Artur Fernandes, Filipe Cal, Filipe Ricardo e Francisco Miguel, quarteto que possui uma longa carreira assinada como Danças Ocultas, preparam-se para apresentar um novo espectáculo no âmbito do Misty Fest 2018. o grupo atuará com um convidado especial: o maestro, compositor e violoncelista brasileiro Jaques Morelenbaum.
Depois do EP gravado com Dom La Nena em 2014 e do álbum “Amplitude” que resultou da colaboração estreita com a Orquestra Filarmonia das Beiras, os Danças Ocultas rumaram ao Brasil para trabalharem com Jaques Morelenbaum num novo registo que deverá ser lançado em setembro.
“O concerto”, explica Artur Fernandes, “será baseado essencialmente no novo reportório embora não nos escusemos a revistar alguns momentos anteriores da nossa obra”. Pela primeira vez irão ter uma nova formação em palco: com os Danças Ocultas estará o próprio Jaques Morelenbaum no violoncelo e a sua filha Dora, na voz. “Teremos ainda um sétimo elemento em palco, mas para já é surpresa”, adianta também Artur Fernandes.
Os Danças Ocultas praticam uma espécie de música de câmara a partir da original exploração das concertinas, um instrumento tradicional para o qual criaram um reportório único com que têm corrido mundo recolhendo aplausos nalgumas das mais prestigiadas salas e festivais internacionais.
“Para o novo disco que contém composições em que temos vindo a trabalhar desde 2012”, revela Artur Fernandes, “pretendíamos uma abordagem mais contemporânea e urbana e daí a colaboração com oJaques que deu uma lufada de ar fresco ao nosso som com arranjos com muitas percussões e cordas em que participaram algumas lendas da música brasileira”.
No âmbito do Misty Fest, o grupo tem agendados quatro concertos. No dia 31 de outubro no Convento de São Francisco, em Coimbra, no dia 3 de novembro no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, no dia seguinte é a vez de Aveiro, no Teatro Aveirense e, por último, os Danças Ocultas subirão ao palco da Casa da Música, no Porto, no dia 21 de novembro.