca são convidadas, nunca se sentem parte e que foi com muita vontade e alegria que quiseram fazer parte.

Salientou porém, que nem todo o cinema terá de passar por este caminho, sendo só uma nova alternativa para quem tem uma ideia que merece ser vista. Aproveitou para referir todo o respeito que tem pelos grandes realizadores portugueses e pelo género de produções, o qual ele acha essencial existir.

Para o Malapata, a aposta centrou-se na pré-produção, para garantir que – com os actores totalmente preparados – seria só chegar ao local (Faro) e filmar.

O motivo para esta abordagem foi o orçamento ser muito reduzido, como exemplificou com o Poster (ver vídeo) onde se pode ler o Nome e o Cargo – várias vezes o cargo ocupa mais espaço que o nome da pessoa – que faz parecer que tenha havido mais gente na produção, do que a que realmente houve.

Contou também que quando chegaram à MEO o filme – que estava planeado para ser lançado na internet – estava pronto, tendo sido alterado o plano original porque a MEO, junto com a CINEMUNDO, acharam que o filme tinha mérito e merecia passar pelos Cinemas. Diogo Morgado repetiu o desejo de que todo este percurso sirva de exemplo para quem tem ideias e para as marcas, quebrando a monotonia e a convenção – um estado de espírito e energia proactiva que absorveu na passagem pelos Estados Unidos da América e que está a transpor para Portugal.

Se as pessoas se divertirem metade (a ver) daquilo que nós nos divertimos (a fazer), o objectivo já está ganho…

Sobre o elenco, ele referiu que são verdadeiros amigos – algo que se sente claramente no filme. Acabou por confidenciar-nos que, tirando o Rui Unas e o Marco Horácio que a equipa fez questão de recompensar o esforço apesar de eles não quererem, todas as pessoas que entram neste filme foi por “amor à camisola”.

Sobre Malapata 2, contou-nos que já está escrito mas que só existirá se o público comparecer nos cinemas e gostar desta primeira versão (não se esqueçam, a partir de dia 16 nos cinemas!).

Depois falámos de grandes novidades, o próximo filme!

Diogo Morgado confidenciou-nos que o próximo filme será um Thriller de Acção, com um tom de Ficção Científica, que vai de encontro com os géneros que ele e o irmão gostam muito. Assumiu que tecnicamente será mais difícil, estando a rodagem (para já) planeada para Setembro e que terá várias Ilhas dos Açores como cenário!

Já perto do fim da conversa, perguntámos como era trabalhar em família – algo que habitualmente se diz não ser o mais aconselhável. No caso de Diogo Morgado e Pedro Morgado, desde pequenos que se imaginavam a fazer isto. O sucesso também se deve à boa combinação que fazem, entre as ideias que o Diogo acha incríveis e o Pedro nem tanto, e vice-versa, acaba por sobrar as melhores ideias – as disputas também ficam em “casa”, o que também não é mau.

Neste momento da conversa falámos também dos trabalhos anteriores com o irmão, como foi o caso em peças de teatro onde Pedro era contrarregra ou a primeira curta que Diogo fez, com participação do Rui Unas e da Lúcia Moniz, intitulada de Break (que podem ver aqui).

Para finalizar, diz-se preparado para as críticas que desvalorizam o que acabou de alcançar e voltou a convidar todos os que tiverem argumentos que procurem forma de os produzir, mesmo sem apoios financeiros estatais como foi o caso do Malapata, de forma a alcançarem os seus sonhos.

Esta foi a última conversa com o elenco do Malapata, spoedm ver as conversas com o Rui UnasPedro Morgado, Marco Horácio e Ana Malhoa, Luís de Matos e Mário Bomba.

Não se esqueçam, temos convites para as antestreias de Gaia e Faro aqui: https://wp.me/p7vmVb-WfQ.

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