Helena Isabel em entrevista ao CA Notícias

“A Idade não me Define”, de Helena Isabel tem diversos conselhos para mulheres a partir dos 50 anos.  Temas como moda, beleza, exercício físico e cuidados de saúde são abordados, bem como diversas histórias pessoais da autora. A mensagem principal visa mostrar às mulheres que a vida pode continuar a ser boa, sem que o fator idade tenha um peso.

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O CA Notícias conversou um pouco com a autora que não só nos revelou a principal inspiração para esta obra, mas também deixou alguns conselhos para leitora de todas as faixas etárias.

CA Notícias: Qual a principal motivação que a levou a escrever um livro com este tema?

Helena Isabel: Por um lado a abordagem da imprensa sempre no sentido de quererem saber como faço para me manter jovem, qual é o meu “segredo”, etc. Por outro lado, hoje em dia, através das redes sociais é muito mais fácil o diálogo e muitas vezes tenho mulheres a desabafar comigo no sentido de quererem “dicas” de beleza e não só.

Helena Isabel em entrevista ao CA Notícias
Helena Isabel, atriz e autora do livro “A Idade não me Define”.

Senti que algumas mulheres mais experientes e mais vividas (não gosto de chamar mais velhas) não se valorizam, têm fraca autoestima, não se apercebem como continuam a ser importantes para a sociedade.

CA: Quais os principais temas que compõem esta obra? Quais as questões e inseguranças que sente que atingem as mulheres à medida que vão vivendo?

Helena Isabel: São os mais variados. Para mim os mais importantes para se levar uma vida saudável. A alimentação, o exercício físico, a medicina preventiva, dicas de moda, de make up, etc.

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Acho que essas questões prendem-se sobretudo porque vivemos numa sociedade em que se valoriza o facto de se ser bonita, activa, interessante e interessada. Ora podemos ser isso tudo em qualquer idade.

CA: Alguma vez sentiu-se “presa” por ter chegado aos 50 anos? Em que ponto da sua vida decidiu que não seria a idade a definir a sua vida?

Helena Isabel: Algumas coisas vamos ganhando com a idade. No meu caso sinto-me mais segura agora do que aos cinquenta. Sinto que ainda tenho muito para dar. Ainda sou tão criativa como quando era jovem, talvez ainda mais pois a experiência traz-nos ensinamentos preciosos. Quando digo que a idade não me define quero dizer que a minha maneira de pensar e sentir a vida é que me definem.

CA: Apesar deste livro ter um público alvo específico, acha que as mulheres “mais novas” poderiam aprender com esta obra?

Helena Isabel: Claro que sim. Há toda uma prevenção fundamental para que se chegue a certa idade com saúde e qualidade de vida. Se há coisas que não conseguimos controlar, há outras que estão nas nossas mãos.

CA: A Helena é atriz de profissão o que acaba por a colocar um pouco mais “exposta”, por assim dizer. Quais as diferenças profissionais e pessoais que foi sentindo à medida que ia envelhecendo?

Helena Isabel: Sinto-me uma privilegiada, pois sempre fui tendo trabalho ao longo destes anos. Em termos pessoais tenho tido momentos bons e tenho tido momentos menos bons ao longo da minha vida, como toda a gente.

Crédito Carlos Ramos
Crédito: Carlos Ramos

Hoje sinto-me mais serena, mais certa do que valho, acima de tudo sinto que já não tenho que provar nada a ninguém. Sei o que quero e continuo a sonhar e a ter objectivos.

CA: Qual sente que é a ideia mais presente entre as mulheres ao chegarem aos 50 anos? Quais as histórias mais comuns que ouve de mulheres com essa mesma faixa etária?

Helena Isabel: Hoje em dia os cinquenta são os novos quarenta. As mulheres que hoje têm cinquenta anos estão no seu auge. Trabalham, algumas delas com cargos importantes e de responsabilidade, saem, divertem-se, etc. Mas é nessa idade que tem que se preparar a “idade maior” em termos de alimentação, exercício físico e não só.

CA: Sente que as mulheres portuguesas atualmente têm uma nova perspectiva perante a vida em relação às gerações de décadas anteriores?

Helena Isabel: Claro que sim. Lembro-me que aqui há uns anos uma mulher de quarenta anos era considerada uma “velha”. As pessoas viviam a crise dos quarenta. A mulher se não era casada, tinha ficado “pra tia”.

Hoje, as mulheres têm voz ativa na sociedade. Sentem-se úteis. Talvez por isso se mantenham jovens até mais tarde.

CA: Para encerrar diga-nos: Qual o seu segredo para se manter otimista perante a vida?

Helena Isabel: O segredo é amá-la profundamente. É não me render, achar que ainda tenho muito para dar. E saboreá-la plenamente enquanto tiver forças.