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It Takes Two (PlayStation 5) | Análise Gaming

It takes Two, It Takes Two (PlayStation 5) | Análise Gaming

It Takes Two é um dos melhores, senão mesmo, o melhor jogo multijogador local dos últimos anos. A nova aposta da EA é uma lufada de ar fresco que confirma que jogar uma campanha com outra pessoa ainda é uma boa aposta.

Quando em 2017 a EA arrancou com o seu programa EA Originals, foi clara a aposta na visão dos estúdios independentes e na produção de jogos que querem ser efectivamente jogos em primeiro lugar, e só depois um produto, um negócio. Com este programa a EA apoia jogos desenvolvidos por estúdios independentes, entrando com dinheiro para o desenvolvimento dos jogos, e deixando todo o lucro adicional e os direitos das propriedades intelectuais para os estúdios que produzem os jogos. Esta jogada da EA permite à gigante dos videojogos lançar jogos interessantes com o seu carimbo como o A Way Out, Fe ou Sea of Solitude.


It takes Two, It Takes Two (PlayStation 5) | Análise Gaming

Tal como com A Way Out, Josef Fares, volta novamente a ser o director deste novo jogo do Hazelight Studios, e consegue uma vez mais reinventar o género dos jogos multijogadores. Durante muitos anos, os grandes estúdios aparentavam um certo desdém pelos títulos que apostavam na componente de multijogador local, virando esforços para as grandes aventuras single-player ou para os jogos multijogador online. E se nos últimos tempos temos visto o surgimento de muitos jogos em que as suas campanhas podem e devem ser explorados com amigos online, a verdade é que esses jogos normalmente acabam por cair sempre na redoma dos MMORPGS ou dos Shooters, e muitas vezes infestados por micro-transacções e lootboxes.

It Takes Two é um jogo que marca uma posição muito forte no que quer ser, e que poderá muito bem servir de caso de estudo para o futuro, caso venha a ser bem sucedido financeiramente. É um jogo co-op que pode funcionar tanto localmente (preferencialmente) ou online, e que conta uma história (que nem sempre é brilhante) que nos apresenta algo bastante palpável a grande parte de nós: os receios de uma separação. Vemos isso tanto do ponto de vista da filha Rose, como do ponto de vista do casal Cody e May, e se inicialmente ficamos com dúvidas sobre quando é que aparecerão os bonecos que estão presentes na capa do jogo, poucos minutos depois as dúvidas dissipam-se.

It takes Two, It Takes Two (PlayStation 5) | Análise Gaming

Rose, com o tal receio anteriormente mencionado, pede ajuda ao Book of Love, escrito por Dr. Hakim, um livro de terapia para casais de forma a conseguir manter vivo o casamento dos seus pais. Após isso, May e Cody aparecem misteriosamente no formato de bonecos e são confrontados com o tal Dr. Hakim em formato de livro andante e dançarino que afirma que esta situação em que eles se encontram só será revertida se trabalharem em equipa.

E é este o propósito do jogo. Começamos com duas personagens que já não sentem uma grande ligação uma pela outra, e que estão em vias da separação, mas agora para poderem voltar aos seus corpos humanos e voltar a ver a sua filha terão de enfrentar grandes obstáculos e inimigos trabalhando em conjunto. Ao longo das mais de dez horas que a história demora até estar concluída, encontramos vestígios do passado da família e provas de como a relação fora forte e apaixonada, e que ao longo do caminho isso se foi detriorando.

It takes Two, It Takes Two (PlayStation 5) | Análise Gaming

Mas It Takes Two não se faz apenas destas reflexões pesadas sobre a vida e relações! Ao longo do caminho vamos encontrando personagens muito sui generis, como é o caso do aspirador que foi atirado para a dispensa quando começou a dar problemas e que acabam por dar um tom colorido e interessante à aventura.

Em termos de jogabilidade, It Takes Two não se foca em apenas um só género, e vai dançando entre homenagens a diversos clássicos dos videojogos, fazendo com que a jogabilidade nunca se torne aborrecida. Se em momentos parecemos estar num autêntico platformer saltando de bloco em bloco para chegar ao nosso fim, noutros estamos de arma em punho como se estivessemos a viver num shooter em ponto pequeno.

O que é certo é que em It Takes Two temos de fazer tudo em conjunto, nada é alcançado só com um esforço singular, e é isso que destaca It Takes Two dos demais. Para além de ser acessível aos iniciantes é também desafiante para os jogadores mais habituados. É uma mescla difícil de urdir, mas a Hazelight Studios apresenta-nos aqui a sua melhor oferta.

É de facto incrível a forma como a experiência consegue ser tão recompensadora, qualquer que seja o background de videojogos do jogador, fazendo com It Takes Two seja uma proposta irrecusável para quem quer jogar um bom jogo cooperativo a dois, principalmente para casais, devido à própria temática do jogo.

It takes Two, It Takes Two (PlayStation 5) | Análise Gaming

Se gostam de viver uma aventura com amigos, com familiares ou conjugês, não terão uma melhor escolha do que It Takes Two. Nesta altura em que vivemos ainda com muitas dúvidas e problemas, It Takes Two oferece a melhor escapatória possível para dois. Uma das surpresas de 2021, não ficaríamos muito surpreendidos se o jogo figurar na lista dos melhores do ano quando chegarmos a Dezembro.

 

It Takes Two (PlayStation 5) | Análise Gaming
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Avaliação do editor:
4.5
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