Desde Marinho Peres que uma equipa do Belenenses não tinha tantos pontos nas primeiras nove jornadas do campeonato. Filgueira, capitão dessa equipa, elogia o “carácter da equipa de Lito Vidigal”
O início de época do Belenenses, face ao exibido em anos recentes,tem sido pujante. A tal ponto que, à nona jornada, a equipa de Lito Vidigal já igualou uma proeza com 12 anos: desde 2002/2003 que a formação do Restelo não somava tantos pontos (17). Nesse tempo,o Belenenses de Marinho Peres também estava no topo, no 4.º lugar (com os mesmos pontos do 3.º, o Benfica); agora está em quinto, mas com mesmos pontos do 4.º, o Paços de Ferreira.
As semelhanças entre a 9.ª ronda desse passado e a atual são muitas. A distribuição dos resultados era exatamente igual à do Belenenses de agora, com cinco vitórias, dois empates e apenas duas derrotas. Em golos, a “versão Lito Vidigal” revela melhorias, com mais dois golos marcados (14 para 12), apesar de maior número de golos sofridos (11 em vez de 9). Nessa equipa de Marinho Peres, Filgueira era o capitão que, a O JOGO, vê diferenças nos plantéis,mas elogia a alma do atual. “Tínhamos na altura uma equipa muito experiente e de qualidade en“Já não víamos há muito o Belenenses a marcar tantos golos”
Filgueira quanto este plantel é bastante jovem, com jogadores de poucos anos de I Liga mas com vontade e ambição. A classificação mostra bem o carácter da equipa”, analisa o antigo central.
Diferença maior, pelo menos olhando para os números do momento, está nos goleadores. O Belenenses de Marinho Peres tinha Antchouet (foi o melhor marcador, com apenas nove golos), Verona e Mauro a dividir a maioria dos golos da equipa enquanto hoje Deyverson centraliza as atenções de goleador e só é secundado por Miguel Rosa (quatro). O avançado brasileiro já tem sete golos na I Liga. Filgueira lembra que o importante “é a equipa funcionar como um todo”, apesar das individualidades. “Já não víamos há muito o Belenenses a marcar tantos golos. Fredy, Sturgeon, Miguel Rosa e Deyverson dão grande dinamismo ao ataque. Espero que não haja uma quebra até final da época e aguentem nos lugares de cima”, disse Filgueira.