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João Gouveia: «Até hoje nunca mais saí do Setor Furioso»

, João Gouveia: «Até hoje nunca mais saí do Setor Furioso»

Tendo a nossa claque atingido a marca dos 30 anos de existência e nem sempre se dar a devida voz a quem esgota a sua pelos campos deste país, como forma de “homenagem” pelo seu trigésimo aniversário a CA colocou algumas questões a alguns dos membros da Fúria Azul, que iremos partilhando com os nossos leitores.


A primeira das nossas “entrevistas” é ao Grande João Gouveia.

CA: Quanto tempo de “Furioso” e motivações para o ser?
JG: Cerca de 19 anos… A motivação maior foi o facto de não me sentir bem nos cativos pois o meu objetivo era apoiar o Belenenses, cantar e saltar com a Fúria Azul… tomei-lhe o gosto e até hoje nunca mais saí do Setor Furioso 🙂

CA: O que é ser um furioso?
JG: É apoiar incondicionalmente e defender o Belenenses, é fazer esforços (que acabam por não o ser) pelo grupo, é sentir o desporto como uma festa, estando no meio de muitos apaixonados.

CA: O que difere um adepto do Belenenses, de um de outro clube?
JG: Ser Belenenses não é fácil… no entanto os que o são verdadeiramente acho que são mais apaixonados que a maioria, pena sermos cada vez menos devido aos maus resultados e épocas a fio de incompetência diretiva. Já dizia o Raul Solnado… “não é Belenenses quem quer…”

CA: O que difere a nossa claque das outras?
JG: A consistência, a fidelidade, por muitos altos e baixos (mais baixos) que o clube tenha, a Fúria Azul esteve sempre presente, manteve sempre o espírito de grupo e camaradagem. Somos um exemplo do que é ser Ultra, sem violência.

CA: Há alguma claque pela qual exista uma rivalidade mais acentuada? Se sim, qual e porquê?
JG: “Existem várias, no entanto os Panteras Negras são o ódio de estimação e tudo porque um certo dia decidiram queimar uma camisola gigante do Belenenses em pleno Estádio do Restelo… Quem nos goza e maltrata passa a ser odiado.
Também não gosto dos Red Boys, do SCBraga, mas esses sei que se comportam assim por inveja da grandeza do nosso Clube e porque são um grupo de arruaceiros que pouco percebe do que é ser Ultra. ”

CA: Há alguma claque com o qual exista uma proximidade maior? Se sim, qual e porquê?
JG: “Também existem algumas, do meu tempo de Furioso destaco os Insane Guys (Vitória Guimarães) e a Alma Salgueirista.
Já tivemos vários convívios com ambos os grupos e são pessoas com as quais nos identificamos pois todos lutamos contra o sistema instalado dos 3 “estarolas” e contra clubes que, julgando-se grandes, têm comportamentos menos dignos.”

CA: Existe algum jogo que esteja guardado na memória, pela positiva? Se sim qual e porquê?
JG: Do Belenenses tenho guardado para todo o sempre o jogo da Final da Taça de 1989… Com a Fúria tenho muitos que ficam na memória, mas talvez destaque a meia-final da Taça de Portugal frente ao Braga, uma deslocação ao Bessa em que ganhámos e mandámos na bancada os 90 minutos e, obviamente a Final da Taça de 2007, com o convívio que a antecedeu.

CA: Neste 30 anos de apoio incondicional, qual a maior dificuldade que se sente no seio do grupo?
JG: “A renovação é a maior dificuldade. O pessoal vai envelhecendo e o clube continua a perder sócios todos os dias o que torna difícil a captação de novos furiosos. Ainda assim penso que nas ultimas duas épocas temos feito um bom trabalho nesse sentido e sinto o grupo mais unido do que nunca.
Outra dificuldade é o facto da maioria dos elementos não viver nos arredores do Estádio, outros casados e com filhos, o que dificulta dar tempo para a preparação de coreografias e a marcação de reuniões com muitos presentes.”

CA: Desejos para mais 30 anos?
JG: Crescimento e manutenção do espírito e ideais do grupo… Que o Clube ganhe mais vezes, que as Direções olhem mais para os adeptos e que todos juntos voltemos a ver o Belenenses de outrora.

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