Diz uma velha máxima que os jogadores passam, mas o clube é eterno. Está certa. Fredy, muito mais que um jogador, fazia parte da bandeira, o que o torna eterno no nosso clube.
Adaptando à escrita uma música de Rodrigo Velez, o sangue do Fredy é de Cristo, a alma do Belenenses .
Foram 13 anos de dedicação ao Belenenses, com muito sangue, suor e lágrimas.
Pelo meio, uma passagem fugaz, por empréstimo, pelo Recreativo de Libolo. E, mesmo aí, depois dessa passagem, mostrou do que era feito: aceitou baixar o seu salário para jogar de cruz ao peito .
O futebol moderno é pouco dado a sentimentalismos e clubismos por parte dos jogadores, mas, mesmo aí, Fredy inverteu a lógica .
Daí entender-se a emoção da despedida: o Restelo para ele era uma casa, onde se sentia realmente bem, junto de quem mais ama, junto de quem mais o idolatra.
Fredy, nos seus 13 anos de cruz ao peito, viu o nosso clube a descer de divisão, a subir de divisão, no Jamor e na UEFA. Nunca desistiu.
Para a posterioridade, fica a raça, a bola colada ao pé, as “reviengas” desconcertantes e a velocidade com que as executava. Para a posterioridade, fica o jogador, mas fica também o homem.
Com 24 anos, Fredy é um jogador à moda antiga. Ele, incondicionalmente, pela bandeira, gritava sempre presente .
Assim nos despedimos. Fredy, vai com a certeza, de que se nós, se o nosso clube, te marcou muito, tu não deixaste de marcar na mesma moeda o Clube de Futebol “Os Belenenses”.